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terça-feira, 23 de abril de 2013

Pimenta-de-macaco - Piper aduncum


Também conhecido como Mático, a pimenta-de-macaco é uma planta florífera da família Piperaceae. Como muitas espécies da família, a pimenta-de-macaco tem odor e sabor picante.


uso:

Os frutos são usados como condimento e como flavorizante de cacau. É usado algumas vezes como substituto para pimenta-longa. Na Amazônia, muitas das tribos nativas usam as folhas de pimenta-de-macaco como antisséptico. No Peru, é usado para estancar hemorragias e no tratamento de úlceras, e na Europa pratica-se o uso no tratamento de doenças genitais e órgãos urinários, como para aquelas que cubeba era frequentemente prescrita.

Características:

Mático é uma planta tropical, sempre-viva e arbustiva que cresce 6 a 7 metros de altura com folhas na forma de lança, de 12 a 20 centímetros de comprimento. É nativa do sul do México, do Caribe e abundante na parte tropical da América do Sul. Tem crescido na Ásia tropical, Polinésia e Melanésia e pode ser encontrado na Flórida, no Havaí, e em Porto Rico. Em alguns países, é considerado uma erva daninha.
Em partes de Nova Guiné, apesar do mático notadamente provocar a secagem do solo nas áreas onde é invasivo, a madeira desta planta é, no entanto utilizada por moradores locais para uma infinidade de usos, como fabricação de cercas artesanais e geração de energia pela queima.

 

etimologia:

De acordo com a crença popular, a planta foi descoberta por um soldado espanhol ferido, de nome Matico. Ele aprendeu, supostamente pelas tribos locais, que a aplicação das folhas dessa planta pode estancar sangramentos, e passou a ser designada "mático" ou "erva-do-soldado". 
O mático foi introduzido na medicina estadunidense e europeia por um médico de Liverpool em 1839 como um hemostático e adstringente para feridas.

A Embrapa Acre e a Universidade Federal de Viçosa (MG), estão pesquisando o uso de óleo de pimenta-de-macaco (Piper aduncum) como inseticida orgânico. A planta é uma espécie nativa, entre outras regiões, da Amazônia. 
O projeto de pesquisa, que deve durar dois anos, vai ser executado primeiramente lavouras de milho. Além da função de inseticida, o óleo também está sendo testado como sinérgico, ou seja, uma substância utilizada para aumentar a potência de inseticidas comerciais, o que permite reduzir as doses de produto químico aplicadas.
  

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Natureza Exótica


Sargo-de-dente


O sargo-de-dente ("Archosargus probatocephalus") é um peixe marinho encontrado na costa brasileira, comum na pesca. Ele possui dentes similares aos dos humanos, com incisivos e molares, e atinge 91 cm em 9,6 kg.

Gurnard borboleta



 
A gurnard borboleta ("Lepidotrigla vanessa") é uma espécie de peixe bem diferente que vive no sul da Oceania. Este peixe pode chegar a 28 centímetros e tem grandes barbatanas peitorais que vão além das pontas das nadadeiras pélvicas. Ele vive no mar, de 10 a 100 metros de profundidade. Possui de 10 a 11 espinhas dorsais e de 16 a 17 raios moles dorsais, que são independentes do corpo e usados para caminhar.

Sapo limosa


O sapo limosa harlequin (Atelopus limosus) é um das menores do mundo, com apenas 30mm, ele pode caber em uma moeda de dólar quando pequeno. Classificado como em risco de extinção por ser encontrado em uma área menor do que 5 mil km2 em florestas do Panamá, a espécie procriou pela primeira vez em cativeiro. O Projeto de Conservação e Recuperação de Anfíbios do Panamá conseguiu gerar nove sapos saudáveis de um acasalamento e ainda tem centenas de girinos de outro par. O grupo tem 55 sapos adultos listrados e 10 de uma cor só.

Bocydium globulare


Uma das espécies tidas como mais bizarras do mundo é a brasileira "Bocydium globulare". O inseto, que é parente das cigarras e gafanhotos, tem cerca de 5mm e "chifres" que se parecem antenas, mas os cientistas ainda não descobriram totalmente para que servem. Uma hipótese é que as bolas afastariam possíveis predadores que poderiam engasgar com elas.

Rã-arlequim


A rã-arlequim ("Atelopus varius") é uma espécie de anfíbio da Costa Rica que corre perigo de extinção. Também conhecida como anfíbio palhaço, a espécie tem manchas e desenhos pelo corpo que variam de cor Reprodução.


Velella velella


Velella velella" é uma espécie de hidrozoário, como as águas-vivas, que boia na superfície do mar. Tem uma câmara azul achatada, com aproximadamente 2 cm de diâmetro, e vários tentáculos para pegar presas que alimentarão a colônia. 

Titanus giganteus


O besouro "Titanus giganteus" é outra espécie brasileira famosa. É um dos maiores insetos do mundo, normalmente encontrado na Amazônia. Quando adulto, pode chegar a 16,7 cm de comprimento.

Microhyla nepenthicola


Um dos menores sapos que existem, o "Microhyla nepenthicola" foi apelidado de sapo ervilha por ter entre 10,6 e 12,8 mm quando adultos. A espécie foi encontrada em plantas carnívoras na ilha de Bornéu, na Ásia.

Blobfish


O blobfish ("Psychrolutes marcidus") é um peixe encontrado nas profundezas do oceano perto da Austrália. Entre 600 e 1200 m de profundidade, a pressão da água é muito maior do que na superfície, por isso seu corpo é gelatinoso, com uma densidade pouco menor que a água. Isto faz com que ele flutue e se alimente de pequenos invertebrados que passam em sua frente.

Rã-de-vidro


As rãs de vidro são uma família de anfíbio chamada "Centrolenidae" encontradas nas florestas úmidas da América Central e do Sul. Seu corpo é transparente na parte de baixo, o que permite ver seu órgãos e ossos, e costuma ter as costas verdes com marcas amarelas, brancas, azuis e vermelhas. São mais de cem espécies conhecidas.

Tardígrado


O tardígrado, filo de animais considerado por cientistas os mais resistentes do planeta, tem apenas um milímetro de comprimento. O pequeno animal de oito patas supera as condições mais inóspitas e consegue sobreviver ao fundo do mar, à variação de temperatura, superar os altos níveis de radiação do Sol e, inclusive, se reproduzir em um ambiente sem oxigênio, como o vácuo que há no espaço.

Morcego focinho-de-porco


O morcego focinho-de-porco ou apenas kitti é o menor mamífero do mundo. A espécie "Craseonycteris thonglongyai" da Tailândia tem aproximadamente o tamanho de uma abelha, de 29 a 33 mm de comprimento, sendo que o comprimento dos braços abertos é de 22-26 mm, e os adultos pesam entre 1,7 e 2,0 g.

Hoplobatrachus tigerinus



O "Hoplobatrachus tigerinus" é chamado de sapo-boi indiano. Conforme o macho atinge a maturidade, seu corpo fica temporariamente amarelado para acasalar.

Toupeira-nariz-de-estrela


Este animal esquisito é a toupeira-nariz-de-estrela ("Condylura cristata"), da região leste dos Estados Unidos. Ele é reconhecido pelos 22 apêndices que saem de seu nariz e são usados para manipular objetos. A espécie tem de 14 a 20 cm de comprimento e vive em túneis subterrâneos.


Peixe-lua


O peixe-lua, também conhecido por Mola Mola, já é bem estranho em sua fase adulta, quando pode pesar até 2,3 mil quilos e medir 3 metros com seu corpo circular. O maior peixe ósseo conhecido é ainda mais esquisito quando é um recém-nascido (à esquerda). Ele mede 0,25 centímetros e aumenta de tamanho 60 milhões de vezes durante sua vida. A fêmea da espécie é conhecida por produzir até 300 milhões de ovos de uma só vez, o maior número já registrado em um vertebrado. Eles vivem no Atlântico Norte e Sul, no Pacífico Norte e Sul e no Oceano Índico.

Rã-tartaruga


A rã tartaruga ("Myobatrachus gouldii") é uma espécie que vive embaixo da terra na Austrália, na região semi-árida do país. Durante o período de acasalamento, os machos "chamam" as fêmeas logo abaixo da superfície da areia. Isso ocorre após a chuva, o que é um evento raro. As fêmeas localizam o chamado, mas elas não se acasalam de imediato. As fêmeas se enterram a um metro e criam ninhos. Os ovos se desenvolvem em pequenas rãs - e não em girinos, como é comum aos anfíbios. Neste caso, isso ocorre para sobreviver em regiões muito secas.

Betty


Esse parasita, conhecido como "Ceratothoa italica", mas apelidado pelos cientistas de Betty, gosta mesmo é de devorar línguas de peixe. No mar, ela penetra pelas brânquias de animais jovens, se aloja e cresce dentro de suas bocas, alimentando-se de sangue e da própria língua do bicho. Um estudo realizado no mar Mediterrâneo mostrou que essa espécie comedora de língua tem se tornado mais comum entre os peixes da região: de 30 a 47% dos peixes analisados tinham o parasita no lugar da língua.

Jerboa


Os ossos do pé do jerboa são maiores do que seus braços. O roedor bípede, que vive no deserto, usa os grandes pés para fugir dos predadores e, agora, cientistas buscam nele a resposta para saber como que os ossos sabem até que comprimento devem crescer 

Borboleta asa-de-vidro



A borboleta asa de vidro ("Greta oto") possui um tecido transparente nas asas, o que lhe garante este nome. A espécie é encontrada nas Américas do Sul, Central e Caribe

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Cupuaçu- Theobroma grandiflorum L.



Classificação Científica:


Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Malvales
Família: Malvaceae
Subfamília: Sterculioideae
Gênero: Theobroma L.
Espécie: T. grandiflorum

Cupuaçu é o fruto de uma árvore originária da Amazônia (Theobroma grandiflorum; ex - Sterculiaceae), parente próxima do cacaueiro. A árvore é conhecida como cupuaçuzeiro, cupuaçueiro ou cupu, é uma fruta extremamente saborosa típica da região norte brasileira, muito encontrada no Estado do Amazonas e adjacências. E muito usado na culinária doce, azeda e agridoce pelos nativos da Amazônia.

Características:


A árvore alcança uma média de 10 a 15 m de altura. Há referências de exemplares com até 20 m. As folhas são longas, medindo até 60 cm de comprimento e apresentam uma aparência ferruginosa na face inferior. 
As flores são grandes, de cor vermelho-escura e apresentam características interessantes: são as maiores do gênero, não crescem grudadas no tronco, como nas outras variedades de theobromáceas, mas sim nos galhos. 
Os frutos apresentam forma esférica ou ovóide e medem até 25 cm de comprimento, tendo casca dura e lisa, de coloração castanho-escura.
As sementes ficam envoltas por uma polpa branca, ácida e aromática. Os frutos surgem de janeiro a maio e são os maiores da família. O cupuaçu contém ferro, fósforo e proteínas, necessários para a formação celular, participando dos processos químicos que permitem a continuação da vida. Vitaminas: C (ácido ascórbico), excelente para evitar gripes, infecções e até o câncer, melhorando o sistema imunológico e varrendo os radicais livres; vitaminas do complexo B ( B1, B2, B5): B1 (tiamina), antiestressante e tonificante dos músculos; B2, (riboflavina), alivia olhos cansados e ajuda na formação das hemácias; B5 (ácido pantotênico), ajuda na proteção do organismo junto aos anticorpos. Possui também taninos, que ajudam a evitar inflamações e toxinas do organismo. As fibras evitam que o organismo acumule toxinas, evitam o ressecamento fecal e combatem a prisão de ventre.

Plantio:


Solos de terra firme e profundos, com boa retenção de água, fertilidade e com boa constituição física, pH entre 6,0 e 6,5 são tidos como ideais para o desenvolvido do cupuaçu.
Pode-se multiplicá-la através de enxertia e por sementes.


Propriedade Intelectual:

Nos últimos anos, o cupuaçu esteve no centro de um debate internacional sobre biopirataria. A empresa japonesa Asahi Foods teve seu registro de uso exclusivo do nome cupuaçu cancelado na União Européia, Japão e Estados Unidos. Esse resultado só foi alcançado após esforços conjuntos de ONG's do Brasil e o Governo brasileiro, passando por ações junto à Câmara dos Deputados e ao Senado Federal, contra a empresa japonesa.

Uso:


De sabor forte, o cupuaçu é comumente usado em sorvetes, sucos e vitaminas, que são muito consumidos e admirados em todo o país. Doces à base de cupuaçu são também muito admirados, tais como o creme, compotas, geléias e refrescos. Dentre outros usos importantes, acham-se o "vinho" (refresco sem álcool) e licores.
O cupuaçu é utilizado, também tradicionalmente, como ingrediente na confecção de bombons, que obtiveram reconhecimento em todo o país.
Outro uso relevantea do cupuaçu é na fabricação do cupulate, que é um produto cujo sabor se assemelha ao chocolate.
Na Bolívia, é fabricada uma bebida feita do cupuaçu que é vendida para vários países da Europa.
Há diversos estudos científicos, tanto no Brasil quanto no exterior, que utilizam as sementes do cupuaçu e sua polpa para tratar doenças no trato gastrointestinal. Essas pesquisas apontam também o uso do cupuaçu como antioxidante e como base para desenvolvimento de produtos de beleza
Fontes:
http://www.arara.fr
http://www.petitgastro.com.br
http://www.portalsaofrancisco.com.br
 

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