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Boa-noite - Catharanthus roseus.

A Catharanthus roseus é uma planta rústica e pouco exigente nativa e endêmica de Madagáscar. Na natureza selvagem esta espécie se encontra em processo de extinção, isso por causa da destruição do habitat pela queima e a agricultura.

Flores do Nordeste

Algumas flores encontradas no Nordeste.

Cica - Cycas revoluta

As Cycas, único gênero nessa família, são verdadeiros fósseis vivos, tendo sido muito abundantes no período jurássico.

Mucunã - Mucuna pruriens

A mucunã é uma planta pertencente à família Fabaceae. É conhecida popularmente como mucunã, mucunã-de-caroço e olho-de-boi, e encontra-se distribuída nas regiões de Planta proveniente da Índia, reconhecida pelas suas propriedades afrodisíacas.

Noni - Morinda citrifolia

O Noni contém muitos alcalóides que ajudam ao corpo humano a regenerar as cédulas danificadas e a incrementar as defesas do mesmo, de forma natural.

terça-feira, 18 de junho de 2019

Axolote - Conheçam o anfíbio que parece um Pokemon e tem poderes de X-MAN.


Axolotes, conhecidas também como “monstros da água”, são anfíbios um tanto quanto peculiares. A começar pelo fato de viverem sempre em ambientes escuros e de água doce, possuírem três pares de brânquias externas e terem alta capacidade regenerativa. Além disso, passam toda ou quase toda a sua vida em fase larval, embora se apresentem com capacidade de reprodução - modalidade esta denominada neotenia. 

Descrição:


Um axolote adulto pode medir de 15 a 45 cm embora o comprimento mais comum seja 23 cm e seja raro encontrar um espécime com mais de 30 cm. Os axolotes possuem características típicas do estado larval das salamandras, incluindo brânquias externas e barbatanas caudais desde o final da cabeça prolongando se por toda a extensão da cauda. Isso ocorre porque esses anfíbios apresentam tireoide rudimentar e não há liberação de hormônios tireoideanos, essenciais na metamorfose de anfíbios. Quando um axolote recebe hormônio tireoideano, transforma-se em animal adulto com características terrestres: pulmão e patas e perda da cauda por reabsorção, tornando-se muito similar à salamandra-tigre Ambystoma velasci (em muitos casos, essa metamorfose ocorre naturalmente).

As cabeças são amplas e possuem olhos sem pálpebras. Os machos são identificáveis apenas na época de reprodução pela presença de cloacas muito mais pronunciadas e de aspecto redondo.

O genoma do axolote é o maior já sequenciado, possuindo cerca de 32 bilhões de pares de bases, mais de 10 vezes maior que o genoma humano

Habitat:


Vivem geralmente em ambientes escuros e de água doce. Ao contrário do que ocorre com seus parentes próximos, como sapos e rãs, que passam a viver na terra quando deixam as formas larvais, os axolotes permanecem na água por toda a vida. O seu único habitat natural consiste dos lagos próximos da Cidade do México, em especial o lago Xochimilco e o lago Chignahuapan, este último no estado de Puebla. Atualmente, no lago Chignahuapan, são raramente encontrados. Isto se deve à predação dos seus ovos por espécies não autóctones introduzidas pelo homem. Além disso, a capacidade de regeneração do axolote também traz alguns problemas, uma vez que em certas zonas do México é apreciado em caldos e pela medicina naturista (como vitamínico).

Capacidade Regenerativa:


A espécie é intrigante, haja vista sua regeneração expressiva, apesar de sua alta complexidade em relação a outros seres com elevado potencial regenerativo, como esponjas, planárias e estrelas-do-mar É de causar inveja até ao Wolverine. O axolote é capaz de regenerar, por meio de desdiferenciação celular, membros inteiros, que são constituídos por estruturas não comumente regeneradas, como nervos, musculatura, ossos e vasos sanguíneos. É capaz ainda de reparar completamente metade de seu coração ou cérebro. Tais propriedades são frequentemente analisadas em laboratório.

Risco de Extinção:


Mesmo com capacidade de regeneração até mesmo de partes do cérebro e podendo respirar pelas guelras, pela boca e pela pele, o Axolote está em perigo de extinção. 

Um artigo publicado na revista científica Nature no final de 2017 mostrava que a espécie está cada vez mais próxima da extinção. Em 1998, existiam 6000 axolotes por quilômetro quadrado na região mexicana de Xochimilco; dois anos depois, este número tinha baixado para 1000 espécimes por quilômetro quadrado. Em 2008, dez anos depois, os números eram ainda mais preocupantes: havia apenas 100 axolotes por quilômetro quadrado. Em 2018, sobretudo por causa da poluição, há menos de 35 destes animais por quilômetro quadrado.

O axolote é um completo paradoxo de conservação, é provavelmente o anfíbio mais espalhado pelo mundo, em laboratórios e lojas de animais, e ainda assim está quase extinto na natureza. O que traz problemas: como existe uma baixa diversidade genética destes animais, são mais propensos a doenças.

Curiosidades:


1. O nome deste anfíbio, que em Nauatle significa "Monstro da Água", tem origem na mitologia asteca. Xolotl, o deus da deformação e da morte era irmão gêmeo da serpente emplumada Quetzalcoatl, teria sido morto metamorfoseado em axolotl. 

2. Um grupo de freiras do município mexicano de Pátzcuaro está a ajudar a criar e a devolver alguns destes animais ao seu habitat natural naquela região. Há anos que o grupo religioso utiliza estes animais na produção de um famoso xarope para a tosse, uma prática que passou de geração em geração — mas a forma como esse remédio é feito (e a maneira como os anfíbios entram na fórmula) não é revelada pelas freiras.

Com laboratórios dentro do mosteiro, as freiras tornaram-se mestres da criação de axolotes – e têm um papel importante na devolução de alguns destes animais ao seu habitat natural

Fontes:
https://pt.wikipedia.org
https://www.megacurioso.com.br
https://mundoeducacao.bol.uol.com.br
https://www.aquaa3.com.br


 

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