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quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Maracujá do Mato - Passiflora cincinnata.

Trago hoje mais uma fruta que conheci na minha infância, o Maracujá do MatoHoje praticamente já não se encontra mais.

Maracujá do Mato, também conhecido como Maracujá da Caatinga, é uma fruta nativa do semiárido nordestino. É resistente à seca e também a uma série de pragas que atingem o maracujá comum, infelizmente não ela não é resistente à devastação da caatinga.

Sinonímia e Botânica.

Planta também conhecida popularmente como maracujá-mochila, maracujá-tubarão, mas seu nome científico é Passiflora cincinnata. Essa espécie pertence à família Passifloraceae e apresenta ampla distribuição na América do Sul, sendo registrada do leste do Brasil até o oeste da Bolívia, ocorrendo em principalmente na caatinga, mas também encontrada em floresta estacional e cerrado.

Características.

Sua casca é esverdeada e sua polpa branca, onde se escondem dezenas de sementes. O sabor da polpa é mais marcante em termos de doçura, mas também de acidez, do que o maracujá comum, além de ser extremamente aromático. Sua flor é belíssima e muito delicada, além de exalar um aroma adocicado que atrai as abelhas.
Trepadeira alta subarbustiva volúvel, medindo de 2 a 12m comprimento; ramos cilíndricos ou subangulosos, 0,5-1 cm de largura, glabro, com gavinhas espiraladas estriados, com estípulas filiformes, persistentes. Folhas simples, alternas; lâmina 5-10 x 2-4 cm, elíptica a oval-elíptica, cartácea, 3-5-palmada; pecíolo cilíndrico, 1-5 cm de comprimento, com 2 glândulas nectaríferas basais. Inflorescências axilares, solitárias. 


Flores vistosas, monoclinas pentâmeras; cálice actinomorfo, sépalas livres, oblongas a lanceoladas, 2,5-3 cm comprimento; corola actinomorfa, púrpura a roséa, pétalas livres, oblongo- lanceoladas, 3,54 cm comprimento, com uma corona de filamentos, multisseriada, cerúlea, rósea a púrpura. Fruto baga, ovóide, 5-6 x 3-4 cm. Sementes inúmeras, ovais, foveoladas, negras, medindo 6 x 3 mm. 
Por apresentar floração praticamente ao longo de todo o ano, esta espécie pode ser considerada como uma fonte constante de néctar e pólen para as abelhas da Caatinga. Quanto aos visitantes florais, às flores de P. cincinnata são visitadas frequentemente por abelhas, vespas, mariposas e beija-flores. P. cincinnata apresenta potencial de mercado e, de forma particular, para a industrialização em pequenas fábricas caseiras, por se constituir em um produto diferenciado, de sabor característico, em relação ao maracujá amarelo. A vantagem do cultivo desta espécie é sua natureza perene e sua resistência à seca, pois se desenvolve nos mais diversos solos da região semiárida, em condições absolutas de sequeiro.

Seus frutos, isentos de agrotóxicos e sabor exótico, já são comercializados nas pequenas feiras livres em vários municípios do semiárido, embora sua produtividade, de cerca de nove toneladas por hectare em área dependente de chuva, seja considerada bem menor do que a do maracujá amarelo. O produto processado, na forma de geléia já começa a ser exportado para a Alemanha e Itália.

Uso.

O maracujá da Caatinga é amplamente conhecido pelas suas propriedades medicinais, em especial, por ter efeito calmante e relaxante. É uma rica fonte de potássio, ferro, fósforo, cálcio e vitaminas A, C e do complexo B. A combinação de nutrição com sabor e aroma fazem do maracujá do mato matéria-prima para produção de produtos como sucos, polpas, geleias e sorvetes.
Atualmente, o Maracujá do Mato vem sendo explorada apenas para subsistência e de forma extrativista. A integração da fruticultura às atividades de pequenas indústrias de beneficiamento e processamento dos frutos em doces, geléias, mousses e sucos sinalizam o mercado promissor para esse tipo de fruta. Além disso, é considerada potencialmente importante para uso como porta-enxerto, uma vez que é tolerante a doenças e nematóides, apresentar longevidade, período de florescimento ampliado e maior concentração de componentes químicos destinados à indústria farmacêutica, tem contribuído de forma importante em programas de melhoramento vegetal



Fontes:

http://www.cerratinga.org.br
http://www.cnip.org.br




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