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terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Cica - Cycas revoluta



Nome popular: Cica; Sagu; Palmeira-sagu; Sotetsu.
Nome científico: Cycas revoluta.
Família: Cycadaceae.
Origem: Japão e Indonésia. 
Altura: 3.0 a 3.6 metros

Luminosidade: Meia Sombra, Sol Pleno
Ciclo de Vida: Perene
Vedete dos jardins contemporâneos e tropicais, a cica se parece com uma pequena palmeira. Suas folhas são longas, rígidas e brilhantes, compostos por folíolos pontiagudos.  As Cycas, único gênero nessa família, são verdadeiros fósseis vivos, tendo sido muito abundantes no período jurássico. Tem crescimento bastante lento, o que a torna muito valorizada no mercado. Quanto mais velho o exemplar, maior valor alcança. Os ovários, que ficam protegidos no topo da planta fêmea durante a floração, são muito difíceis de serem polinizados, desta forma, praticamente 100% dos frutos obtidos no jardim residencial são estéreis. 
São divididas entre machos e fêmeas, sendo que as machos possuem menos manchas nas folhas. Possuem crescimento muito lento, de aproximadamente 1 a 2 cm por ano, o que garante altos preços no mercado.
No paisagismo, vai bem como planta isolada e em conjuntos no jardim ou em vasos. Deve ser cultivada a pleno sol ou meia-sombra, em terra de jardim enriquecida com composto orgânico e areia, formando uma mistura leve e permeável. As regas devem ser regulares. É muito rústica, mas pode ficar suscetível a cochonilhas em locais de pouca luminosidade. Multiplica-se por separação das mudas formadas entorno da planta mãe. A multiplicação por sementes é muito difícil e só é interessante comercialmente, pois exige tecnologia e pessoal especializado.
Cuidados: As cicas se desenvolvem melhor em locais bem iluminados, sendo recomendável o plantio em sol pleno. Em climas mais quentes ela pode ser plantada na meia-sombra. Podem ser plantadas tanto em climas quentes como em climas frios. Suportam bem o frio e condições secas e úmidas.

São geralmente pouco sensíveis à falta d'água. Devemos regá-las com mais freqüência nos períodos após o surgimento de novas folhas, mas evite deixar o solo encharcado.

As Cicas também não apreciam regas por aspersão nas folhas. O ideal é que se regue apenas a terra no entorno da planta e sempre se espere secar bem entre as regas, pois é uma planta de clima seco e muito sensível ao excesso de umidade.
Como reproduzir: Sua reprodução pode ser feita por sementes, cuja germinação e crescimento é muito demorado (podendo levar anos a germinar), ou por separação das brotações laterais. Vale lembrar que as brotações, depois de retiradas, devem ser secadas por vários dias em local fresco e seco para que não haja apodrecimento após o plantio.
Problemas mais frequentes e suas causas:


  • Pontos brancos ou amarelos nas folhas, escamas cerosas ou algodonosas, teias finas.

Causa: Cochonillhas, aranha-vermelha ou fungos (Alternaria ou Cercospora). É um dos problemas mais freqüentes em Cicas, geralmente é causada por excesso de regas, combinada com falta de luminosidade e drenagem deficiente.

  • Folhas com extremidades amarronzadas ou queimadas.

Causa: Ventilação insuficiente. Mude a planta para um local mais ventilado.

  • As folhas perdem a cor e secam.

Causa: Falta de luminosidade, frio ou excesso de umidade.

  • Folhas com extensas manchas descoloridas.

Causa: Congelamento por geadas, neve ou frio intenso. Neste caso é melhor prevenir, protegendo a planta com mantas ou plásticos. A planta emitirá novas folhas saudáveis na primavera e verão.

  • Folhas jovens e brotações novas amarelando.

Causa: Adubação em excesso ou substrato muito pobre em nutrientes.Folhas adultas, inferiores, amarelando. Causa: Adubação ou irrigação demasiada.

  • Queimaduras nas folhas.

Causa: Mudança muito brusca de luminosidade e umidade. Geralmente quando a planta sai de um viveiro sombreado ou de ambientes internos e a colocamos sob sol pleno. Agroquímicos aplicados sob sol quente também podem provocar queimaduras nas folhas.

  • Pequenas manchas amarelas e extremidades das folhas secas.

Causa: Carência de potássio (K). Neste caso convém aplicar uma suplementação com cinzas (sem sal) ou adubos químicos ricos neste elemento.

  • Folhas jovens retorcidas.

Causa: Falta de luminosidade.

  • Folhas jovens retorcidas e folhas velhas com pontos brancos e pretos.

Causa: Doença viral – nepovírus (mosaico). Não há cura.

  • Escamas do tronco caindo, bolinhas cor-de-café pulvurulentas no tronco.

Causa: Ataque de cupins. A aplicação de inseticidas específicos nos túneis, seguido de ensacamento da planta (impede que os cupins fujam e auxilia na ação do produto).


Fontes:
http://www.jardineiro.net
http://www.plantasonya.com.br
http://www.cultivando.com.br



segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

10 flores raríssimas!


A primavera é uma estação do ano belíssima. Há flores por todos os lados, borboletas e beija-flores que ficam aguçados com o aroma das flores.
Se você é um amante das flores, esta lista fará você ter a vontade de tocar e cheirar algumas das flores raras, ameaçadas e até extintas nas florestas silvestres.
10º - Vine Jade Strongylodon macrobotrys

A videira jade é nativa das florestas tropicais das Filipinas. É um membro da família da ervilha e do feijão. A planta traz flores em forma de garra que crescem a partir de enforcamento de treliças; elas podem alcançar até três metros de comprimento. A cor da flor pode variar entre verde e azul para verde e menta. A espécie é extremamente difícil de propagar, e é considerada uma espécie em extinção devido à destruição de seu habitat e grande diminuição do poder polinizador natural.
09º - Flor Cadáver Rafflesia arnoldii

Esta flor fascinante é encontrada principalmente em baixas florestas tropicais da Indonésia. Esta é uma das mais raras do mundo e pode atingir mais de um metro de largura. A sua sobrevivência depende de uma videira específica chamada Tetrastigma, por não ter caule, nem folhas e nem raízes, exige da videira a alimentação e suporte, ou seja, é uma parasita. É também uma planta de carniça, o que significa que ela libera um cheiro semelhante à carne podre, quando a flor está aberta para atrair moscas e besouros para ajudar na polinização. Uma vez a flor aberta, só dura cerca de uma semana até morrer.
08º - Gibraltar Campion Tomentosa Silene

Esta espécie de Campion é particularmente rara e só é encontrada nos penhascos elevados de Gibraltar. Acreditava-se que esta planta estava extinta por toda a comunidade científica, pois até 1992 todos os vestígios da planta tinham desaparecido. Em 1994, um único espécime foi descoberto por um alpinista sobre as falésias inacessíveis. Foi propagada no banco de sementes do milênio e as amostras são cultivadas nos Centros Botânicos de Gibraltar e de Londres.
07º - Árvore Franklin Franklinia alatamaha

Esta árvore é parte da família das plantas que produzem chá, mas é a única espécie no seu gênero que possui e uma planta uma flor muito rara. A árvore é nativa do rio Altamaha, no vale na Geórgia, mas foi extinta desde o início do século 19. Na verdade, esta bela árvore só é conhecida hoje por causa da família Bartram, que eram horticultores ávidos e propagaram a árvore antes de sua extinção na natureza. A planta, que tem flores brancas perfumadas e folhas que se transformam em uma cor vermelha brilhante, é hoje em dia uma planta ornamental popular.
06º Bico de Papagaio Lotus berthelotii

Esta é uma bela flor que tem sido classificada como extremamente rara desde 1884. Acredita-se ser completamente extinta na natureza, mas alguns exemplares podem ter sobrevivido. Esta planta é endêmica das ilhas Canárias e acredita-se ter sido originalmente polinizadas por pássaros extintos da ilha. Isto poderia ajudar a explicar a escassez da planta. Experimentos foram realizados para encontrar novos polinizadores das flores, na esperança de que eles possam ser reintroduzidos com sucesso nas ilhas, mas a partir de 2008, nenhum fruto havia sido produzido com sucesso. O Bico de Papagaio, no entanto, é cultivado no comércio de horticultura.
05º - Chocolate Cosmos Cosmos atrosanguineus

Este é uma espécie vermelha escuro ao marrom, nativas do México. Infelizmente ela foi extinta há mais de cem anos. A espécie sobrevive até hoje por um clone simples, não fértil, que foi criado em 1902 por propagação vegetativa. As flores que são produzidas pela planta são um vermelho rico e profundo com a cor marrom e crescem cerca de 3-4 cm de diâmetro. As flores têm um perfume de vanilina no verão (também encontrada em grãos de baunilha, alguns grãos de café e alguns grãos de cacau), que também a torna uma planta maravilhosamente ornamental.
04º - Kokio Kokai cookei

Esta é uma árvore extremamente rara, endêmicas do Havaí. Foi descoberta em 1860. A árvore encontrou dificuldade na propagação, e em 1950, após a última plântula morrer, foi considerada extinta. Em 1970, a única sobrevivente foi encontrada, e foi tristemente destruído em um incêndio em 1978. Felizmente um dos ramos da árvore foi salvo e enxertado em 23 árvores que existem hoje, todos os quais estão situados em vários lugares, no Havaí. O Kokai é uma árvore média que cresce até cerca de 10-11 metros de altura. Sua característica mais marcante são as centenas de flores vermelhas brilhantes que produzem anualmente. Infelizmente isto é uma raridade que poucos terão o privilégio de ver.
03º Sapatinhos de Senhora Cypripedium calceolus

Este é um tipo extremamente raro de orquídea selvagem encontrada em toda a Europa. O único exemplar britânico desta planta, que costumava ser mais comum, pode ser encontrado em um campo de golfe e fica sob proteção policial rigorosa desde 1917. Uma muda pode ser vendida por cinco mil dólares nos EUA. Suas sementes não têm alimento para a planta crescer, por isso vive em uma relação simbiótica com um tipo específico de fungo, que lhe proporciona alimento, até que as folhas adultas possam produzir alimento suficiente para a planta. Existem muitos tipos de orquídeas “Sapatinho de Senhora”, muitas das quais são raras.
02º Orquídea Fantasma Epipogium aphyllum

 
Uma planta fascinante e rara que se presumia estar extinto há quase 20 anos. A espécie é tão rara que é considerada impossível de propagar. Ela não tem folhas, não depende de fotossíntese e não fabrica seu próprio alimento. Como o “Sapatinho de Senhora”, ela precisa de um fungo específico em contato próximo com seu sistema radicular, que a alimente. Está flor depende deste fungo para tudo, até mesmo para obter energia para abrir suas flores. Ela pode viver no subsolo, durante anos, sem mostrar quaisquer sinais externos e só floresce quando todas as condições são ótimas. Isso explica por que alguns entusiastas de orquídeas buscam por anos e anos apenas para ter um vislumbre desta flor indescritível.
 - Middlemist Vermelha Middlemist camelia

Esta é provavelmente a planta com a flor mais rara do mundo, por que existem apenas dois exemplares conhecidos. Uma pode ser encontrada em um jardim na Nova Zelândia e outro está situado em uma estufa na Grã-Bretanha. A planta foi trazida para a Grã-Bretanha a partir da China por John Middlemist em 1804. Desde então, foi completamente dizimada no país. A planta na Grã-Bretanha permaneceu estéril durante anos e só começou a dar flores recentemente. As flores são, ao contrário do seu nome, rosa brilhante. Acredita-se ser altamente possível que mais exemplares desta espécie tenham sobrevivido nos jardins das pessoas, sem o conhecimento delas, pois já foi vendido diretamente ao público por John Middlemist.
Fonte: http://jornalciencia.com
 

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