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quarta-feira, 20 de novembro de 2019

Bamburral - Hyptis umbrosa


Bamburral, de nome científico Hyptis umbrosa, é uma planta pertencente à família das Lamiaceae, também conhecida como moleque duro e maria-preta.
É nativo da região Nordeste do Brasil, nas áreas de caatinga, sendo bastante utilizada para embelezar os jardins em todo o território brasileiro.

Além de sua função ornamental, o bamburral também é usado para curar problemas do aparelho digestivo e reumatismo em idosos.

Características do bamburral


O bamburral é um arbusto perene e ereto que apresenta folhas elípticas, ovadas ou cordiformes, flores roxas em espigas e um pequeno fruto capsular.

Ocorre principalmente em áreas abertas, formando grandes manchas uniformes. Muitas espécies de insetos, principalmente as abelhas, visitam suas flores para coletar néctar. O bamburral pode ser utilizado para aumentar a disponibilidade de recursos alimentares utilizados pelas abelhas.

Trata-se de uma planta ramificada com ramos lenhosos e que alcança até dois metros de altura, mas quando são cultivadas em jardins, pode chegar apenas até um metro e meio.

As folhas são dispostas em oposição e medem de 2 a10 cm de comprimento, com margens rasas dentadas, e emitem um odor de menta forte se esmagado. São ásperas na parte de cima e apresentam uma coloração verde vivo, porém, na parte de baixo, é verde esbranquiçada. As hastes são peludas, e quadradas na seção transversal.  

As flores são cor-de-rosa ou lilás, preferidas pelos insetos, na forma de espigas, cujo fruto é capsular pequeno. Ela é preferida pelas abelhas, que fabricam um excelente mel com suas flores.

Os componentes desta planta incluem as quinonas, triterpenoides, homosesquitriterpenoides e benzopirano.

Propriedades medicinais


Dentre as propriedades medicinais do bamburral estão a sua ação carminativa, antirreumática, bactericida, digestiva, estimulante, expectorante, sudorífica, tônica e estomáquica.

Todas as partes da planta são utilizadas e ela é indicada para tratar reumatismo, dores na coluna, dores de cabeça, indisposições do sistema digestivo e miriase nasal e articular.

Devido às suas várias propriedades medicinais, o bamburral também é benéfico no tratamento da artrite, desnutrição, gota, raquitismo e esgotamento mental.

Como o bamburral é utilizado?


Em diversas regiões do Brasil, o bamburral é bastante utilizado como planta ornamental, além de usado para fins terapêuticos. As folhas da planta são utilizadas para preparar um chá, ou as folhas juntamente com os ramos para fazer a decocção.

Existe, ainda, o xarope feito com as folhas da planta, no entanto, a maneira mais utilizada para aproveitar os benefícios do bamburral é o chá feito com as folhas.

Serve para quê?

Ela é usada, na medicina popular, em forma de chá, extrato ou xarope, para males da digestão, para a saúde das vias respiratórias, dores nas articulações e tosses.
O xarope com açúcar fervido no chá das flores da planta é útil para tratar desnutrição infantil e dores nas articulações.

Contraindicações


Não foram encontradas contraindicações na literatura consultada, mas lembre-se que todo produto natural também só deve ser utilizado sob orientação de um especialista.

Fontes:

https://www.beneficiosdasplantas.com.br
https://www.coisasdaroca.com
http://coisadecearense.com.br

sexta-feira, 8 de novembro de 2019

10 ervas que ativam e acalmam o cérebro

Hoje o Natureza Bela compartilha uma postagem de um ótimo blog - Club Orgânico (https://medium.com/clube-organico).


O cérebro é o órgão responsável por coordenar todas as funções do nosso corpo e, por isso, melhorar a sua atividade significa aumentar o nosso bem-estar. Pensando nisso, a Food Matters lançou a lista das ervas mais poderosas que existem no que diz respeito a eficiência cerebral.

Os benefícios vão desde aumento da capacidade de memória até melhoras de humor. 

Curioso? A gente explica

Centella Asiática 

Super-memória ativar!

Nativa do Sudeste Asiático, Austrália e Índia, ela é conhecida por aumentar a circulação sanguínea e estimular a memória. Mais especificamente, esta é uma erva adaptogênica*, o que significa que ela ajuda o seu corpo a se adaptar a situações do dia-a-dia que geram estresse.

*Ervas adaptogênicas compreendem um grupo de extratos de plantas que apresentam as seguintes ações terapêuticas: aumento da atenção e da resistência à fadiga e redução dos efeitos provocados pelo estresse, especialmente no sistema neuroendócrino e imunológico.



Alecrim



Está aprendendo uma nova técnica? Essa é a sua erva!

Deliciosa e amplamente utilizada na cozinha mediterrânea, o alecrim também é um forte impulsionador cerebral. Seus efeitos são ainda mais potencializados através d0 óleo essencial. Cheirá-lo aumenta a eficiência e competência mental e também ajuda na retenção de memória.

Cálamo-aromático



Foca no foco!

O consumo dessa planta aumenta o foco e a concentração mental, pois ajuda a desintoxicar os tecidos cerebrais. As pessoas que usam esta erva relatam que ela tem um efeito levemente estimulante, por isso é recomendada para pessoas com o raciocínio mais lento.



Ginseng-indiano



A pedra filosofal!Esta erva sempre foi muito utilizada na medicina ayurveda para rejuvenescer e melhorar a função cerebral. Estudos apontam que ela ajuda a curar o esgotamento nervoso, assim como auxilia o sistema imunológico. É fundamental para pessoas sobrecarregadas e exaustas pois estimula a clareza mental, o processamento de informação e o desempenho cognitivo como um todo.

Bacopa



Não se esqueça!

Mais uma erva muito usada pela medicina ayurveda. A bacopa melhora a memória, reduz o estresse, aumenta a capacidade de aprender e estimula a mente como um todo. Já foi reconhecida como uma potente aliada na proteção contra a doença de Alzheimer.



Rhodiola, ou Raiz-de-ouro



Fique tranquilo!
Esta planta é extremamente útil durante períodos de estresse, pois assim como a centella asiática é uma erva adaptogênica. Ela estimula a memória e a capacidade de aprender, pois ajuda a reduzir a fadiga mental. Tem ainda a capacidade de melhorar o nosso bem-estar ao reduzir a ansiedade e sintomas de depressão.


Huperzine-A


Previna-se!

Pesquisas recentes apontam que esta erva é capaz de ajudar na prevenção do Alzheimer. E, mesmo na população saudável, ela também ajuda a estimular o funcionamento do cérebro e melhorar a memória.

Ginkgo Biloba


Você já me viu na TV!
Esta erva é usada há muitos séculos pois oferece vários benefícios cognitivos. A ginkgo biloba ajuda a curar e regenerar as células do cérebro — o que estimula as funções mentais. Estudos apontam que esta planta aumenta também a inteligência.

Manjericão-sagrado


Sangue bom!
O nosso cérebro é um órgão vascular, portanto, não consegue funcionar de forma adequada sem o fornecimento ideal de sangue. Por isso, o manjericão-sagrado é o seu aliado todo-poderoso, pois impulsiona a circulação sanguínea, oxigenando mais o cérebro. Várias pessoas que ingerem regularmente o manjericão-sagrado relatam também que ele ajuda a aumentar o bem-estar e melhorar o humor.


Ginseng


Forever young!
O ginseng é muito usado para aumentar a vitalidade e melhorar as funções mentais. Assim como a centella asiática e a rhodiola, é uma erva adaptogênia, o que significa que ela ajuda seu corpo e cérebro a reagir melhor a situações de estresse. Mais ainda, esta planta protege as células cerebrais contra toxinas — o que previne o declínio mental provocado pela idade.


Embora a maioria de nós não esteja acostumado a consumir estas ervas, elas são usadas há muitos séculos, especialmente na cultura oriental. Os seus benefícios são tantos que vale a pena experimenta-las, não é? E depois, claro, conta pra gente as mudanças que você sentiu :)

Todas as ervas citadas acima estão disponíveis no Brasil e podem ser encontradas em lojas de produtos naturais ou diretamente com produtores.

por Francisca Feiteira

sexta-feira, 18 de outubro de 2019

A importância das abelhas!


A polinização é o transporte de pólen de uma flor para a outra. É através desse processo que as flores são fecundadas, dando início ao desenvolvimento de frutos e sementes. Ela pode ser feita pela água, pelo vento e por muitos animais, como borboletas e beija-flores. Mas o animal mais famoso pela capacidade de polinização - e é de fato o mais eficiente - é a abelha, pois é mais rápida, consegue voar em ziguezague e, após um tempo com a colônia instalada em certo local, consegue saber qual o melhor horário para coletar pólen (elas observam a flora próxima à colmeia e associam com a intensidade da luz do dia).

A vida das abelhas é crucial para o planeta e para o equilíbrio dos ecossistemas, já que, na busca do pólen, sua refeição, estes insetos polinizam plantações de frutas, legumes e grãos. Esta polinização é indispensável, pois é através dela que cerca de 80% das plantas se reproduzem. Como alertava Einstein “se as abelhas desaparecerem da face da Terra, a humanidade terá apenas mais quatro anos de existência. Sem abelhas não há polinização, não há reprodução da flora, sem flora não há animais, sem animais, não haverá raça humana.”

Cerca de 70% da agricultura mundial depende, de forma exlcusiva, das abelhas! As abelhas também contribuem enormemente para a manutenção das florestas. Se elas forem extintas, a reprodução de plantas silvestres ficará comprometida, porque mais de 90% das espécies de vegetação tropical com flores e cerca de 78% das espécies de zonas temperadas dependem da polinização desses insetos.

Quem já se sentou num banco escolar sabe que a polinização é o trabalho diário, e incessante, das abelhas. Como as plantas não são capazes de se reproduzir sozinhas, conclui-se que a flora, e consequentemente também a fauna planetária, se extinguiriam em pouco tempo sem a ajuda desses seres laborais. 

Além disso, há uma outra importante revelação sobre nossas fabricantes de mel: pesquisa conduzida pelo Centro de Estudos Apícolas da Universidade Mayor do Chile, com o apoio da Fundación para la Innovación Agraria (FIA), concluiu que abelhas são os únicos seres vivos que não carregam no organismo nenhum patógeno, ou seja, são seres sem risco de produzir qualquer tipo de contaminação infecciosa.

As abelhas afetam a nossa vida diariamente sem que nós nos apercebamos disso. A nível alimentar, aproximadamente dois terços dos alimentos que ingerimos são produzidos com a ajuda da polinização das abelhas.

As abelhas são os seres vivos mais importantes do planeta Terra! Mas, apesar de sua importância, elas estão em grande risco. A última reunião da Royal Geographical Society de Londres apontou um dado preocupante. Biólogos e cientistas especializados em vida selvagem apontam que essa importante espécie animal acaba de se juntar àquelas em vias de extinção.
 

Estudos recentes revelam um declínio preocupante na população de abelhas nos últimos anos. Estima-se que quase 90% desses insetos foram eliminados e as principais razões para o extermínio são o uso indiscriminado de pesticidas, o desflorestamento e a redução do número de flores. 

Outro dado preocupante foi revelado recentemente - as  abelhas estão ficando viciadas em agrotóxicos. chocou muita gente na semana passada. Cientistas da Imperial College London, do Reino Unido, encontraram evidências de que nossas amigas polinizadoras estão desenvolvendo dependência por neonicotinóides, um compostos quimicamente semelhantes à nicotina do cigarro e isso está levando-as à morte.
 
Por conta do risco para as abelhas, o uso de algumas dessas substâncias está suspenso na União Europeia. No Brasil, infelizmente, esses venenos ainda são utilizados em larga escala nas plantações via pulverização aérea e terrestre. Isso tudo mesmo havendo pesquisas conectando o declínio de colônias de abelhas em São Paulo e Santa Catarina à aplicação de neonicotinóides e outros pesticidas.
Os agrotóxicos são os maiores vilões desse desastre ecológico, mas não os únicos. Desmatamento, poluição e mudanças climáticas também ameaçam as abelhas e não só o glifosato que tem dado dor de cabeça à Monsanto devido a uma enxurrada de processos judiciais de pessoas contaminadas pelo herbicida.

Por falar em glisosato, o herbicida mais usado no Brasil e no mundo,  ele influencia o comportamento das abelhas, alterando sua sensibilidade por açúcar e habilidade de navegação. Isso as atrapalha na hora de buscar alimentos e retornar para a colônia.
O cenário é tão grave que organizações como a ONU já alertam para os riscos de escassez de alimentos por conta da mortalidade em massa de insetos polinizadores. No Brasil, a previsão é de que a população de abelhas e outros polinizadores diminua em 13% até 2050, segundo análise da Universidade de São Paulo. O Brasil é um dos países que mais utilizam agrotóxicos no mundo, o que tem impactado de forma bastante dramática na saúde da população e no meio ambiente.

Salvar as abelhas é fundamental para o planeta !! 

Ora, se as abelhas foram declaradas, e são mesmo, a espécie animal mais importante para o ecossistema planetário, e se foram consideradas como uma espécie em extinção, temos que encarar esse asunto como agenda prioritária nas discussões sobre meio-ambiente.
É preciso agir de forma imediata, enquanto ainda podemos implantar algum tipo de de solução.

Fontes:
https://www.greenpeace.org
https://www.megacurioso.com.br
https://jra.abae.pt
https://www.ecycle.com.br

segunda-feira, 30 de setembro de 2019

Cebola e Alho Podem Reduzir o Risco de Câncer

Mas uma vez compartilhamos interessante artigo do site megacurioso.com.br. O artigo mostra uma forma fácil de reduzirmos os riscos de contrairmos uma doença que pode afetar qualquer órgão ou tecido do corpo e que surge a partir de um erro que ocorre na divisão das células do corpo, dando origem a células anormais - O Câncer


Quem conhece a culinária porto-riquenha sabe que cebola e alho têm presença garantida em diversos pratos e, mais do que isso, são base para alguns dos mais famosos, como o sofrito — uma mistura de temperos que, por sua vez, pode ser utilizada em diversas outras receitas. Agora, um novo estudo encabeçado pelo estudante de doutorado em epidemiologia Gauri Desai, da Escola de Saúde Pública e Profissões de Saúde da Universidade de Buffalo, nos Estados Unidos, sugere que além de saborosos, os dois ingredientes são capazes de diminuir o risco de câncer entre as mulheres porto-riquenhas.
“Descobrimos que a ingestão combinada de alho e cebola, muito comum entre as mulheres porto-riquenhas, está associada a um risco reduzido de câncer de mama”, disse Desai.
E os números corroboram a fala do pesquisador. Mulheres que consumiram sofrito mais de uma vez por dia tiveram redução de 67% no risco em comparação àquelas que nunca comeram a iguaria. O estudo foi motivado por evidências cientificas anteriores, que já mostravam os benefícios da cebola e do alho na proteção ao câncer.
O pesquisador explica que Porto Rico era o local perfeito para o estudo porque as mulheres consomem maiores quantidades de cebola e alho do que em regiões da Europa e dos Estados Unidos. “Estudar mulheres porto-riquenhas que consomem muita cebola e alho como o sofrito foi único”, ressaltou.
Desai explicou ainda que a escolha por Porto Rico também se deu devido às taxas mais baixas de câncer de mama na população se comparadas às taxas do continente norte-americano. “Isso a torna uma população importante para estudar”, complementou.

Por que cebola e alho são “armas” contra o câncer?


A pesquisadora e autora sênior do estudo Lina Mu explicou que os dois ingredientes são ricos em flavonóis e compostos organossulfários, que apontam propriedades anticarcinogênicas em seres humanos, assim como em animais, conforme experimentos.
O estudo foi realizado entre os anos de 2008 e 2014 com 314 mulheres com câncer de mama e 346 para controle. Eles foram incluídos no estudo de controle de caso que carrega o nome da deusa porto-riquenha da fertilidade, Atabey.
Os resultados obtidos foram publicados na revista Nutrition and Cancer.
Fonte: https://www.megacurioso.com.br

quinta-feira, 26 de setembro de 2019

Acelga Arcoires - Beta vulgaris subsp. cicla var. flavescens 'Bright Lights'

A Acelga Arco-íris é uma hortaliça comestível e ornamental. É uma planta atraente para hortas devido ao seu colorido. As cores são devidas a pigmentos vegetais chamados betalaínas. As betalains são encontradas apenas em plantas pertencentes à ordem Caryophyllales e, curiosamente, o gênero de fungos Amanita.

Nas folhas propriamente ditas são apenas dois tons: verde ou vinho. Já as nervuras e os talos chamam a atenção de longe por, conforme o cultivar da herbácea, serem brancos, amarelos, cor-de-rosa, laranja e até vermelhos. Independentemente da opção escolhida, uma coisa é certa: a acelga-ornamental não passará batida.

Valor Nutricional

Rica em antioxidantes e nutrientes como o cálcio e magnésio, a acelga-ornamental fica uma delícia crua em saladas; refogada com outros legumes e hortaliças; no recheio de tortas e massas; e até substituindo a couve nos tradicionais charutinhos da culinária árabe.

Cultivo


A acelga é fácil de cultivar e incrivelmente rica em nutrientes. Se deixada no chão durante o inverno, pode fornecer uma colheita extremamente precoce na primavera seguinte.

Semear diretamente no solo preparado, de março a agosto, a uma profundidade de 1 cm em brocas separadas por 30 cm e mudas finas a 7 cm. Para o plantio em vaso, escolha um recipiente de cerca de 30 cm de altura por 30 cm de diâmetro, prepare uma camada drenante com argila expandida e manta bidin, e depois acrescente terra para plantio misturada com cinco litros de composto orgânico. 

No plantio de sementes, as folhas jovens podem ser colhidas para uso em saladas após oito semanas. Deixe as plantas amadurecerem para folhas maiores.

Para manter a planta sempre saudável, basta regar a cada dois dias as plantas que estiverem em vasos e duas vezes por semana as cultivadas em canteiros. Já no que se refere às adubações, duas aplicações anuais – uma de fertilizantes orgânicos e outra de químicos – é o suficiente. “Na primavera, use 20 g de NPK 10-10-10. Já no outono, escolha entre 20 g de esterco de galinha ou farinha de osso”, indica Cristiano Kuhn, da Floricultura Úrsula.
Usando-se mudas no plantio, depois de um mês as folhas da acelga já estarão prontas para serem colhidas e incorporadas às receitas, e o ideal é começar cortando as mais externas, que são as mais velhas. Caso as folhas não sejam consumidas e comecem a murchar, Kuhn recomenda uma poda de limpeza. “Corte-as com uma tesoura de poda e deixe apenas 5 cm do talo”, explica.


Fontes:
https://botanyphoto.botanicalgarden.ubc.ca
https://revistanatureza.com.br
https://www.gardenersworld.com








quinta-feira, 5 de setembro de 2019

Bacaba - Oenocarpus bacaba


Classificação científica
Reino:Plantae
Divisão:Magnoliophyta
Classe:Liliopsida
Subclasse:Commelinidae
Ordem:Arecales
Família:Arecaceae
Tribo:Areceae
Subtribo:Euterpeinae
Género:Oenocarpus
Espécie:O. bacaba

A bacaba, bacaba-açu ou bacaba-verdadeira (Oenocarpus bacaba) é uma palmeira nativa da Amazônia. Distribui-se por toda Bacia Amazônica, com maior freqüência no Amazonas, Pará, Acre, Tocantins e no sul do Maranhão. É bastante utilizada em construções rústicas e no paisagismo da região norte.

Possui como habitat a mata virgem alta de terra firme. Também se acha na floresta do Pacífico, no oeste da Colômbia. É uma palmeira monocaule de porte alto e estipe liso. Pode atingir até 20 metros de altura e 20 a 25 cm de diâmetro.

As folhas das bacabeiras são pinadas (como penas), sendo os folíolos emitidos na nervura central.


As inflorescências têm ráquila (eixo central) ramificada, de onde desabrocham as flores. Suas flores amareladas ou avermelhadas são unissexuadas e na proporção de uma feminina para duas masculinas.

O fruto, muito parecido com o Açaí,  é uma drupa subalongado quando jovem, subglobosa quando adulto podendo atingir até 3,0 gramas. A propagação é feita por sementes que germinam entre 60 e 120 dias, apresentando crescimento lento. É arredondada, de casca roxa e polpa branco-amarelada, rica em um óleo, de cor amarelo-clara, usado na cozinha.

A polpa do fruto é utilizada no preparo do "vinho de bacaba". A polpa é extraída do fruto desta palmeira, a qual dá frutos em cachos com dezenas de caroços. Os cachos pesam normalmente 6 a 8 quilos, podendo ocorrer, no entanto, exemplares com mais de 20 quilos. Para a obtenção da bebida, procede-se da mesma forma que no preparo do açaí. Obtém-se, assim, um líquido de cor parda, servido gelado com açúcar, farinha de tapioca ou farinha-d'água. Deliciosa e refrescante, a bacaba é, no entanto, menos popular que o açaí. É muito usada também para fazer sorvetes.

As amêndoas e os restos de macerado da polpa são utilizados na alimentação de suínos e aves. As folhas são usadas pela população do interior como cobertura de moradias, enquanto o tronco serve como esteio, viga e cabo de ferramentas.

Do tronco da bacabeira pode ser extraído palmito e suas folhas servem para cobertura de malocas e fabricação de artesanatos.


Existe uma cidade no Maranhão chamada Bacabal que recebeu este nome devido à grande quantidade dessa fruta existente ali nos primórdios de seu povoamento. A capital amapaense, Macapá, também recebeu influência em seu nome, cuja toponímia é de origem tupi, como uma variação de "macapaba", que quer dizer "lugar de muitas bacabas"

Óleo de bacaba

Óleo Bacaba é esverdeado e perfumado, com propriedades físico-químicas semelhantes às do azeite de oliva. Altos níveis de ácidos graxos insaturados como o oleico e linoleico proporcionam propriedades emolientes ao óleo de Bacaba, tornando-o adequado para o uso na pele.
Óleo virgem de Bacaba
Composição dos acidos graxos do óleo de Bacaba
Acido palmítico% Peso13,0 - 15,0
Ácido Palmitoleico% Peso3,5 - 5,0
Ácido esteárico% Peso4,0 - 7,0
Acido oleico% Peso50,0 - 65,0
Ácido linolênico% Peso7,0 - 16,0
Ácido behenico% Peso6,0 - 10,0
Saturado%33
Insaturado%67
Fontes: 

http://www.florestaaguadonorte.com.br
https://pt.wikipedia.org
 

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