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quinta-feira, 5 de setembro de 2019

Bacaba - Oenocarpus bacaba


Classificação científica
Reino:Plantae
Divisão:Magnoliophyta
Classe:Liliopsida
Subclasse:Commelinidae
Ordem:Arecales
Família:Arecaceae
Tribo:Areceae
Subtribo:Euterpeinae
Género:Oenocarpus
Espécie:O. bacaba

A bacaba, bacaba-açu ou bacaba-verdadeira (Oenocarpus bacaba) é uma palmeira nativa da Amazônia. Distribui-se por toda Bacia Amazônica, com maior freqüência no Amazonas, Pará, Acre, Tocantins e no sul do Maranhão. É bastante utilizada em construções rústicas e no paisagismo da região norte.

Possui como habitat a mata virgem alta de terra firme. Também se acha na floresta do Pacífico, no oeste da Colômbia. É uma palmeira monocaule de porte alto e estipe liso. Pode atingir até 20 metros de altura e 20 a 25 cm de diâmetro.

As folhas das bacabeiras são pinadas (como penas), sendo os folíolos emitidos na nervura central.


As inflorescências têm ráquila (eixo central) ramificada, de onde desabrocham as flores. Suas flores amareladas ou avermelhadas são unissexuadas e na proporção de uma feminina para duas masculinas.

O fruto, muito parecido com o Açaí,  é uma drupa subalongado quando jovem, subglobosa quando adulto podendo atingir até 3,0 gramas. A propagação é feita por sementes que germinam entre 60 e 120 dias, apresentando crescimento lento. É arredondada, de casca roxa e polpa branco-amarelada, rica em um óleo, de cor amarelo-clara, usado na cozinha.

A polpa do fruto é utilizada no preparo do "vinho de bacaba". A polpa é extraída do fruto desta palmeira, a qual dá frutos em cachos com dezenas de caroços. Os cachos pesam normalmente 6 a 8 quilos, podendo ocorrer, no entanto, exemplares com mais de 20 quilos. Para a obtenção da bebida, procede-se da mesma forma que no preparo do açaí. Obtém-se, assim, um líquido de cor parda, servido gelado com açúcar, farinha de tapioca ou farinha-d'água. Deliciosa e refrescante, a bacaba é, no entanto, menos popular que o açaí. É muito usada também para fazer sorvetes.

As amêndoas e os restos de macerado da polpa são utilizados na alimentação de suínos e aves. As folhas são usadas pela população do interior como cobertura de moradias, enquanto o tronco serve como esteio, viga e cabo de ferramentas.

Do tronco da bacabeira pode ser extraído palmito e suas folhas servem para cobertura de malocas e fabricação de artesanatos.


Existe uma cidade no Maranhão chamada Bacabal que recebeu este nome devido à grande quantidade dessa fruta existente ali nos primórdios de seu povoamento. A capital amapaense, Macapá, também recebeu influência em seu nome, cuja toponímia é de origem tupi, como uma variação de "macapaba", que quer dizer "lugar de muitas bacabas"

Óleo de bacaba

Óleo Bacaba é esverdeado e perfumado, com propriedades físico-químicas semelhantes às do azeite de oliva. Altos níveis de ácidos graxos insaturados como o oleico e linoleico proporcionam propriedades emolientes ao óleo de Bacaba, tornando-o adequado para o uso na pele.
Óleo virgem de Bacaba
Composição dos acidos graxos do óleo de Bacaba
Acido palmítico% Peso13,0 - 15,0
Ácido Palmitoleico% Peso3,5 - 5,0
Ácido esteárico% Peso4,0 - 7,0
Acido oleico% Peso50,0 - 65,0
Ácido linolênico% Peso7,0 - 16,0
Ácido behenico% Peso6,0 - 10,0
Saturado%33
Insaturado%67
Fontes: 

http://www.florestaaguadonorte.com.br
https://pt.wikipedia.org

segunda-feira, 2 de setembro de 2019

E se todos os insetos deixassem de existir?

O Natureza Bela traz hoje uma importante reflexão proposta pelo site Megacurioso. E se todos os insetos deixassem de existir?
Se você, assim como a maioria das pessoas, já desejou que todos os insetos desaparecessem da face da Terra — especialmente naquelas noites quentes em que os pernilongos não deixam você dormir —, saiba que a sua vida e a de outros seres vivos complexos seria muito pior sem eles! Mas, antes, que tal saber um pouco mais sobre esses bichos?
Os insetos compreendem o mais diverso grupo de organismos presentes no planeta, e até o momento existem cerca de 900 mil espécies catalogadas — o que significa que eles representam 80% de todas as espécies que conhecemos. Sem falar que muitos bichinhos não foram descritos ainda pela Ciência, e os entomólogos acreditam que o número de espécies pode chegar a 30 milhões e que existem 10 quintilhões deles vivendo conosco!

Malvados?

Sim, alguns bichinhos são pra lá de irritantes mesmo, e outros tantos tocam o terror nas fazendas destruindo e devorando as plantações. Também existem aqueles que são venenosos e os que transmitem doenças que podem inclusive provocar epidemias e a morte de organismos complexos (como os humanos e os animais que compõem os rebanhos), assim como aqueles que infestam os nossos bichinhos de estimação e podem deixá-los doentes.
No entanto, a verdade é que muitos insetos são tão pequeninos que nós nem sequer percebemos a sua presença, sem falar que, dos 900 mil que conhecemos, a grande maioria é inofensiva para os seres humanos. Aliás, a existência desses bichinhos é incrivelmente importante para a nossa sobrevivência.

Se os insetos desaparecessem

Você se lembra do conceito de cadeia alimentar? Então, os seres vivos cuja dieta se baseia principalmente em insetos — como inúmeras espécies de pássaros, répteis e anfíbios — morreriam, e os animais que se alimentam deles morreriam também com o tempo. E isso continuaria acontecendo até que as espécies no topo da cadeia, como os grandes mamíferos (e os humanos inclusive), fossem afetadas. Ocorreria um efeito dominó.
O pior é que não adiantaria nada se todos esses bichos resolvessem virar vegetarianos para contornar a falta de comida, já que 80% das espécies vegetais que existem no mundo — incluindo árvores frutíferas e plantações que cultivamos — são angiospermas, ou seja, são do tipo que floresce. Pois, para se reproduzir, elas precisam ser polinizadas, e esse “trabalho” é realizado em grande parte por borboletas, abelhas, besouros, mosquitos etc.
Além disso, sem os insetos para ajudar na decomposição de vegetais e animais mortos que fertilizam o solo, as plantas contariam com menos nutrientes dos que elas precisam para crescer e poderiam acabar morrendo. Ademais, muitos insetos cavoucam o solo, criando cavidades de ar que promovem a oxigenação da terra, e as raízes das plantas não conseguiriam ter acesso a todo o oxigênio de que elas necessitam.

Cenário apocalíptico

Agora pense: dependendo da região do mundo, entre 50 e 90% do volume de alimentos e de calorias é proveniente de alimentos produzidos pelas plantas. Só para você ter uma ideia, frutas e vegetais, assim como o arroz, o feijão, o trigo e a batata, são todos angiospermas, também servindo para alimentar os animais que nós consumimos — como aves, peixes e o gado —, o que significa que, até indiretamente, elas vão parar no nosso prato.
Há também o mel e a seda — que estão entre as substâncias de maior valor e importância histórica para a Civilização Humana —, produzidos graças à ação dos insetos; sem eles, ambos deixariam de existir.
Lembra que nós comentamos que os insetos ajudam a degradar plantas e bichos mortos? Sem eles, além da questão relacionada com a fertilização do solo, as carcaças de vegetais e animais — incluindo os corpos humanos — levariam mais tempo para se decompor, e o mundo ficaria cheio de cadáveres por todas as partes. Já pensou?

Seria possível?

O mais alarmante de tudo o que explicamos até agora é que o desaparecimento dos insetos da face da Terra, embora seja pouco provável, não é completamente inconcebível. Recentemente, devido à perda de habitat, doenças e ação de pesticidas, milhões de colmeias comerciais e selvagens foram dizimadas.
Além disso, as mudanças climáticas que vêm ocorrendo pelo mundo estão alterando o sincronismo entre o período de incubação de determinados insetos e o ciclo de vida de algumas espécies de plantas. Isso significa que determinados vegetais estão florescendo cedo ou tarde demais, perdendo a chance de serem polinizados pelos insetos, que, por sua vez, acabam perdendo sua fonte de alimento.
Fonte: https://www.megacurioso.com.br
 

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