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segunda-feira, 30 de setembro de 2019

Cebola e Alho Podem Reduzir o Risco de Câncer

Mas uma vez compartilhamos interessante artigo do site megacurioso.com.br. O artigo mostra uma forma fácil de reduzirmos os riscos de contrairmos uma doença que pode afetar qualquer órgão ou tecido do corpo e que surge a partir de um erro que ocorre na divisão das células do corpo, dando origem a células anormais - O Câncer


Quem conhece a culinária porto-riquenha sabe que cebola e alho têm presença garantida em diversos pratos e, mais do que isso, são base para alguns dos mais famosos, como o sofrito — uma mistura de temperos que, por sua vez, pode ser utilizada em diversas outras receitas. Agora, um novo estudo encabeçado pelo estudante de doutorado em epidemiologia Gauri Desai, da Escola de Saúde Pública e Profissões de Saúde da Universidade de Buffalo, nos Estados Unidos, sugere que além de saborosos, os dois ingredientes são capazes de diminuir o risco de câncer entre as mulheres porto-riquenhas.
“Descobrimos que a ingestão combinada de alho e cebola, muito comum entre as mulheres porto-riquenhas, está associada a um risco reduzido de câncer de mama”, disse Desai.
E os números corroboram a fala do pesquisador. Mulheres que consumiram sofrito mais de uma vez por dia tiveram redução de 67% no risco em comparação àquelas que nunca comeram a iguaria. O estudo foi motivado por evidências cientificas anteriores, que já mostravam os benefícios da cebola e do alho na proteção ao câncer.
O pesquisador explica que Porto Rico era o local perfeito para o estudo porque as mulheres consomem maiores quantidades de cebola e alho do que em regiões da Europa e dos Estados Unidos. “Estudar mulheres porto-riquenhas que consomem muita cebola e alho como o sofrito foi único”, ressaltou.
Desai explicou ainda que a escolha por Porto Rico também se deu devido às taxas mais baixas de câncer de mama na população se comparadas às taxas do continente norte-americano. “Isso a torna uma população importante para estudar”, complementou.

Por que cebola e alho são “armas” contra o câncer?


A pesquisadora e autora sênior do estudo Lina Mu explicou que os dois ingredientes são ricos em flavonóis e compostos organossulfários, que apontam propriedades anticarcinogênicas em seres humanos, assim como em animais, conforme experimentos.
O estudo foi realizado entre os anos de 2008 e 2014 com 314 mulheres com câncer de mama e 346 para controle. Eles foram incluídos no estudo de controle de caso que carrega o nome da deusa porto-riquenha da fertilidade, Atabey.
Os resultados obtidos foram publicados na revista Nutrition and Cancer.
Fonte: https://www.megacurioso.com.br

quinta-feira, 26 de setembro de 2019

Acelga Arcoires - Beta vulgaris subsp. cicla var. flavescens 'Bright Lights'

A Acelga Arco-íris é uma hortaliça comestível e ornamental. É uma planta atraente para hortas devido ao seu colorido. As cores são devidas a pigmentos vegetais chamados betalaínas. As betalains são encontradas apenas em plantas pertencentes à ordem Caryophyllales e, curiosamente, o gênero de fungos Amanita.

Nas folhas propriamente ditas são apenas dois tons: verde ou vinho. Já as nervuras e os talos chamam a atenção de longe por, conforme o cultivar da herbácea, serem brancos, amarelos, cor-de-rosa, laranja e até vermelhos. Independentemente da opção escolhida, uma coisa é certa: a acelga-ornamental não passará batida.

Valor Nutricional

Rica em antioxidantes e nutrientes como o cálcio e magnésio, a acelga-ornamental fica uma delícia crua em saladas; refogada com outros legumes e hortaliças; no recheio de tortas e massas; e até substituindo a couve nos tradicionais charutinhos da culinária árabe.

Cultivo


A acelga é fácil de cultivar e incrivelmente rica em nutrientes. Se deixada no chão durante o inverno, pode fornecer uma colheita extremamente precoce na primavera seguinte.

Semear diretamente no solo preparado, de março a agosto, a uma profundidade de 1 cm em brocas separadas por 30 cm e mudas finas a 7 cm. Para o plantio em vaso, escolha um recipiente de cerca de 30 cm de altura por 30 cm de diâmetro, prepare uma camada drenante com argila expandida e manta bidin, e depois acrescente terra para plantio misturada com cinco litros de composto orgânico. 

No plantio de sementes, as folhas jovens podem ser colhidas para uso em saladas após oito semanas. Deixe as plantas amadurecerem para folhas maiores.

Para manter a planta sempre saudável, basta regar a cada dois dias as plantas que estiverem em vasos e duas vezes por semana as cultivadas em canteiros. Já no que se refere às adubações, duas aplicações anuais – uma de fertilizantes orgânicos e outra de químicos – é o suficiente. “Na primavera, use 20 g de NPK 10-10-10. Já no outono, escolha entre 20 g de esterco de galinha ou farinha de osso”, indica Cristiano Kuhn, da Floricultura Úrsula.
Usando-se mudas no plantio, depois de um mês as folhas da acelga já estarão prontas para serem colhidas e incorporadas às receitas, e o ideal é começar cortando as mais externas, que são as mais velhas. Caso as folhas não sejam consumidas e comecem a murchar, Kuhn recomenda uma poda de limpeza. “Corte-as com uma tesoura de poda e deixe apenas 5 cm do talo”, explica.


Fontes:
https://botanyphoto.botanicalgarden.ubc.ca
https://revistanatureza.com.br
https://www.gardenersworld.com








quinta-feira, 5 de setembro de 2019

Bacaba - Oenocarpus bacaba


Classificação científica
Reino:Plantae
Divisão:Magnoliophyta
Classe:Liliopsida
Subclasse:Commelinidae
Ordem:Arecales
Família:Arecaceae
Tribo:Areceae
Subtribo:Euterpeinae
Género:Oenocarpus
Espécie:O. bacaba

A bacaba, bacaba-açu ou bacaba-verdadeira (Oenocarpus bacaba) é uma palmeira nativa da Amazônia. Distribui-se por toda Bacia Amazônica, com maior freqüência no Amazonas, Pará, Acre, Tocantins e no sul do Maranhão. É bastante utilizada em construções rústicas e no paisagismo da região norte.

Possui como habitat a mata virgem alta de terra firme. Também se acha na floresta do Pacífico, no oeste da Colômbia. É uma palmeira monocaule de porte alto e estipe liso. Pode atingir até 20 metros de altura e 20 a 25 cm de diâmetro.

As folhas das bacabeiras são pinadas (como penas), sendo os folíolos emitidos na nervura central.


As inflorescências têm ráquila (eixo central) ramificada, de onde desabrocham as flores. Suas flores amareladas ou avermelhadas são unissexuadas e na proporção de uma feminina para duas masculinas.

O fruto, muito parecido com o Açaí,  é uma drupa subalongado quando jovem, subglobosa quando adulto podendo atingir até 3,0 gramas. A propagação é feita por sementes que germinam entre 60 e 120 dias, apresentando crescimento lento. É arredondada, de casca roxa e polpa branco-amarelada, rica em um óleo, de cor amarelo-clara, usado na cozinha.

A polpa do fruto é utilizada no preparo do "vinho de bacaba". A polpa é extraída do fruto desta palmeira, a qual dá frutos em cachos com dezenas de caroços. Os cachos pesam normalmente 6 a 8 quilos, podendo ocorrer, no entanto, exemplares com mais de 20 quilos. Para a obtenção da bebida, procede-se da mesma forma que no preparo do açaí. Obtém-se, assim, um líquido de cor parda, servido gelado com açúcar, farinha de tapioca ou farinha-d'água. Deliciosa e refrescante, a bacaba é, no entanto, menos popular que o açaí. É muito usada também para fazer sorvetes.

As amêndoas e os restos de macerado da polpa são utilizados na alimentação de suínos e aves. As folhas são usadas pela população do interior como cobertura de moradias, enquanto o tronco serve como esteio, viga e cabo de ferramentas.

Do tronco da bacabeira pode ser extraído palmito e suas folhas servem para cobertura de malocas e fabricação de artesanatos.


Existe uma cidade no Maranhão chamada Bacabal que recebeu este nome devido à grande quantidade dessa fruta existente ali nos primórdios de seu povoamento. A capital amapaense, Macapá, também recebeu influência em seu nome, cuja toponímia é de origem tupi, como uma variação de "macapaba", que quer dizer "lugar de muitas bacabas"

Óleo de bacaba

Óleo Bacaba é esverdeado e perfumado, com propriedades físico-químicas semelhantes às do azeite de oliva. Altos níveis de ácidos graxos insaturados como o oleico e linoleico proporcionam propriedades emolientes ao óleo de Bacaba, tornando-o adequado para o uso na pele.
Óleo virgem de Bacaba
Composição dos acidos graxos do óleo de Bacaba
Acido palmítico% Peso13,0 - 15,0
Ácido Palmitoleico% Peso3,5 - 5,0
Ácido esteárico% Peso4,0 - 7,0
Acido oleico% Peso50,0 - 65,0
Ácido linolênico% Peso7,0 - 16,0
Ácido behenico% Peso6,0 - 10,0
Saturado%33
Insaturado%67
Fontes: 

http://www.florestaaguadonorte.com.br
https://pt.wikipedia.org

segunda-feira, 2 de setembro de 2019

E se todos os insetos deixassem de existir?

O Natureza Bela traz hoje uma importante reflexão proposta pelo site Megacurioso. E se todos os insetos deixassem de existir?
Se você, assim como a maioria das pessoas, já desejou que todos os insetos desaparecessem da face da Terra — especialmente naquelas noites quentes em que os pernilongos não deixam você dormir —, saiba que a sua vida e a de outros seres vivos complexos seria muito pior sem eles! Mas, antes, que tal saber um pouco mais sobre esses bichos?
Os insetos compreendem o mais diverso grupo de organismos presentes no planeta, e até o momento existem cerca de 900 mil espécies catalogadas — o que significa que eles representam 80% de todas as espécies que conhecemos. Sem falar que muitos bichinhos não foram descritos ainda pela Ciência, e os entomólogos acreditam que o número de espécies pode chegar a 30 milhões e que existem 10 quintilhões deles vivendo conosco!

Malvados?

Sim, alguns bichinhos são pra lá de irritantes mesmo, e outros tantos tocam o terror nas fazendas destruindo e devorando as plantações. Também existem aqueles que são venenosos e os que transmitem doenças que podem inclusive provocar epidemias e a morte de organismos complexos (como os humanos e os animais que compõem os rebanhos), assim como aqueles que infestam os nossos bichinhos de estimação e podem deixá-los doentes.
No entanto, a verdade é que muitos insetos são tão pequeninos que nós nem sequer percebemos a sua presença, sem falar que, dos 900 mil que conhecemos, a grande maioria é inofensiva para os seres humanos. Aliás, a existência desses bichinhos é incrivelmente importante para a nossa sobrevivência.

Se os insetos desaparecessem

Você se lembra do conceito de cadeia alimentar? Então, os seres vivos cuja dieta se baseia principalmente em insetos — como inúmeras espécies de pássaros, répteis e anfíbios — morreriam, e os animais que se alimentam deles morreriam também com o tempo. E isso continuaria acontecendo até que as espécies no topo da cadeia, como os grandes mamíferos (e os humanos inclusive), fossem afetadas. Ocorreria um efeito dominó.
O pior é que não adiantaria nada se todos esses bichos resolvessem virar vegetarianos para contornar a falta de comida, já que 80% das espécies vegetais que existem no mundo — incluindo árvores frutíferas e plantações que cultivamos — são angiospermas, ou seja, são do tipo que floresce. Pois, para se reproduzir, elas precisam ser polinizadas, e esse “trabalho” é realizado em grande parte por borboletas, abelhas, besouros, mosquitos etc.
Além disso, sem os insetos para ajudar na decomposição de vegetais e animais mortos que fertilizam o solo, as plantas contariam com menos nutrientes dos que elas precisam para crescer e poderiam acabar morrendo. Ademais, muitos insetos cavoucam o solo, criando cavidades de ar que promovem a oxigenação da terra, e as raízes das plantas não conseguiriam ter acesso a todo o oxigênio de que elas necessitam.

Cenário apocalíptico

Agora pense: dependendo da região do mundo, entre 50 e 90% do volume de alimentos e de calorias é proveniente de alimentos produzidos pelas plantas. Só para você ter uma ideia, frutas e vegetais, assim como o arroz, o feijão, o trigo e a batata, são todos angiospermas, também servindo para alimentar os animais que nós consumimos — como aves, peixes e o gado —, o que significa que, até indiretamente, elas vão parar no nosso prato.
Há também o mel e a seda — que estão entre as substâncias de maior valor e importância histórica para a Civilização Humana —, produzidos graças à ação dos insetos; sem eles, ambos deixariam de existir.
Lembra que nós comentamos que os insetos ajudam a degradar plantas e bichos mortos? Sem eles, além da questão relacionada com a fertilização do solo, as carcaças de vegetais e animais — incluindo os corpos humanos — levariam mais tempo para se decompor, e o mundo ficaria cheio de cadáveres por todas as partes. Já pensou?

Seria possível?

O mais alarmante de tudo o que explicamos até agora é que o desaparecimento dos insetos da face da Terra, embora seja pouco provável, não é completamente inconcebível. Recentemente, devido à perda de habitat, doenças e ação de pesticidas, milhões de colmeias comerciais e selvagens foram dizimadas.
Além disso, as mudanças climáticas que vêm ocorrendo pelo mundo estão alterando o sincronismo entre o período de incubação de determinados insetos e o ciclo de vida de algumas espécies de plantas. Isso significa que determinados vegetais estão florescendo cedo ou tarde demais, perdendo a chance de serem polinizados pelos insetos, que, por sua vez, acabam perdendo sua fonte de alimento.
Fonte: https://www.megacurioso.com.br
 

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