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quinta-feira, 19 de abril de 2018

Paineira-rosa - Ceiba speciosa


Há várias espécies conhecidas como paineira no Brasil, quase todas pertencendo ao gênero Ceiba (antes, Chorisia) da família Malvaceae (antes, Bombacaceae)

De todas, a mais conhecida é a paineira da espécie Ceiba speciosa (St.-Hill.) Ravenna, nativa das florestas brasileiras e da Bolívia, inicialmente descrita como Chorisia speciosa St. Hilaire 1828.

Outros nomes vulgares: sumaúma, barriguda, paina-de-seda, paineira-branca, paineira-rosa, árvore-de-paina, árvore-de-lã, paineira-fêmea.


Classificação Científica e
Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Plantae
Ordem: Malvales
Família:
Gênero:
Espécie:
Malvaceae
Ceiba
C. speciosa




Outras espécies conhecidas como paineira:

  • Ceiba glaziovii
  • Eriotheca gracilipes: paineira-do-cerrado
  • Spirotheca rivieri: paineira-amarela




Características Gerais:

Árvore caducifólia com até 30 m de altura e 120 cm ou mais de diâmetro, na idade adulta.

O tronco é cinzento-esverdeado com estrias fotossintéticas e fortes acúleos (espinhos) rombudos, muito afiados nos ramos mais jovens. Tem boa capacidade de sintetizar clorofila (fazer fotossíntese) e tem coloração esverdeada até quando tem um bom porte; isto auxilia o crescimento mesmo quando a árvore está despida de folhas; é comum, também, paineiras apresentarem uma espécie de alargamento na base do caule, daí o apelido "barriguda".
As folhas são compostas de cinco a sete folíolos glabros, lanceolados com 10 a 15 cm de comprimento e 4 a 5 cm de largura, margem serrilhada; pecíolo de 5 a 17 cm de comprimento. Caem na época da floração.
As flores pintalgadas de vermelho, podem se apresentar em diversas tonalidades de rosa, de acordo com a variedade, com até 9 cm de comprimento por 3 cm de largura, vistosas e aveludadas. Há uma variedade menos comum, com flores brancas.
A floração é intensa e ocorre no verão e outono, com a árvore semi ou completamente despida de sua folhagem.
Os frutos são grandes e apresentam formas bem variadas, são de coloração parda, com fibras brancas e se abrem quando maduros, liberando boa quantidade de paina-sedosa, entremeada com as sementes que são carregadas pelo vento. A paina é uma fibra fina e sedosa, mas pouco resistente, não de grande proveito na confecção de tecidos, mas como preenchimento de travesseiros, almofadas e pelúcias.
A madeira: Cerne branco-amarelado, suavemente rosado e textura grossa. Possui fraca resistência e grande tendência ao apodrecimento. É utilizada em aeromodelismo, material isolante, flutuadores, enchimento de portas, embalagens leves, caixas, forro de móveis, cochos, gamelas, tamancos, canoas, divisórias e outros usos que não requeiram resistência. Além disso, produz pasta para cartão e papel.

Locais de Ocorrência:

Ocorre naturalmente nos estados da Bahia, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Distrito Federal.

Uso:

A paineira-rosa é uma planta excelente para o paisagismo de grandes áreas, como parques e jardins públicos, devido ao seu rápido crescimento, rusticidade e beleza.

A paina, dela retirada, é uma fibra fina e sedosa, mas pouco resistente, não sendo muito aproveitada na confecção de tecidos. É mais utilizada como preenchimento de travesseiros e brinquedos de pelúcia.
Uma grande paineira pode deixar um tapete branco de paina caída aos seus pés no final da época de frutificação.

Especialmente por suas qualidades ornamentais — tronco imponente, normalmente bastante espinhoso quando a árvore é jovem, folhagem quase sempre decídua, de um verde muito brilhante, flores grandes e coloridas e frutos que expõem as painas como flocos de algodão em seus ramos, as paineiras são cultivadas em meio urbano e em jardins, mesmo fora da sua área de ocorrência natural (como em Portugal).

Por terem crescimento rápido, são bastante populares na recuperação de áreas degradadas.

Cultivo:

A paineira-rosa é uma árvore tropical, mas tolera o frio, desde que não seja muito intenso. Deve ser cultivada em solos férteis irrigados a intervalos regulares, sempre sob sol pleno. Multiplica-se facilmente por sementes, que germinam e se desenvolvem rapidamente. Pode se multiplicar por estacas, embora mais raramente, sendo este método empregado em regiões muito frias.

Aspectos Ecológicos:

Planta decídua, heliófita, seletiva higrófita, característica da floresta latifoliada semidecídua. Ocorre tanto no interior da floresta primária densa, como em formações secundárias; prefere solos férteis de planícies aluviais e fundo de vales. Produz anualmente grande quantidade de sementes viáveis, que são amplamente disseminadas pelo vento graças à sua fixação à paina.

Fontes:

https://www.jardineiro.net
https://www.ibflorestas.org.br
https://pt.wikipedia.org

Galeria:
















































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