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quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Noni - Morinda citrifolia


O Noni cujo nome científico é Morinda citrifolia foi descoberto na Polinésia Francesa e Havaí e tem sido utilizado com êxito há mais de 2000 anos em outros países. Pouco conhecido ainda no Brasil, o Noni atualmente é bastante consumido nos Estados Unidos, no Japão, na China, na Índia, na Austrália e em grande parte da Europa.

O fruto é verde, parecido com a fruta do conde, aparecendo geralmente apenas em forma de suco engarrafado. Existe um grande interesse na sua utilização na medicina popular devido às “supostas propriedades farmacológicas” que possui; chega-se a afirmar que alcance mais de 120 problemas de saúde que podem ser tratados, e até curados, com a planta e seus extratos. 

Apesar da dificuldade de encontrá-lo in natura, o maior mistério em relação ao noni - e que também reforça sua popularidade - tem a ver muito mais com as suas supostas propriedades terapêuticas. Há muitos trabalhos científicos em execução com o objetivo de avaliar se o noni realmente tem propriedades medicinais, como atividades antibiótica, antiinflamatória, analgésica, e, até mesmo,  inibidora do câncer. O seu mecanismo de ação ainda é desconhecido, com alguns estudos em fase inicial (in vitro e em animais) sugerindo atividade antioxidante, anti-angiogênica e anti-tumoral, o que se deve a seus componentes, em especial às antraquinonas. 


  • A presença de ômega 6 e óxido nítrico dilataria os vasos, melhorando a oxigenação e, conseqüentemente, a memória
  • Especialistas dizem que a fruta contém betacaroteno, precursor da vitamina A, e acubina, que agrega propriedades antibióticas
  • Possui escopoletina, substância antibacteriana, antifúngica e antiinflamatória, que também ajuda a dilatar os vasos sanguíneos — o que faria baixar a pressão arterial 
  • A fruta é rica em vitamina C



Entretanto existem relatos de algumas reações adversas associadas ao seu consumo. O suco de noni pode ocasionar elevação das enzimas hepáticas (lactato desidrogenase e transaminases), diminuir o trânsito gastrintestinal (interagindo com medicações que são usadas por via oral), potencializar o efeito dos antiinflamatórios e impedir o crescimento de novos vasos sanguíneos,  devendo ser usado com cautela em pacientes com lesões e no pós-operatório. 

O suco industrializado de noni contêm alto teor de açúcar e de potássio, o que pode ser potencialmente prejudicial em diabéticos e doentes com comprometimento da função renal. Além disso, por conta do seu efeito antioxidante, o noni pode interagir com a radiação ionizante e os quimioterápicos, estando contra-indicado em pacientes em quimioterapia ou radioterapia.

Seus efeitos nutritivos despertaram o interesse em muitos profissionais da área de saúde, inclusive do respeitado Dr. Neil Solomon, Ph.D., que pessoalmente vem pesquisando todos os benefícios à Saúde Humana do consumo regular do Suco Natural da Fruta Noni.
"Como é possível que o Suco de Noni tenha ajudado a tanta gente em tantas situações diferentes? Qual seria o segredo? Cheguei à conclusão de que uma média de 78% de mais de 15.000 pessoas que tomaram Suco de Noni regularmente, com acompanhamento científico, beneficiaram-se de alguma forma, desde uma simples dor de cabeça até as doenças mais graves do mundo moderno." Dr Neil Solomon foi prestigiado com o prêmio Schwentkner, por sua excelência em pesquisa.

O Noni contém muitos alcalóides que ajudam ao corpo humano a regenerar as cédulas danificadas e a incrementar as defesas do mesmo, de forma natural.

Entenda porque, segundo o Dr Neil Solomon, o Noni faz bem:
Ao dividir os muitos usos do Suco de Noni e as descobertas científicas e o como e o porque podemos nos beneficiar com o rico suplemento de xeronina, nós estamos dando uma grande contribuição para o objetivo de termos um mundo mais saudável.

  • Dá suporte ao sistema imunológico
  • Melhora o bem estar
  • Melhora a digestão
  • Reduz inflamações
  • É um antioxidante efetivo

Existe um espaço específico em certas proteínas que as permitem assimilarem a xeronina. Muitas destas proteínas não são capazes de realizar nenhuma de suas funções sem a xeronina.

Nem todas as proteínas precisam da xeronina para funcionar, mas muitas proteínas vitais que agem como hormônios, anticorpos e enzimas precisam da xeronina. A xeronina torna possível para as proteínas executarem suas funções, responsabilidades. Elas dão estrutura ao cabelo, pele e ossos. Proteínas permitem, viabilizam a maior parte da estrutura do corpo, até mesmo a própria célula. Elas permitem o transporte de substâncias, ligando-se a importantes nutrientes permitindo-lhes que passem pela membrana celular.

Proteínas também agem como hormônios no corpo. E com esta capacidade elas coordenam todo o processo do corpo a nível molecular.  elas agem como anticorpos para dar suporte ao sistema imunológico. Os anticorpos atacam os invasores destrutivos, (como também os vírus), e os incapacitam.

Quando nós bebemos o suco de fruta de Noni, a Proxeronina passa pelo nosso aparelho digestório e intestinal, onde é absorvido e, em seguida, armazenado no fígado. O fígado é o principal lugar de estocagem da proxeronina. A cada 8 horas, deveria liberar uma certa quantidade desta Proxeronina na corrente sanguínea, onde seria convertida em Xeronina (substância assimilada pelas proteínas). Através da corrente sanguínea ela é então transportada para todos os tecidos do corpo. O segundo maior lugar de armazenamento é a pele. A proxeronina é transformada em xeronina em todo o corpo, incluindo a pele. E uma considerável quantidade de proxeronina é necessária para manter uma pele, couro cabeludo e cabelo saudáveis. Ao usar os produtos de cuidados da pele e cabelo contendo proxeronina, quaisquer condições de pele, couro cabeludo ou cabelo, apresentam uma melhora muito boa. Nós descrevemos somente algumas aplicações de uma extensa lista das quais se pode ter uma melhora e do fantástico potencial que a xeronina pode ter.

CULTIVO


Seleção de local
Selecione um local com sol total ou parcial, com terra bem arejada, bem drenada. Evite terras pesadas, áreas compactas, e locais inundados. Prepare um buraco do tamanho do vaso e transplante cuidadosamente.

Espaçamento
Pode se plantar ate 700 plantas por hectare, usando espaçamento de 3 ou 4 metros por pé. Densidades mais altas de plantio (espaçamento mais próximo das plantas) podem abrir a porta a problemas de doença (na planta, claro).

Solos
O Noni é uma planta rara, porque pode tolerar e pode prosperar num vasto leque de terras e condições. Na verdade ele cresce sob quase qualquer condição de terra em altitudes baixas. Veja este Noni crescendo na lava


Poda
Plantas jovens podem ser podadas severamente depois ou durante sua primeira produção de fruta. Nos seguintes anos, a copa das plantas podadas se tornarão densas. Na natureza as árvores de noni podem alcançar uma altura de aproximadamente 7 metros, então se sugere aos cultivadores cortar os ramos verticais das plantas maduras para facilitar a colheita de fruta.

Nutrição e fertilizante
A quantia de nutrientes e a freqüência de aplicações de fertilizante necessário por noni depende da terra e chuva. As árvores de Noni crescendo nas florestas normalmente são saudáveis sem o benefício de qualquer fertilizante artificial. Em geral, no entanto, se o objetivo do cultivo é a produção intensiva de fruta (num cenário agrícola), um programa de fertilização é recomendado. O noni produzirá melhor com aplicações relativamente freqüentes de quantias pequenas de fertilizante. O Noni é sal-tolerante, e também tolera níveis altos de sais de fertilizante na zona de raiz sem estrago ou queimadura à planta.

A estratégia para fornecer nutrientes ao noni é semelhante ao que é feito com qualquer outra fruta, como os cítricos ou o café. Plantas jovens de noni ainda sem frutificar são encorajadas a produzir um crescimento acelerado com fertilizantes equilibrados tal como 14-14-14. A medida que as plantas amadurecem (plantas já florescendo/frutificando) são encorajadas a produzir muitas frutas grandes com a aplicação de fertilizantes de alto conteúdo de fósforo, tal como 10-20-20 ou 1-45-10.

O fertilizante deve ser aplicado longe do tronco da árvore, na "linha de gotejamento" da planta, na borda da área coberta pela copa.

As plantas de Noni de todas idades respondem bem também a fertilizantes de uso foliar. A flor de Noni e produção de fruta são muito beneficiadas com a micro aspersão de fertilizante foliar com alto conteúdo de fósforo, nitrogênio e micro elementos.

Irrigação
O Noni prospera sem irrigação artificial e pode sobreviver períodos estendidos de seca uma vez estabelecido. Quando as plantas são menores de 2-3 anos, é bom irrigá-las uma vez ou mais por semana, com as plantas já mais velhas, irrigá-las menos freqüentemente. Aqui no Nordeste, nos períodos de maior intensidade solar, é recomendado que irrigação seja pela manhã ou ao entardecer, na horas mais frias do dia.

Colheita
O noni frutifica o ano todo, embora há tendências cíclicas na quantia da produção de fruta que podem ser afetada ou pode ser modificado pelo tempo e por fertilizante e irrigação. A produção de fruta pode diminuir algo durante os meses de inverno. Um campo dado de noni normalmente é colhido de 2-3 vezes por mês.


Fonte>

http://www.abaixoaodesperdicio.com.br
Manoel Pinheiro - Farmacêutico




terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Cabaça - Lagenária vulgaris


Quem já bebeu água de cabaça, sabe o gostinho peculiar que ela tem. Gostinho esse que me transporta a minha infância, quando nos meses de férias, passava dias na casa dos meus avos no sítio Cercado das Pedras. Como toda criança, cheia de curiosidade,  acompanhava meu avo, Sr. Nascimento, à roça e observava que uma presença era constante - a cabaça, usada como cantil e que era guardada embaixo de um juazerio, repousando à sua sombra enquanto meu avô trabalhava e eu, claro, brincava. Logo tive a minha própria cabaça, que meu avô confeccionou pra mim. Era uma cabaça pequenina, mas que eu não trocava por nada. O sabor daquela água ainda reside em mim, como a forte saudade de meus avós.

É neste clima saudosista que eu vos apresento a CABAÇA:
Cabaça ou porongo é a designação comum dos frutos de plantas da família das cucurbitáceas, especialmente da Lagenária vulgaris. As plantas são chamadas de cabaceira, porongueiro, cabaceiro e, na Amazônia, de jamaru.

O fruto seco é amplamente utilizado em diversos países do mundo, de várias formas:
1. Vasilha para uso em refeições, como cuias ou copos;

2. Moringa para transporte de líquidos, normalmente, água para se beber durante uma viagem;

3. amplificador acústico em instrumentos musicais, como o chocalho, afochê, maraca, sequerê ou xequerê, abê e malimba;
4. Como decoração.

No que diz respeito ao berimbau brasileiro, a menção ao uso de cabaças da família das cucurbitáceas, como a Lagenaria vulgaris, é incorreta. A cabaça utilizada no berimbau é o fruto de uma espécie não aparentada, a árvore Crescentia cujete (bignoniáceas), também conhecida como calabaça, cuia e cueira, da qual nós falamos na postagem anterior.
Em casas ribeirinhas, indígenas e quilombolas do Brasil, os frutos dos cabaceiros, das cuieiras e dos porongos costumam ser partidos em vários formatos, esvaziados do miolo, polidos e, quem sabe, até tingidos e decorados com incisões de exímia precisão, para servir como baldes, coiós, bacias, copos, tigelas; ou como cuias de tomar água, tacacá, chibé e mingau, no Norte e Nordeste, ou chimarrão e tereré, no Sul e no Centro-Oeste. Desses mesmos frutos que são transformados em objetos para comer e beber, também se fazem instrumentos de trabalho de pescadores, seringueiros e produtores de farinha de mandioca, que partem suas bandas de cuia para levá-las aos rios, às florestas e casas de forno.
 Consideradas por diversos grupos humanos como elementos dotados de poderes especiais, as cuias e cabaças estão presentes num vasto conjunto de práticas rituais e tradições religiosas, de matrizes indígenas e africanas em especial, amplamente difundidas no Brasil. Inteiras ou cortadas em partes, ocas, preenchidas ou envoltas em palhas e contas, lisas ou decoradas com incisões, todas têm seus donos na Terra e nos outros mundos, e constituem objetos prenhes de significados ritualísticos que só podem ser integralmente compartilhados por iniciados que conhecem “o fundo da cabaça”.

Taxonomia

A Lagenaria vulgaris é uma trepadeira herbácea. Não se sabe exatamente o origem desta espécie. Trabalhos arqueológicos identificaram artefatos da planta em diversas regiões do mundo, sem no entanto, conseguir identificar a origem. Provavelmente por ser uma fruta flutuante como o coco, cujo formato lacrado permitiu seu transporte através de rios e correntes oceânicas desde épocas remotas, permitindo que suas sementes intactas se difundissem por todo o globo.


Uso, prática e custo

Além da predominância da tradição na maior parte dos casos, é interessante observar que todos os usos relativos estão associados a culturas com baixa tecnologia, já que os objetos adaptados a partir da casca da planta já foram aperfeiçoados há muito tempo, em quase todos os locais de uso atual, ou estes já tiveram acesso a eles.

Por outro lado, pode-se associar seu uso também a culturas economicamente distantes dos centros, já que mesmo tendo acesso, muitos locais adotam o uso por questões financeiras.
Em termos musicais, a substituição não se resume apenas a uma questão cultural ou econômica, já que os instrumentos musicais têm uma personalidade ou um timbre característico, e basicamente devido ao material de que são compostos. Portanto, mudar a base de um instrumento feito a partir da cabaça não seria necessariamente uma boa opção, já que os instrumentos artificiais têm quase sempre uma sonoridade inferior aos instrumentos feitos com materiais naturais.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Coité – Crescentia Cujete



Tipo:                 Planta ( Árvore).
Sinonímias: Crescentia acuminata Kunth, Crescentia angustifolia Willd. ex Seem.,     Crescentia fasciculata Miers.
Família:          Bignoniaceae.
Altura:             7 m (em média)
Diâmetro:       4 m.
Clima:              Tropical, Tropical úmido.
Origem:           América do Sul, América Central, Antilhas.
Época de Floração: Verão, Inverno, Primavera.
Propagação: Sementes.
Mes(es) da Propagação: Verao.
Persistência das folhas: Permanente.

CARACTERÍSTICAS


Árvore perene de porte médio podendo chegar  até 12 metros de altura, com ramos longos, pendentes e cobertos por folhas em toda a sua extensão. As folhas são simples, inteiras, alongadas, de diversos tamanhos, cor verde-escura e brilhante.


Não forma uma copa frondosa. As flores são relativamente grandes, hermafroditas (têm os dois sexos na mesma flor), formadas ao longo do tronco e ramos de cor branco-amarelada. Os frutos são ovóides ou arredondados, cor verde-clara, com 15 a 30 centímetros de diâmetro.

As cascas dos frutos tornam-se marrom-negros quando maduros e bem duros. A polpa é amarelada e contém muitas sementes. A planta se desenvolve e frutifica bem em condições de temperatura quente a amena, não tolera regiões frias sujeitas a geada.

Na época de sua frutificação a quantidade de frutos é tão grande que os seus galhos vergam ao peso dos mesmos. Há uma lenda popular de que, amarrando-se pedras nas pontas dos galhos, a frutificação ainda é maior. 

A propagação é feita principalmente por sementes e pode ser feita também por enraizamento de estacas. A planta tem um lento crescimento, mas após alguns anos produz vários frutos grandes arredondados que despertam curiosidades.

USO
A madeira é própria para carpintaria, varais de carroça, marcenaria, carroçaria, selas e cabos de instrumentos. Essa madeira, em contato com a umidade apodrece rapidamente.  


Os frutos, depois da retirada da polpa e secos, podem ser usados como recipientes domésticos, chocalhos, cuias, pratos e colheres rústicos. Do fruto ainda se obtém matéria tintorial, que serve para tingir a seda e o algodão; suas dimensões são enormes e sua casca é muito dura, servindo para fazer vasilhas, utensílios de cozinha, instrumentos musicais e outros objetos de uso doméstico.

A planta é adequada para plantio em parques e jardins, pelo exotismo de seus frutos gigantes, semelhantes à melancia, no tronco e nos ramos. As sementes podem ser consumidas, se cozidas ou torradas.

Esta planta, que contém propriedades terapêuticas, também é considerada venenosa, pois, contém ácido cianídrico. Todavia, o decocto e o extraio da casca são muito eficazes para a cura da enterite membranosa e da hidropsisia; o suco já foi muito empregado na Medicina caseira como antispasmódico e antitétanico e é nocivo aos suínos; a polpa do fruto ainda verde, embora amarga e até mesmo corrosiva, é eficiente contra a hidrocele, sendo ainda que, reduzida à calda açúcarada, torna-se um remédio febrífugo, purgativo e expectorante, muito útil contra a clorose e as doenças que afetam as vias respiratórias.

Ainda em tempos remotos, outras virtudes medicinais lhe eram atribuídas como, por exemplo, benéfica para a cura da erisipela e diversas moléstias da pele, para a facilitação de partos e extração das secundinas, método usado pelos índios que aplicavam as folhas aquecidas sobre o ventre das parturientes.

Na França era com essa polpa fabricado um xarope (sirop de Cale-vasse) que teve muita voga em toda a Europa. Quando a polpa já está madura tem aplicação como remédio abortivo sobre o gado que a come em época de escassez, mas também é usada em cataplasmas para acalmar as dores de cabeça.

Fonte:
http://www.plantasonya.com.br
http://www.paisagismodigital.com
http://www.esalq.usp.br/trilhas/medicina/am04.html


terça-feira, 22 de novembro de 2011

Bucha Vegetal - Luffa cylindrica


Nomes Populares: Bucha - bucha dos pescadores, bucha dos paulistas, fruta dos paulistas, quingombô grande, esponja vegetal, esfregão, pepino bravo.
 
Nome Científico: Luffa cylindrica - bucha / Luffa operculata - buchinha do norte - família das Cucurbitáceas
 
Origem: Ásia, África e Nordeste do Brasil.
 
Partes usadas: Frutos.
 
Características: 
A bucha é uma trepadeira anual de verão, da família das cucurbitáceas (mesma família do pepino, melancia e abóbora), famosa por fornecer uma esponja fibrosa, oriunda de seus frutos, muito útil na higiene pessoal e limpeza geral. Seu caule é ascendente e herbáceo, com gavinhas, e suas folhas são grandes, lobadas e dentadas, recobertas por pêlos finos.


A bucha é uma planta monóica (com flores masculinas e femininas no mesmo indivíduo) de flores grades e amarelas. As flores femininas são solitárias, e se diferenciam pelo presença de delicado ovário alongado, como um pequeno fruto. As flores masculinas são maiores, mais numerosas e surgem em grupos. A polinização é feita por abelhas.


As folhas são grandes, ásperas e verde escuras, que lembram a forma de uma mão aberta. Os frutos são grandes, podendo alcançar 35 cm. Eles são cilíndricos, alongados e podem ser lisos ou angulosos, de acordo com a variedade (como abóboras). Quando jovens são verdes e se tornam marrons quando maduros. As sementes são lenticulares, numerosas, grandes e pretas. Os frutos verdes (menores que 6 centímetros) são comestíveis, sendo preparados tais como quiabos e pepinos. Os frutos maduros podem ser colhidos e descascados para obtenção da esponja, no entanto os frutos secos também podem ser aproveitados. Ao cortar uma de suas extremidades as numerosas sementes serão facilmente liberadas. Após, a esponja fibrosa pode ficar de molho e ser lavada, para posteriormente secar à sombra.

Clima:

Clima tropical, mas em regiões com 900 a 1200 metros de altitude, verões suaves ( 22 a 25 graus) e boa ventilação, tem mostrado boa produção. Prefere solo argilo-arenoso, fértil, bem drenado e com acidez fraca. Deve ser plantado na primavera. Exige fertilidade e se dá bem com adubação orgânica.

Uso:
Inteira, cortada ou prensada, ela pode ser aproveitada na forma de esponja para banho, de louça, na limpeza geral e no artesanato. A esponja prensada é largamente utilizada na confecção de artefatos de banho, praia e limpeza, como luvas de massagem, esfregões, chapéus, entre outros produtos. Na indústria, suas fibras entram na fabricação de filtros e em isolamentos acústicos. A esponja oriunda da bucha é uma forma ecologicamente correta de substituir as esponjas sintéticas. Ela é um excelente esfoliante para a pele, é completamente biodegradável, inofensiva ao meio ambiente, não risca a louça, além de ser política e socialmente correta, pois estimula a agricultura familiar.


Propriedade medicinais: 

A polpa do fruto da luffa cylindrica madura é usada pelo povo como purgativa e vermífuga. Infusão com 8 gs para um copo de água fervida. Caules e folhas têm seu uso popular nas pertubações do fígado, prisão de ventre e anemia.

A polpa do fruto da luffa operculata é usada popularmente para combater a sinusite: coloque meia buchinha do norte seca, sem pele e sem sementes em um litro de água, fervendo por dois minutos. Deixe amornar tampado, coe, acrescente 1 colher sopa de sal de cozinha, mexa bem e pingue duas gotas em cada narina a cada quatro horas por no máximo quatro dias.

Efeitos colaterais: em altas doses é extremamente tóxica, causando hemorragias e acidentes fatais. Sua utilização não deve se prolongar por mais que o indicado e deve ser interrompido seu uso imediatamente em caso de dor de cabeça.

Cultivo:

Deve ser cultivada sob sol pleno em solo fértil, drenável, enriquecido com matéria orgânica e irrigado regularmente. A bucha é uma planta tipicamente tropical, apreciando o calor e a umidade para o seu desenvolvimento pleno e ampla produção. Fertilizações mensais estimulam a formação de frutos numerosos e grandes. A polinização manual das flores é importante nos cultivos comerciais. Não tolerante à geadas. Multiplica-se facilmente por sementes postas a germinar na primavera. A colheita se inicia no outono, coincidindo com o final do ciclo da planta. Seu cultivo exige pouco trabalho. Pode cultivá-la em casa, seja no quintal, no terraço ou até na sacada do seu apartamento.
A melhor época para o plantio é o início da Primavera.
Como se trata de uma planta anual, você precisará esperar o Verão seguinte para colher as buchas vegetais.

Você pode conseguir as sementes em uma loja de plantas. A Luffa acutangula (também conhecida como bucha-de-metro) é uma espécie em forma de gota e a Luffa cylindrica (bucha-de-purga) é mais cilíndrica.

Colha as buchas somente após estarem totalmente secas. Se você tirá-las do pé ainda verdes, elas não se secarão e acabarão apodrecendo.

Passos:
Jardineira quadrada grande (50×50x50)      
Terra preta
Sementes de Luffa cylindrica      
Tesoura para podar                                      



1 – No centro da jardineira, cave 2 ou 3 cm de profundidade na terra e coloque 3 sementes de Luffa cylindrica. Cubra as sementes com um pouco de terra preta e regue. A melhor época para o plantio é o início da primavera;
2 – Coloque a jardineira em um lugar onde o sol bata diretamente na planta e perto do suporte onde a trepadeira poderá se agarrar;

3 – No verão a planta terá com caules longos que se expandem rapidamente. Acomode-os com cuidado sobre uma grade ou suporte. Em poucos dias a planta terá tomado parte da estrutura e oferecerá uma bela sombra;
4 – Mantenha a planta sempre hidratada. Mas a quantidade de água deve ser moderada, porque o excesso de umidade favorece a proliferação de fungos;

5 – Como se trata de uma planta anual, você precisará esperar o verão seguinte para colher as buchas vegetais;
6 – A colheita deve ser feita quando a casca fica amarelo-castanho. Com a tesoura para podar, corte o pecíolo do fruto (cabinho pelo qual se prende à planta). Não o arranque com a mão;

7 – Coloque as buchas sobre uma folha de jornal em um lugar seco e fresco. Em poucos dias a casca e as sementes se soltarão. Guarde as sementes se quiser plantar mais pés;
8 – Para clarear ou tingir as buchas, basta submergi-las durante cerca de 30 minutos em uma mistura de água com cloro ou com anilina natural da cor desejada, e depois pendurá-las para secar.uma mistura de água com cloro ou com anilina natural da cor desejada, e depois pendurá-las para secar.


 



 

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