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Boa-noite - Catharanthus roseus.

A Catharanthus roseus é uma planta rústica e pouco exigente nativa e endêmica de Madagáscar. Na natureza selvagem esta espécie se encontra em processo de extinção, isso por causa da destruição do habitat pela queima e a agricultura.

Flores do Nordeste

Algumas flores encontradas no Nordeste.

Cica - Cycas revoluta

As Cycas, único gênero nessa família, são verdadeiros fósseis vivos, tendo sido muito abundantes no período jurássico.

Mucunã - Mucuna pruriens

A mucunã é uma planta pertencente à família Fabaceae. É conhecida popularmente como mucunã, mucunã-de-caroço e olho-de-boi, e encontra-se distribuída nas regiões de Planta proveniente da Índia, reconhecida pelas suas propriedades afrodisíacas.

Noni - Morinda citrifolia

O Noni contém muitos alcalóides que ajudam ao corpo humano a regenerar as cédulas danificadas e a incrementar as defesas do mesmo, de forma natural.

terça-feira, 27 de junho de 2017

Gilbardeira - Ruscus aculeatus


Ruscus aculeatus L. é uma espécie de fanerógama arbustiva, perenifólia, pertencente à família das asparagáceas, conhecida pelo nome comum de gilbardeira. A presença de cladódios rígidos terminados num acúleo dão às ramagens da planta um carácter rígido e áspero, o que levou a que tradicionalmente fosse utilizada na confecção de vassouras para limpezas exteriores. A espécie é considerada como sendo uma planta medicinal.

DIVISÃO:
Magnoliophyta
CLASSE:
Liliopsida
FAMÍLIA:Asparagaceae
GÊNERO:
Ruscus
ESPÉCIE:
R. aculeatus

Descrição

Ruscus aculeatus é uma planta perenifólia arbustiva, com 30–80 cm de altura, de cor verde-escuro, com rizomas subterrâneos, caracterizada pela presença de caules florais achatados, formando cladódios com a aparência de folhas endurecidas e terminadas num espinho. Os caules florais são masculinos ou femininos, em ambos os casos apresentando dois tipos de caules: os normais, lisos e arredondados; e  os modificados, com cladódios em forma de falsas folhas, de forma ovo-lanceolada de 2 a 3 cm de comprimento e terminando numa ponta rígida e perfurante.

As verdadeiras folhas estão ausentes nas plantas adultas, reduzidas ao espinho no ápice do cladódio. As estruturas rígidas com forma de folhas lanceoladas são na realidade caules modificados (os cladódios), já que as folhas são muito pequenas, em forma de escama, e normalmente passam despercebidas, aparecendo nas axilas e tendo apenas entre 3 e 4 mm de comprimento. Toda a superfície da planta faz fotossíntese, com excepção das folhas verdadeiras que se desprendem rapidamente.

As flores são pequenas, monóicas, com o sexo do ramo em que se instalam, de cor amarelo-esverdeada ou violácea, surgindo isoladas na parte central dos cladódios. Cada flor tem seis tépalas em dois verticilos, sendo que as flores femininas são tricarpelares, com ovário súpero, enquanto as masculinas têm três estames soldados pelos filamentos. A polinização é feita por insectos (entomogamia). Floresce no inverno e na primavera.


No outono e inverno, as plantas femininas produzem bagas vermelhas, com 10 a 12 mm de diâmetro, com duas sementes, as quais se destacam sobre o verde escuro da planta. As sementes são dispersas pelos dejectos das aves que comem os frutos (endozoocoria).

A planta também se reproduz pela via vegetativa através dos rizomas.

Ruscus aculeatus ocorre nas margens de florestas, em sebes e em margens de terrenos, sendo tolerante em relação ao ensombramento.

Utilização em medicina tradicional


Ruscus aculeatus é utilizada em várias formas em medicina tradicional e ervanária, sendo utilizada para melhorar a circulação sanguínea para o cérebro, pernas e mãos. É igualmente utilizada para aliviar a obstipação, reduzir a retenção de água e melhorar a circulação, nomeadamente no tratamento de veias varicosas e no redução de hemorróidas. Foi aprovada pela Kommission E da Alemanha e incluída nas instruções para o tratamento de hemorróides.

Um estudo publicado em 1999 sugere que R. aculeatus pode ser utilizada para reduzir os sintomas da hipotensão postural sem aumentar a tensão arterial na posição supina. A explicação para esse efeito parece incluir a estimulação dos adrenoreceptores venosos alfa-1 e alfa-2 e o decréscimo da permeabilidade capilar.




Taxonomia

A espécie Ruscus aculeatus foi descrita por Lineu e publicada na Species Plantarum 2: 1041, no ano de 1753.

Número de cromossomas de Ruscus aculeatus (Asparagaceae) e seus taxa infraespecíficos é 2n=40 ou n=18; 2n=36.


Sinonímia

    Ruscus parasiticus Gueldenst. (1787).
    Ruscus aculeatus var. angustifolius Boiss. (1882).
    Ruscus ponticus Woronow (1916).
    Ruscus aculeatus f. pumilus Druce (1931).
    Ruscus laxus Sm. 1797
    Ruscus flexuosus Mill. 1768
    Ruscus aculeatus subsp. laxus (Sm.) K.Richt. 1890
    Oxymyrsine pungens Bubani

Conheça os benefícios do chá de gilbardeira 


A gilbardeira é conhecida por ser utilizada como ornamento em festas natalinas como um símbolo de prosperidade. Em alguns lugares do mundo, as pessoas consomem os seus brotos quando ainda estão jovens, o sabor lembra o do aspargo, embora os brotos sejam mais amargos. A planta possui frutinhas vermelhas, semelhantes a cerejas, estas, porem, não devem ser consumidas pois são muito tóxicas e podem causar diarreia.


Benefícios da planta para a saúde

A ruscus aculeatus pode ser utilizada de várias maneiras e para vários motivos, sendo os principais ajudar no tratamento de doenças venosas como varizes, hemorroidas, dores e coceiras decorrentes de má circulação, inchaços e cãibras, reforçando as paredes das veias e aumentando a sua resistência e elasticidade.

Não só para tratar, mas a planta também é utilizada para melhorar a circulação sanguínea para os órgãos sendo os principais cérebro, rins e fígado e membros do corpo como braços e pernas. Suas propriedades também permitem que a planta seja utilizada para tratar de prisões de ventre além de possuir substancias anti-inflamatórias e ser um bom diurético, o que faz o corpo não reter mais água e elimina várias substancias tóxicas do corpo humano.
Conheça os benefícios do chá de gilbardeira e trate doenças

Como utilizar a planta


A parte da planta mais utilizada para se fazer remédios naturais são as suas raízes, e os medicamentos podem ser utilizados tanto via interna como externa. Existem alguns cremes e supositórios que possuem a gilbardeira como ingrediente principal, ela também pode ser ingerida por cápsulas que são encontradas em lojas de produtos naturais, mas a planta é geralmente mais utilizada em forma de chá, seja para beber ou para ser aplicado em forma de compressas.
 


Chá de gilbardeira

-2 colheres de sobremesa da raiz da gilbardeira triturada
-600ml de água
-Açúcar, adoçante ou mel para adoçar (opcional)

Coloque a água em um recipiente no fogo, assim que começar a fervura desligue o fogo. Coloque a raiz de gilbardeira triturada dentro da água, tampe a panela e deixe descansar por aproximadamente cinco minutos. É recomendável o consumo de duas xícaras do chá por dia.


Precauções


Apesar de ser um remédio natural e ser bastante seguro, não é recomendável que seja usado por pessoas com pressão alta, gestantes, lactantes e crianças menores de 12 anos.

Fontes:
https://pt.wikipedia.org/wiki/Ruscus_aculeatus
https://www.chabeneficios.com.br








 

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