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quinta-feira, 25 de maio de 2017

As 10 Flores mais bonitas do mundo

"Há flores cobrindo o telhado
Embaixo do meu travesseiro
Há flores por todos os lados
Há flores em tudo o que eu vejo" 

(Trecho da música Flores dos Titãs.  Composição: Charles Gavin, Tony Bellotto, Paulo Miklos e Sérgio Britto)

Na postagem de hoje, trazemos 10 das flores mais bonitas do mundo.

10° Pluméria:



A pluméria que é uma nativa do Brasil, Caribe e América Central, vem em muitas variedades. A flor pertence à família dogbane, Apocynaceae e é conhecida por seu aroma fascinante e beleza. A pluméria tem flores de tamanho médio que vem em uma variedade de cores vibrantes, como rosa, vermelho, amarelo e mais.
 


9° Crisântemo:




Carolus Linnaeus, pai da taxonomia moderna, deu esta linda flor o nome que significa flor de ouro, em grego. Estas flores vêm em um número variados de formas, estas podem ser botões, pomposas, decorativas ou como margarida.
Embora amarela seja cor tradicional da flor crisântemo, estas podem ser também encontradas em outras cores, a incluir vermelho, branco e roxo. A flor simboliza otimismo, vida longa, fidelidade e alegria.

8° Dália:

Nomeada após Anders Dahl, um botânico, esta planta perene espessa tuberosa é geralmente encontrada no México, Colômbia, e América Central. Esta flor tem mais de 30 espécies. E um detalhe interessante sobre a mesma é que vem em uma variedade enorme de tamanhos.

A flor consiste de uma cabeça floral cercada por várias pétalas delicadas. Estas flores vêm em vários tons de laranja, vermelho, rosa, roxo, branco e mais. E foi declarada a flor nacional do México no ano 1963.

7° Orquídia:

As orquídeas têm uma quantidade inacreditável de variedades, mais de 25.000 espécies em 800 gêneros. Esta planta pode facilmente se adaptar ao ambiente dela e então é disponível em quase todo o mundo; algumas orquídeas têm 30 polegadas de pétalas e podem pesar cerca de uma 1kg.

6° Tulipa:


Esta planta perene com flores vistosas pertence ao gênero de Tulipa. Da Ásia à África, a tulipa é uma entre as mais cultivadas flores. E várias espécies e híbridos, desta flor excepcionalmente bonita, podem ser vistas em jardim como flores de corte ou como plantas de pote.


As tulipas vêm em várias cores, assim como o formato da flor. Há mais de 100 espécies conhecidas desta incrível planta, que é sexta posição nesta seleção, das 10 flores mais bonitas do mundo.

5° Lírios d’água:

Estas flores são incrivelmente lindas que vêm com um tapete flutuante de folhagem. A floração dura cerca de 3 dias e então é substituída. As nenúfares vêm em cores variadas e são muitas vezes perfumadas. Basicamente, há 3 tipos desta flor, Nymphaeaceae ou a nenúfar comum, Nelumbo ou Lotus, e Nuphar Lutea, a flor amarela.

4° Magnólia:


E poucas coisas são tão bonitas como uma árvore de magnólia em plena floração. Nomeada após Pierre Mangol, um popular botânico, Magnólia se orgulha de mais de 200 espécies.


As flores magnólia vêm em rosa, roxo ou branco, e o tamanho pode ser qualquer entre 3 a 12 polegadas em diâmetro. Esta flor é um símbolo da beleza, doçura e feminilidade. O gênero de magnólia pode ser encontrado em West Indies, sudeste como também leste da Ásia, América Central, América do norte, entre outros lugares.


 





3° Calla Lily:

Um símbolo da grandiosidade e beleza, a Calla lily é uma flor extremamente bonita, que é amplamente usada em arranjos florais, buquês e fins de decoração. Estas flores são nativas da África do Sul. E são exclusivamente esculpidas e vem em um número de cores como tons de verde, amarelo, rosa, roxo e mais.



2° Estrelícia:


Esta flor exótica é conhecida como Ave do Paraíso pela sua forma, e pertence à família Strelitiaceae, sendo segunda posição nesta seleção das 10 flores mais bonitas do mundo. Com seu formato único e cores vibrantes, esta flor sem dúvida se destaca por tamanha beleza, e é multicolorida, sem cheiro.

1°Rosa:

A rosa é posição líder na seleção das 10 flores mais bonitas do mundo. Trata-se de pequena, de cheiro doce, e tem tudo que é necessário para ser a de maior beleza. E não seria errado dizer que a rosa é sinônimo de beleza e amor. Este arbusto perene arborizado pertence ao gênero Rosa. As rosas são encontradas quase em todos os lugares do planeta.
Esta flor linda vem em uma variedade de cor e cada cor possui um significado diferente, por exemplo, a rosa vermelha é um símbolo do amor, enquanto a rosa amarela é da amizade. De poetas a artistas, a rosa tem sido uma fonte de inspiração para as pessoas por séculos.


Veja também:

Fontes:
http://www.top10mais.org
ttp://www.sistemampa.com.br/



sexta-feira, 19 de maio de 2017

Descubra quais são as 11 plantas mais venenosas do mundo

Hoje o Natureza Bela reproduz artigo do Megacurioso, onde você verá que mesmo bela, a natureza pode ser muito perigosa.
 

AS 11 PLANTAS MAIS VENENOSAS DO MUNDO

 
Talvez você não saiba, mas existe uma grande probabilidade de uma de suas belas plantinhas do jardim poder produzir um poderosíssimo veneno capaz de matá-lo por asfixia ou ataque cardíaco em pouquíssimo tempo. Em geral, a toxina desses vegetais serve para protegê-los de predadores, mas ela também consegue matar humanos desavisados.

Nós já mostramos para você sete flores bonitas, mas que são extremamente tóxicas. Agora, você confere uma lista com 11 plantas que possuem uma quantidade tão grande de tóxicos que algumas delas podem matar em questão de poucas horas.

Em 11º Lugar: Oleandro - Nerium oleander
 
Todas as partes do belo oleandro possuem diversos tipos de toxina, sendo as duas mais fortes a oleandrina e a neriine, que afetam drasticamente o coração. Na verdade, o veneno da planta é tão forte que é possível morrer apenas comendo o mel de uma abelha que utilizou seu néctar como fonte.
Originalmente, a Nerium oleander nasceu nas áreas do mediterrâneo e do Extremo Oriente. Porém, devido à sua beleza exorbitante, ela passou a ser cultivada com propósitos decorativos. Por instinto, os animais costumam se afastar dela. Além disso, basta uma folha para matar uma criança.
 
Em 10º lugar: White Snakeroot - Ageratina altíssima 
Essa é uma planta nativa da América do Norte e uma das mais venenosas do mundo. Suas flores são brancas e, depois de desabrocharem, liberam pequenas sementes fofas que são carregadas pelo vento. Apesar de bela, a white snakeroot contém um alto teor de tremetol – uma substância que mata pessoas indiretamente.
Quando a espécie é comida pelo gado, a toxina é absorvida pelo leite e pela carne. Depois, quando o humano se alimenta do animal contaminado ou bebe de seu laticínio, o componente entra no corpo e causa a chamada “doença do leite”, que por sua vez é extremamente fatal.

No início do século 19, centenas de europeus desafortunados morreram disso nos EUA. Acredita-se que a mãe de Abraham Lincoln, Nancy Hanks, foi uma das vítimas. 
 
Em 9º Lugar: Olho de Boneca - Actaea pachypod
 
A olho-de-boneca, também conhecida como white baneberry, pode até parecer simpática, mas é muito perigosa. Nativa da área norte e leste da América do Norte, essa planta florida, que mede apenas 1 cm de diâmetro e tem pequenas frutinhas brancas com uma mancha preta, é muito semelhante ao objeto que lhe dá nome.
Ainda que toda a espécie tenha sido considerada danosa ao homem, a maior parte de sua toxina fica concentrada no fruto. Infelizmente, muitas crianças já foram vítimas da White Baneberry, porque, além de bela, ela É muito doce. A baga contém uma toxina chamada carcinógeno, que possui efeito sedativo, quase que imediato, no músculo cardíaco humano e causa morte rápida.
 
Em 8º Lugar: Trombeta-de-anjo - Brugmansia suaveolens 
 
Essa é uma planta nativa da América do Sul, podendo ser encontrada em diversas regiões do Brasil. O nome trombeta-de-anjo se deve ao formato de pêndulo da flor, que em geral possui coloração branca e amarela, embora seja possível encontrar variedades e híbridos de tons rosados.

Com tamanho entre 14-50 cm, todas as partes da Brugmansia suaveolens são consideradas tóxicas e narcóticas. Ela contém alcaloides tropânicos como escopolamina, atropina e hiosciamina. Mesmo sabendo do perigo, algumas pessoas ingerem um chá feito com as flores como um potente alucinógeno.
O nível de toxicidade varia conforme o tipo da planta, sendo praticamente impossível saber quanto veneno uma pessoa tomou. Em geral, quem brinca com a trombeta-de-anjo acaba tendo uma overdose e morrendo ou sofrendo de paralisia dos músculos lisos, taquicardia, confusão, midríase, alucinações visuais e auditivas.

Embora seja perigosa, a espécie também possui propriedades medicinais, tais como antiasmática, cardiotônica e anticonvulsivante. Não é incomum ela ser utilizada para fabricação de remédios para mal de Parkinson, problemas cardíacos, síndrome pré-menstrual e infecções urinárias.
 
Em 7º Lugar: Fava-de-Santo-Inácio - Strychnos nux-vomica
 
A noz-vómica é uma planta de tamanho mediano nativa da Índia e do sudoeste da Ásia. Seus pequenos frutos arredondados (parecidos com laranjas) são altamente perigosos, pois contêm os alcaloides venenosos estricnina e brucina. Por sua vez, as sementes possuem 1,5 % do primeiro composto, e as extremidades florais secas dispõem de cerca de 1 %.
 

Com apenas 30 mg desses componentes, é possível matar um adulto de forma violenta e dolorosa, causando convulsões e estímulos simultâneos no gânglio sensorial da espinha. No entanto, a noz-vómica também tem propriedades medicinais para combater astenia cardíaca, paralisias, neurastenia, sintomas de uso de entorpecentes e problemas gastrintestinais tóxico-infecciosos.
 
Em 6º Lugar: Teixo - Taxus baccata.
 

Nativo da Europa, sudoeste da Ásia e noroeste da África, o teixo produz um belo fruto vermelho e macio que protege suas sementes. Por sorte, essa é a única parte da planta que não contém veneno, possibilitando que os pássaros comam a casca e espalhem as sementes sem se infectarem.

Uma dose de 50 g de teixo é fatal para um homem. Os sintomas da intoxicação incluem dificuldade respiratória, tremor muscular, convulsão, desmaio e parada cardíaca. Em casos de intoxicações severas, a morte pode ocorrer de forma tão rápida que não há tempo para que todos os sinais sejam apresentados.
 
Em 5º Lugar: Cicuta - Water hemlock.
 

Water hemlock é um grupo de plantas extremamente venenoso e que pode ser encontrado nas regiões temperadas do hemisfério norte. Todas elas possuem flores brancas ou amarelas bastante distintas, que são dispostas em formato de guarda-chuva. Nos EUA, essas simpáticas plantinhas são consideradas as mais danosas de todas.
 

Elas contêm uma substância conhecida como cicotoxina, que causa convulsões, e todas as partes do espécime são perigosas – principalmente a raiz, onde o veneno é mais potente. Além da convulsão quase que imediata, outros sintomas incluem náusea, vômito, dores abdominais, tremores e confusão. Geralmente, a morte é causada por insuficiência respiratória ou fibrilação ventricular, que ocorrem poucas horas após a ingestão.
 
Em 4º Lugar: Wolfsbane - Aconitum altaicum.
 
 
Também conhecido como “capacete-do-diabo”, o aconitum é uma espécie da família Ranunculaceae. Essas plantas vivazes são nativas das regiões montanhosas do hemisfério norte e possuem uma grande quantia do alcaloide pseudaconitina, o qual é usado na ponta das flechas do povo Ainu do Japão para caçar.

Caso ocorra a ingestão, a pessoa sofre queimação abdominal e nos membros do corpo. Em grandes doses, a morte pode ocorrer dentro de 2 a 6 horas, bastando apenas o consumo de 20 mg para pôr fim à vida de um humano adulto.
 
 
Curiosidade: a capacete-do-diabo também é mencionado na mitologia e nos contos de lobisomens, em que é usado para afastar as criaturas ou reverter o estágio da transformação independentemente da fase da lua.
 
Em 3º Lugar: Ervilha do rosário - Abrus precatorius
 
 
Também conhecida como “olho-de-caranguejo”, essa é uma plantinha de pode atingir os 60 cm e que possui flores papolíacias de cor violeta, agrupadas em cachos. Em geral, elas nascem junto aos troncos das árvores e pertencem originalmente à região da Indonésia, embora possam ser encontradas em diferentes lugares do mundo.

O veneno que a ervilha do rosário contém, o abrin, é muito parecido com a ricina de outras plantas tóxicas. No entanto, a substância do olho-de-caranguejo é 75 vezes mais forte, portanto a dose letal é muito menor. São necessários apenas 3 microgramas de abrin para matar um adulto.
 

Dada a sua aparência arredonda, algumas pessoas utilizam a Abrus precatorius como pulseira ou rosário. Óbvio que isso é muito perigoso, visto que teve gente que morreu apenas por furar o dedo com o equipamento utilizado para fazer os buraquinhos nas sementes.

Em 2º Lugar: Beladona - Atropa belladonna
 
 
Também chamada de “cereja-do-inferno”, a beladona é nativa da Europa, África do Norte e Ásia Ocidental. Rica em um alcaloide chamado tropano, a espécie pode causar delírio e alucinações. Outros indícios do envenenamento por beladona incluem perda da voz, boca seca, dor de cabeça, dificuldades respiratórias e convulsão.

Toda a planta é danosa, mas os frutos são os mais perigosos, uma vez que são saborosamente doces e costumam atrair as crianças. São necessárias de 10 a 20 cerejas para matar um adulto, mas basta apenas uma folha (na qual a toxina é mais concentrada) para pôr fim à vida de um homem.
 

Por mais estranho que pareça, no período elisabetano (século 16), as pessoas usavam a beladona como parte de sua rotina cosmética diária. Elas utilizavam gotas feitas a partir da espécie como colírio, visando assim dilatar as vistas. Na época, isso era considerado algo atraente, pois passava uma aparência sonhadora no modo de olhar.

Levando em consideração que as mulheres bebiam cianeto e se “sangravam” para adquirir um aspecto pálido e translúcido na pele, pingar veneno nos olhos parece brincadeira de criança – e você pensando que a ditadura da beleza começou agora, não é mesmo?
 
Em 1º Lugar: Mamona - Ricinus communis
 


Quem nunca brincou de tacar mamona nos amigos? Sabia que, na verdade, você estava jogando granada nos outros? Não é para tanto, mas a planta que pode ser encontrada em qualquer matagal brasileiro contém uma grande quantidade da toxina ricina.

Embora o processo de extração do veneno seja um tanto complexo, em Las Vegas as autoridades descobriram uma boa quantidade da substância em um quarto de hotel, em fevereiro de 2008. As investigações apontaram que a KGB utilizava o componente para silenciar permanentemente a oposição.
 
 

Uma semente crua de mamona é suficiente para causar uma morte sofrida, agonizante e repleta de dores. Os primeiros sintomas da intoxicação aparecem logo nas primeiras horas depois do envenenamento, o que inclui a sensação de queimação na garganta e nos olhos, dores abdominais, bem como diarreia e vômito com sangue. O processo é incontrolável e só termina quando a vítima falece por desidratação.

Um fato curioso é que os humanos são os mais sensíveis em relação às sementes, bastando de uma a quatro para pôr fim a um adulto, 11 para matar um cachorro e 80 para assassinar um pato. Levando isso em consideração, as mamonas estão em primeiro lugar no livro dos recordes como as plantas mais venenosas do planeta.
 
Fonte: http://www.megacurioso.com.br/plantas-e-frutas/62072-descubra-quais-sao-as-11-plantas-mais-venosas-do-mundo.htm

quarta-feira, 3 de maio de 2017

Pau-Branco - Auxemma oncocalyx


CLASSIFICAÇÃO:

DIVISÃO:
Magnoliophyta
CLASSE:
Magnoliopsida
FAMÍLIA:Boraginaceae
GÊNERO:
Auxemma
ESPÉCIE:
A. oncocalyx






  • Nomes Populares:
No Ceará, louro-branco; pau-branco, pau-branco-preto e pau-branco-do-sertão e no Rio Grande do Norte, frei-jorge, freijó, pau-branco e pau-branco-preto.
  • Etimologia:
O nome genérico Auxemma significa secura. O gênero é endêmico da Caatinga.

O Pau-branco é uma das duas espécies do gênero Auxemma. Possui porte arbóreo e é encontrada por todo o estado do Ceará e também no Rio Grande do Norte, sendo considerada endêmica da Caatinga.

Além de áreas de vegetação de caatinga esta espécie também ocorre em pontos da região litorânea, que contem uma vegetação distinta denominada mata de tabuleiro.

Sua madeira é de qualidade, podendo ser usada para a confecção de móveis ou como caibros, tábuas, assoalhos e estacas. Também é usada na medicina popular para o tratamento de ferimentos e queimaduras.

O pau-branco é uma espécie extremamente ornamental e poderia ser perfeitamente incorporada à arborização das cidades cearenses (sua área de ocorrência natural).
 

Descrição  Botânica:

  • Forma biológica e estacionalidade:
É arbórea (arvoreta a árvore), de caráter decíduo.
As árvores maiores atingem dimensões próximas a 12 m de altura e 45 cm de DAP (diâmetro à altura do peito, medido à 1,30 m do solo), na idade adulta.

  • Tronco:

Devido ao valor de sua madeira, raramente é encontrado um exemplar que não venha de renovo de velhos troncos, apresentando-se ramificado, a partir de 20 cm a 30 cm do solo, geralmente com multitroncos.
Ramificação: 
É dicotômica. A copa é bastante ramificada. 
  • Casca:
Com até 15 mm de espessura. A casca externa é esbranquiçada, dificilmente destacável, flexível, apresentando lenticelas semelhantes a verrugas com diâmetro de 1,0 mm a 3,0 mm, salientes, dispostas irregularmente, podendo destacar porções laminares.
 
A casca interna é de coloração bege-clara, passando a castanho quando exposta ao ar. Apresenta exsudato transparente, aquoso, sem odor ou sabor distinto.
  • Folhas: 
São simples, alternas, elípticas, oblongas ouoblongo-obovadas, íntegras ou serreadas do meio para o ápice e de consistência membranácea. Apresentam face adaxial com glândulas salientes e esparsas, face abaxial com raros tricomas ou pêlos simples ao longo das nervuras. Apresentam, também, ápice agudo, com lâmina foliar medindo de 12 cm a 35 cm de comprimento por 4 cm a 12 cm de largura. O pecíolo é cilíndrico, mais ou menos desenvolvido, com até 4 cm de comprimento.  

  • Inflorescências:
São constituídas de densas panículas, do tipo tirso.  
  • Flores:
São pequenas, pentâmeras, alvas e suavemente perfumadas. O cálice é campanulado, medindo 0,2 cm a 0,3 cm, piloso na face externa e glabro na face interna, com cinco dentes. A corola é campanulado-infundibuliforme, medindo cerca de 0,75 cm a 1 cm, actinomorfa, pilosa na face externa e glabra na interna.
  • Fruto: 
É uma drupa elipsóide, piriforme, medindo de 1,5 cm a 2 cm de comprimento, envolta por uma vesícula penta-angulosa, formada pelo cálice acrescente e em forma de balão inflado, cônico, medindo de 5 cm a 8 cm de comprimento, com 1 a 4 sementes.
  • Sementes:
São normais, ásperas e de forma elíptico-acuminada.  
  • Reprodução:
O pau-branco-do-sertão é uma espécie monóica. O sistema reprodutivo é auto-incompatível, só produzindo frutos a partir de polinizações cruzadas interformas uma vez que apresenta heterostilia do tipo distilia.  
  • Vetor de polinização:
Essa espécie é visitada frequentemente e polinizada por duas espécies de moscas da família Syrphidae.
  • Floração:
Ocorre de março a agosto, no Ceará e de maio a agosto, no Rio Grande do Norte.
 


  • Frutificação:
Os frutos amadurecem de junho a agosto, com a planta totalmente despida de sua folhagem, permanecendo sobre a árvore por mais algum tempo.
 

Dispersão de frutos e sementes:
É anemocórica (pelo vento), favorecida pelo cálice acrescente que envolve os frutos.
 

Ocorrência  Natural:



  • Latitudes:
De 3º 45’ S, no Ceará a 16º 45’ S, em Minas Gerais.
  • Variação altitudinal:
De 10 m, no Ceará a 700 m de altitude, em Minas Gerais.  
  • Distribuição geográfica:
Ocorre de forma natural no Brasil, nas seguintes Unidades da Federação:
· Bahia;
· Ceará;
· Minas Gerais;
· Pará;
· Pernambuco;
· Rio Grande do Norte.
 

Aspectos  Ecológicos:



  • Grupo ecológico ou sucessional:
O Pau-branco  é uma espécie secundária tardia.  
  • Importância sociológica:
O pau-branco-do-sertão é característico da Caatinga, onde apresenta distribuição restrita, mas contínua no Ceará. É comum nas capoeiras, em indivíduos deformados, oriundos de renovos de tocos das árvores da antiga mata.

BIOMAS:


  • Bioma Mata Atlântica
Floresta Ombrófila Densa (Floresta Tropical Pluvial Atlântica), na formação Submontana, no sul do Ceará, com freqüência de até 2 indivíduos por hectare.
 


  • Bioma Caatinga
Savana-Estépica ou Caatinga do Sertão Árido, no Ceará, em Minas Gerais e no Rio Grande do Norte, com freqüência até 152 indivíduos por hectare.

O pau-branco-do-sertão é a árvore mais característica do sertão cearense, alcançando a base das serras e a faixa litorânea.
 

CLIMA:


  • Clima
Precipitação pluvial média anual:
De 750 mm, no Rio Grande do Norte a 2.400 mm, no Ceará.

  • Regimes de precipitação:
Chuvas periódicas, concentradas no verão e no outono.

  • Deficiência hídrica:
É forte, com até nove meses de período seco.
  • Temperatura média anual:
22,4 ºC (Montes Claros, MG) a 27,2 ºC (Mossoró, RN).
  • Temperatura média do mês mais frio:
19,4 ºC (Montes Claros, MG) a 26 ºC (Morada Nova, CE).
  •  Temperatura média do mês mais quente:
 24,4 ºC (Montes Claros, MG) a 28,7 ºC (Mossoró, RN).

  • Temperatura mínima absoluta:
 6,5 ºC (Montes Claros, MG).
 

  • Classificação Climática de Koeppen: 

Aw  (tropical chuvoso, de savana, megatérmico, quente, com inverno seco), no sul do Ceará, no norte de Minas Gerais e em partes do Rio Grande do Norte.
BSwh  (semi-árido, tipo estepe, muito quente, com estação chuvosa no verão que se atrasa para o outono, podendo não ocorrer), no Ceará e no Rio Grande do Norte.
 

SOLO:

Auxemma oncocalyx  ocorre, naturalmente, em vários tipos de solos, com exceção dos solos extremamente rasos e mal drenados, desenvolvendo-se melhor nos solos profundos e não muito secos.

 

Tecnologia de Sementes:


Colheita e beneficiamento:  produz, anualmente, grande quantidade de sementes viáveis. Os frutos devem ser colhidos diretamente da árvore, quando iniciarem a queda espontânea ou recolhidos do chão, após a queda. Em seguida, deve-se  retirar o envoltório paleáceo, que recobre a semente. 

  • Número de sementes por quilo:
625 a 750.

  • Tratamento pré-germinativo:
A semente dessa espécie apresenta forte dormência tegumentar. Por isso, recomenda-se submetê-la a imersão em solução branda de soda cáustica a 30 %, durante 3 dias, para remover o verniz que as envolve, facilitar a penetração da umidade no tecido suberoso e promover rápido amolecimento, possibilitando a germinação. 
  • Longevidade e armazenamento:
Em armazenamento, a viabilidade é superior a 10 meses.
 

Produção de Mudas:

  • Semeadura:
As sementes dessa espécie devem ser postas para germinar logo após sua colheita e preparo, em canteiros semi-sombreados contendo substrato de solo argiloso enriquecido com esterco bem decomposto. Como suas sementes são grandes, podem também ser semeadas, diretamente em sacos individuais de polietileno ou em tubetes de polipropileno grande. Em ambos os casos, as sementes devem ser cobertas com uma camada de terra peneirada de 1 cm de espessura e irrigadas diariamente.
 

  • Germinação:
É epígea ou fanerocotiledonar. A emergência é lenta e difícil, de 70 a 100 dias. Geralmente, a taxa de germinação é baixa. Sementes colocadas para germinar em meio de cultura M&S, após 15 dias, apresentaram 96 % de germinação para todos os tratamentos com M&S em todas as concentrações, sendo o melhor resultado obtido com diluição a 25 % do meio, onde as plântulas encontravam-se com 12,5 cm de comprimento. A sobrevivência das plântulas na aclimatação foi de 100 %, para aquelas desenvolvidas no meio M&S. O desenvolvimento das mudas é lento, ficando prontas para o plantio em local definitivo entre 8 e 10 meses.


Características  Silviculturais:


O pau-branco-do-sertão é uma espécie heliófila, extremamente suscetível ao frio.
 


  • Hábito:
Geralmente apresenta forma irregular em plantio, ramificada comumente a partir da base, formando touceiras de 2 a 3 troncos. Tem necessidade de desbrota e desrama para a formação de fuste.

  • Métodos de regeneração: 


Recomenda-se plantio misto, associado com espécies pioneiras e de crescimento rápido.
 


  • Sistemas agroflorestais (SAFs):
O pau-branco-do-sertão é recomendado na composição de quebra-ventos e faixas arbóreas mistas entre plantações, em renques seguindo cercas e limites, e para arborização de estradas. 

Conservação genética:


Em decorrência da germinação difícil e demorada, associada ao corte indiscriminado devido a sua grande utilidade,  Auxemma oncocalyx vem sendo extinta da Região Nordeste, necessitando, urgentemente, de um programa de conservação.


O pau-branco-do-sertão é considerado como espécie vulnerável, com probabilidade de passar à categoria em perigo em futuro próximo.



  • Crescimento e Produção
Em plantios, essa espécie apresenta poucos dados de crescimento. Contudo, no campo, o desenvolvimento das plantas é lento.

Características  da  Madeira:

Massa específica aparente (densidade):
A madeirado pau-branco-do-sertão é moderadamente densa - 0,70 g.cm -3.
 


  • Cor:
O cerne é da cor de chocolate, uma cor pardo-arroxeada ou violáceo-escura, às vezes um tanto variegada, depois de exposta ao ar, esmaecendo para pardo-clara. O alburno é pardo-claro ou amarelado, estreito e bem diferenciado do cerne.
 

  • Características gerais:
A superfície é lustrosa e lisa. A madeira dessa espécie não apresenta cheiro nem sabor. A textura é grossa e a grã direita. 

  • Outras características:
É resistente ao ataque de fungos e de insetos, principalmente cupins. É fácil de ser trabalhada, permitindo belo acabamento. A estrutura é muito mais próxima de Cordia  do que de Patagonula.

Produtos  e  Utilizações:

  • Madeira serrada e roliça:
É de boa qualidade para móveis, assoalhos, tabuados, vigamentos, caixilhos, caixões para cereais, carpintaria, construções pesadas, pontes, dormentes, estacas, mourões, pranchas e instrumentos agrícolas.

No Ceará, é a madeira nativa mais utilizada nas construções civis.

  • Energia:
A madeira do pau-branco-do-sertão proporciona lenha e carvão de boa qualidade.
 

  • Celulose e papel:
Auxemma oncocalyx  é inadequada para esse uso.
 

  • Alimentação animal:
Os ramos constituem forragem muito procurada para o gado, com teor de proteína bruta de 15,3 % a 17,2 %.
 

  • Medicinal:
Por apresentar propriedade adstringente, a casca do pau-branco-do-sertão é usada em cozimento, em banhos para tratamento de feridas e de ferimentos.

  • Paisagístico:
Quando coberta de miríades de flores brancas alvas e perfumadas, essa espécie apresenta
belo aspecto paisagístico e ornamental. Por isso, o pau-branco-do-sertão pode ser usado, com sucesso, em paisagismo, particularmente em arborização de ruas estreitas e sob fios elétricos.


  • Plantios com finalidade ambiental:
Por ser uma planta de usos múltiplos, essa espécie é muito importante para plantios na Caatinga nordestina.

Espécies Afins:

No Brasil, ocorrem duas espécies do gênero Auxemma Miers. Auxemma glazioviana Taub., conhecida por pau-branco-louro, é mais rara e de área de ocorrência menor.

Distingue-se de A. oncocalyx, por apresentar folhas com a face inferior pilosa e com as axilas das nervuras barbadas. O fruto dessa espécie é duas vezes menor.

  • Fontes:
https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/bitstream/doc/314914/1/circtec153.pdf
https://pt.wikipedia.org/wiki/Auxemma_oncocalyx


 

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