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sexta-feira, 27 de abril de 2012

Graviola - Anona muricato L.


Nomes populares: gravioleira e jaca-de-pobre.
Nome científico: Anona muricato L.
Família botânica: Annonaceae
Origem: América Central.

CARACTERÍSTICAS DA PLANTA

A graviola é uma fruta tropical de origem americana e é a mais perfumada e importante entre todas as frutas conhecidas como araticuns. Seu cultivo é comum em pomares domésticos de cidades e sítios das regiões norte e nordeste, onde é, seguramente, mais comercializada e consumida que em qualquer outro lugar do mundo. Tem-se como origem da gravioleira as terras baixas da América Tropical e vales peruanos; conhecida como guanábano (língua espanhola), soursop (lingua inglesa) e corossolier (língua francesa) é fruta tropical importante nos mercados da America Tropical sendo a Venezuela o maior produtor sul-americano. A sua importancia comercial no Brasil é pequena apesar da demanda crescente pela polpa do fruto no país, no Oriente Médio e na Europa (Alemanha e Espanha). No Nordeste brasileiro o município cearense de Trairi mantém plantios organizados dessa fruteira.

Árvore de até 6 m de altura com caule reto e copa reduzida formada por folhas largas. Flores grandes de coloração amarelo-pálida.

FRUTO

É o maior fruto da família, de forma ovóide, ou em forma de coração, com coloração verde, apresenta falsos espinhos carnosos curtos e moles. Polpa branca, doce, mas ligeiramente ácida. Possui muitas sementes escuras.
"Fruta bonita e grande, são como melões no tamanho e verdes. E por fora tem assinaladas umas escamas como a "pinha': E!rufa fria e para quando faz calor; e ainda que um homem coma uma graviola inteira, não lhe fará mal. A fruta e o seu manjar por dentro se parecem com natas ou com o manjar branco. Isso que se come, ou manjar, se desfaz logo na boca, como água, deixando um bom sabor."
- Fernández de Oviedo (século XVI) - citado por Clara Inés Olaya
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USO

Planta Alcaloides, como a anonina e a muricuna, são extraídos da casca do tronco, das folhas e das sementes; são destinados à produção de inseticidas.
Fruto -  A polpa é consumida ao natural, com açúcar ou compondo refrescos, sucos e sorvetes apesar de ser de difícil digestão (1,8% de celulose).
Prestando-se bem ao processamento a polpa é utilizada na indústria para produção de sucos concentrados, polpas congeladas, nectar, geleias, cremes, bebidas (Cuba), diuréticos e xaropes anti-escorbuticos.

COMPOSIÇÃO(100g)



Calorias
60kcal
Umidade
83.10g
Proteínas
1.00g
Fibra
1.10g
Cálcio
24.00mg
Fósforo
28.00mg
Ferro
0.50mg
Vitam. B1
0.07mg
Vitam. B2
0.05mg
Niacina
0.90mg
Vitam. C
26.00mg
pH
3.96
Brix
13.15%
Acidez
1.17%

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CULTIVO

Solo: planta tropical, não é exigente quanto ao solo. Prefere solo argiloso e seu desenvolvimento e mais favorável no Nordeste e Norte brasileiro, embora se reproduza em clima subtropical. 
Propagação: a propagação da gravioleira é feita através de processos assexuados - alporquia, estaquia, cultivo de tecidos e enxertia (garfagem - o comercial) - e processo sexual - via sementes. Para qualquer dos processos a planta matriz - fornecedora de ramos de tecidos, de gemas ou de sementes - deve ser vigorosa, precoce, sadia, e de boa produção. As sementes devem ser obtidas de frutos maduros e sadios e elas devem ser integras e vigorosas.

Colheita: gravioleiras provenientes de sementes iniciam a floração no 3º ou 4º ano pós-plantio e as enxertadas já no 1º ano de vida. A produção comercial aos 3 e 5 anos; ela permanece por 10 a 15 anos. Sugere-se que os frutos sejam colhidos logo que a coloração da casca passar do verde escuro para o verde-claro (perda do brilho da casca e polpa levemente mole se comprimindo o fruto com dedo). Após colheita o fruto é colocado em pratileiras em ambiente com 22ºC de temperatura e 40-50% de umidade relativa. Seis dias após o fruto estará comestível durando 2-3 dias. Tem sido registradas produções de 32 t. de frutos/há. (384 plantas de 6 anos - Havai), 10 t. /há (238 plantas de 8 anos) de gravioleiras.
Clima: requer temperatura média anual entre 25ºC a 28ºC (21-30ºC sem quedas abaixo de 12ºC), chuvas acima de 1.000 mm./ano bem distribuídos (100 mm./mês), com período seco na frutificação, umidade relativa do ar entre 75 e 80%. A região quente do semi-árido nordestino, com irrigação artificial, induz boa vegetação e produção à gravioleira.
Mudas: devem ser obtidas de produtores de mudas credenciados por organizações oficiais. Para pomares caseiros pode-se preparar mudas (via sementes) na propriedade rural.

Preparo das Mudas: vinte quatro horas antes do semeio, a semente é colocada em água fria para quebra de dormência. Sacos de polietileno com 35 cm de altura por 22 cm de largura e 0,2 mm de espessura, recebem 6 a 8 L de mistura formada de 2 partes de terra areno-argilosa e uma de esterco de curral bem curtido. Para cada m3 da mistura adicionar 200 g de calcário dolomítico, 200 g de cloreto de potássio e 250 g de superfosfato simples. A 2 cm de profundidade coloca-se 2 a 3 sementes por saco e irriga-se; entre 20 e 35 dias (até 60 dias) dá-se a germinação. Os sacos são dispostos em fileiras duplas distantes de 60 cm entre si e cobertos com sombrite ou folha de palmeira (50% de luz). Plantinhas com 5 a 10 cm de altura são desbastadas deixando-se a mais vigorosa. 4 a 5 meses pós semeio, muda com 30 a 40 cm de altura estará apta ao plantio definitivo. Para controle de pragas e doenças pode-se utilizar maeatiom 50 CE e oxicloreto de cobre 50 PM, em pulverizações de 10 em 10 ou de 15 em 15 dias. A partir do 3o mês permitir paulatinamente, a entrada de mais luz no viveiro. Manter solo no saco úmido, sem exagero.

INSTALAÇÃO DO POMAR

Preparo do solo: passa por derrubada, destoca, encoivaramento e queima (se área de mata); controle de cupins e formigas completam 3 meses antes do plantio efetuar aração (30 cm de profundidade) e uma a duas gradagens. Em caso de correção de solo, aplicar calcário antes da aração (metade da dose) e antes da 1o gradagem (outra metade).
Espaçamento/densidade:  espaçamento varia de 4 m X 4 m (625 plantas/há), a 8 m a 8 m(156 plantas/há). A variação deve-se do porte da planta, topografia do terreno, fertilidade, plantio consorciado ou não, definitivo ou temporário, condições climáticas... . Em terreno plano utiliza-se 6 m X 6 m (quadrado) , em área pouco acidentada 6 m X 6 m (triângulo); em solo fértil, rico em matéria orgânica 8 m X 8m e sob clima trópical úmido 6 m X 6 m ou 7 m X 7m .

Coveamento/ adubação básicacovas devem ter dimensões 60 cm X 60 cm e ser abertas 60 dias antes do plantio separando terra dos primeiros 20 cm. No fundo da cova coloca-se mistura de parte da terra separada com 20 L de esterco de curral curtido e, 200 g de calcário; enche-se a cova com outra metade da terra separada mais 600 g de superfosato triplo, 200 g de cloreto de potássio e 200 g de calcário dolomítico.
Plantio: deve ser feito em terrenos com altitude abaixo de 1.200 m, próximos a estradas, em áreas planas a levemente onduladas. No início da estação chuvosa efetua-se o plantio. Retira-se o fundo do saco, leva-se a muda à cova onde retira-se o resto do saco ao tempo em que se chega terra ao torrão comprimindo-a; a superfície do torrão deve ficar 2 cm acima do solo. Prepara-se uma bacia com 10 cm de altura a 30 cm do caule com 20 cm de palha seca. Irriga-se com 20 L de água e, em caso de ventos, tutora-se a muda (estaca enterrada ao lado que amarra a muda).
Consorciação: como cultura secundária pode-se consorciar-se à mangueira; como cultura principal, aceita leguminosas (feijão, amendoim, soja) ou milho, abobora, batatinha.

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TRATOS CULTURAIS

Manter cultura livre de ervas invasoras roçando as ruas de plantio e capinando em coroamento (projeção da copa da planta.
Poda de formação: cortar broto terminal a 60 cm do solo e selecionar 3-4 brotos bem distribuídos nos últimos 20 cm de altura do caule para formação da copa (não permitir altura acima de 2,2 m).
Poda de limpeza: eliminar ramos indesejáveis, ramos secos, doentes ou praguejados.
Adubação em cobertura: No início das chuvas aplica-se 15 litros de esterco de curral. A cada 3 meses aplicar 1 Kg da fórmula 10-13-15/planta, incorporando a 10 cm de profundidade numa área com limites 1/3 para dentro a 1/3 para fora do limite da copa.
Irrigação: Crê-se que a necessidade de água/dia da gravioleira está entre 3,5 e 4,0 mm

PRAGAS



Broca-do-Tonco: Cratosomus Sp. Coleoptera, Curculionidae - O inseto adulto é um besouro convexo de cor quase preta; a forma jovem, lagarta (broca), é branca, com cabeça escura, sem patas. A femêa ovipõe em orifício que faz na casca; a lagarta, saindo do ovo, penetra na madeira abre galeria no tronco e expele dejeções pelo orifício. O sinal do ataque é a presença de excrementos e exsudação pegajosa no tronco.
Controle: Injeção via orifício, de inseticida DDVP (10 ml. /10 litros de água).
Broca-do-fruto: Cerconata anonella Lepidoptera, Stenomidae - O adulto é mariposa branca-acinzentada com 25 mm. de envergadura que põe ovos sobre flores e pequenos frutos. O jovem (lagarta), cor de rosa ou verde-pardo, roe a casca do fruto penetrando para seu centro, destroe a polpa e aloja-se na semente. Frutos atacados apodrecem e caem.
Controle: Queimar frutos atacados (planta e chão), pulverizar frutos com inseticida triclorfom 50 SC (Dipterex a 0,2%) ou fentiom 50 CE (Lebaycia a 0,15%) a cada 10 dias. Ainda usa-se ensacamento do fruto com saco de papel parafinado.
Com outras pragas cita-se vespa-da-semente (Bephrateloides), moscas-das-frutas (Ceratitis, Anastrepha), lagarta-das-flores (Thecla) e tripes-do-fruto (Heliothrips) que podem ser controlados com paratiom, carbaryl, malatiom e fentiom.


DOENÇAS


Em Viveiro: Tombamento de Plantinha - (fungos Rhizoctonia, Fusarium) - Agentes atacam colo e raízes das plantinhas tombando-as.
Controle: preventivamente, tratando a terra para enchimento dos sacos com brometo de metila. Como tratamento pós germinação, pulverizar colo das plantinhas com benomyl 50 PM (Benlate a 0,1%).
Em Campo: antracnose - fungo Colletotrichum gloeosporioides Penz. - Fungo ataca ramos novos, flores e frutos pequenos provocando sua queda (umidade relativa e temperatura altas).
Controle: oxicloreto de cobre 50 PM (200 g. / 100 l. água) ou benomyl 50 PM (150 g. / 100 l. água) em pulverizações intercaladas de 10 em 10 dias.
Podridão Parda - fungo Rhizophus stolonifer Sac. - Fungo ataca flores e frutos, - na colheita e pós-colheita, penetrando através do penduculo causando podridão da polpa seguindo-se a mumificação do fruto.
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Fonte:
www.bibvirt.futuro.usp.br
www.camta.com.br
www.seagri.ba.gov.br


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