Pages

quarta-feira, 23 de maio de 2018

Mantis: A Lagosta Boxeadora


Dê uma olhadinha no belíssimo animal acima. Ele tem uma aparência incrível, não é mesmo? Com tantas cores e cheio de estruturas interessantes. O mantis shrimp”, conhecido por vários nomes, como lagosta-boxeadora, tamarutaca e esquila, realmente é fantástico. Tanto que o pessoal do site The Oatmeal criou um infográfico superinformativo especialmente para esse crustáceo.

Características Gerais

Classificação Científica e
Reino: Animalia
Filo: Crustacea
Classe: Malacostraca
Ordem: Stomatopoda
Família:
Gênero:
Espécie:
Odontodactylidae
Odontodactylus
O. scyllarus
O. scyllarus é uma das largas espécies de lagostas coloridas, chegando a 18 cm. De coloração verde, com pernas laranjas e com a carapaça com estampas tipo leopardo.

Odontodactylus scyllarus vive em tocas que constrói nos fundos dos corais, ou através de buracos deixados por outros animais, em rochas e substratos próximos de corais de recifes a cerca de 40 metros de profundidade.

Pense num bicho invocado...

Para começar, as lagostas-boxeadoras contam com olhos incríveis, que possuem três pontos focais cada e são capazes de enxergar do espectro ultravioleta ao infravermelho. Para que você tenha uma ideia, o olho humano contém milhões de células fotorreceptoras, entre elas os cones, que são as que nos permitem ver as cores.
São capazes de desferir um dos mais rápidos e violentos golpes do reino animal, seu soco fora registrado com uma velocidade de 80 km/h e aceleração similar a uma arma calibre .22. A força do impacto do soco é de 60 kg/cm². Essa força esmagadora é a responsável pelo seu título de "lagosta-boxeadora" e é capaz de facilmente quebrar a carapaça de um caranguejo, as conchas duras e calcificadas de gastrópodes ou até mesmo quebrar o vidro reforçado de um aquário.

Explosão de cores

Fonte da imagem: Reprodução/Wired
Nossos olhos possuem três tipos desses receptores — que respondem à luz azul, verde e vermelha —, que nos permitem perceber o espectro de cores que vemos. Os cães contam com apenas dois tipos de cones (verde e azul), e é por isso que eles vêm tons de azul, verde e um pouco de amarelo. Já as borboletas, sortudas, possuem cinco tipos de cones, o que significa que elas conseguem enxergar cores que o nosso cérebro é incapaz de processar.
Contudo, as lagostas-boxeadoras são um crustáceo tão sensacional que elas não possuem dois, três ou cinco tipos de cones apenas. Elas contam com 16! Assim, o arco-íris que elas enxergam deve ser uma verdadeira explosão termonuclear de cores, luz e beleza. Mas, como a grande maioria das criaturas, esses animais também possuem um lado obscuro. No caso das tamarutacas, esse lado é negro e sanguinário.

Pesadelo dos mares


Fonte da imagem: Reprodução/Planet Animal Zone
As lagostas-boxeadoras costumam ser encontradas próximo à costa de mares tropicais e subtropicais e são predadoras letais que se alimentam de caranguejos, camarões, moluscos e peixes. Na verdade, apesar de não serem muito grandes — entre 15 e 30 centímetros —, as tamarutacas são um verdadeiro pesadelo dos oceanos, sendo consideradas como um dos animais mais violentos do planeta.
Elas possuem duas patas superpoderosas na parte dianteira que, quando acionadas, são capazes de proferir um golpe com a mesma aceleração de um disparo de uma arma do calibre 22 e força de impacto de 60 kg/cm3! E isso em menos de 1/3.000 de segundo, o que significa que, se um humano pudesse acelerar os braços com 1/10 desse poder, seria possível lançar uma bola de baseball em órbita ao redor da Terra.

Golpe ninja

Essas patinhas se movem tão depressa que a água próxima a elas chega a ferver — em um fenômeno chamado supercavitação —, além de provocar uma onda de choque capaz de matar a presa mesmo que a lagosta maldita erre o golpe. Assim, com esse movimento ninja, as tamarutacas assassinam outros animais, despedaçando os coitados, mesmo que contem com carapaças protetoras. Veja um ataque a um pobre caranguejo no vídeo a seguir:
Aliás, tipicamente os aquários não mantêm espécimes de mantis entre os seus animais, já que graças aos seus hábitos violentos e sanguinários, eles não curtem dividir o espaço com outros bichinhos, massacrando seus vizinhos. Além disso, devido ao seu golpezinho ninja de nada, a lagosta-boxeadora é capaz de destruir os vidros dos tanques.

Mais curiosidades:

Fonte da imagem: Reprodução/Planet Animal Zone
    • Seus membros são tão poderosos que os cientistas estão estudando a estrutura de suas células para desenvolver novas armaduras para as tropas de combate;
    • A Força Aérea norte-americana “encomendou” uma pesquisa para o desenvolvimento de aeronaves militares mais resistentes com base no revestimento das patas golpeadoras do mantis;
    • Existem estudos baseados na visão superpoderosa das tamarutacas para melhorar os componentes ópticos — como os dos leitores de CD e DVD, por exemplo — utilizados atualmente.

Fonte:

https://www.megacurioso.com.br
https://pt.wikipedia.org

Galeria:












segunda-feira, 14 de maio de 2018

7 Lugares Onde a Natureza Venceu a Civilização.

1. Vila Houtouwan, na China 

Depois de serem abandonadas pelos pescadores que nelas moravam, as casas desta ilha chinesa foram transformadas em espaços verdes pela natureza.



2. Kolmanskop, na Namíbia

A extração de diamantes fez esta cidade africana se desenvolver freneticamente no início do século 20, mas, depois de o minério ter se esgotado na década de 1950, as oportunidades de trabalho acabaram mudando de endereço. Isso fez com que o lugar, desabitado, acabasse sendo tragado pelas areias do deserto. 



3. Ta Prohm, no Camboja

Entre os séculos 9 e 12, a maior parte do Sudeste Asiático era dominada pelo Império Khmer, que ergueu edificações sagradas faraônicas, como, por exemplo, o templo de Angkor Wat. Mas, além dele, há outra construção no complexo arquitetônico Khmer que chama bastante a atenção: a Ta Prohm, que está tomada por árvores que crescem por dentro e fora das suas ruínas. O templo foi um dos cenários do filme “Lara Croft: Tomb Raider”, estrelado por Angelina Jolie e lançado em 2001.



4. Ilha de Ross, na Índia

Da mesma forma que o templo Ta Prohm, no Camboja, as construções desta ilha indiana também estão sendo regeneradas pela vegetação. Só que, neste caso, a ocupação da natureza foi iniciada somente na década de 1940, quando a ilha foi abandonada por seus moradores depois de ser assolada por um terremoto e invadida por japoneses. 



5. Pripyat, na Ucrânia

Esta era uma das cidades que ficavam próximas à usina de Chernobyl que, após o acidente nuclear, precisaram ser totalmente evacuadas. Depois que os seus quase 50 mil habitantes a deixaram, ela passou a ser povoada por lobos, cavalos selvagens, javalis e castores.



6. Vila Epecuén, na Argentina

As águas salgadas do lago Epecuén atraíam dezenas de milhares de turistas da capital argentina na alta temporada. Porém, em 1985, o badalado destino ganhou as manchetes de forma trágica: depois de um inverno chuvoso, o nível da água do lago se elevou em 10 metros, obrigando os moradores e comerciantes da região a abandonarem as suas casas às pressas. Hoje em dia, depois de o volume-d’água ter abaixado, é possível ver o cenário desolador deixado pela devastação.



7. SS Ayrfield, na Austrália

Por muitos anos, a baía de Homebush, em Sidney, na Austrália, foi utilizada como uma espécie de desmanche de lixo industrial — o que incluía, também, navios inutilizados. Uma das embarcações, chamada SS Ayrfield, foi levada até lá para ser desmantelada, porém, por alguma razão desconhecida, desistiram de submergi-la. O que aconteceu é que, depois de mais de quatro décadas flutuando, ela virou uma floresta flutuante e revela a impressionante capacidade de a natureza regenerar os espaços mais inusitados. 



Fonte:

https://www.megacurioso.com.br

quarta-feira, 9 de maio de 2018

Rosa-do-deserto - Adenium obesum


CARACTERÍSTICAS GERAIS:

A rosa-do-deserto é uma planta herbácea, suculenta, de aspecto escultural e floração

Classificação Científica e
Reino: Plantae
Divisão: Angiosperms
Classe: Eudicots
Ordem: Asterids
Família:
Gênero:
Espécie:
Apocynaceae
Adenium
A. obesum 
exuberante. O obesum do nome científico vem daquilo mesmo que você imaginou ao ver as fotos que ilustram este post: ela é gorducha. Embora comungue o nome popular, a rosa-do-deserto nada tem a ver com a rosa comum. Pertencente à família das apocináceas.

Seu caule é engrossado na base, uma adaptação para guardar água e nutrientes em locais áridos. Alcança de 1 a 3 metros de altura se deixada crescer livremente. Apresenta folhas dispostas em espiral e agrupadas nas pontas dos ramos. Elas são inteiras, coriáceas, simples, de forma elíptica a espatulada, verdes e com nervura central de cor creme. Raríssimas variedades apresentam variegações, com folhas creme, salpicadas de verde.

FLORAÇÃO:


Ela começa a dar flores logo cedo, podendo ser obtidas em plantas jovens, com apenas 15 cm de altura. O florescimento geralmente ocorre na primavera, sendo que há possibilidade de sucessivas florações no verão e outono. As flores são tubulares, simples, com cinco pétalas e lembram outras da mesma família como Alamanda, Jasmim-manga e Espirradeira. As cores são variadas, indo do branco ao vinho escuro, passando por diferentes tons de rosa e vermelho. Muitas variedades apresentam mesclas e degradeés do centro em direção as pontas das pétalas. Há ainda variedades de flores dobradas.

CULTIVO:

Deve ser cultivada sob sol pleno ou meia-sombra, em solo perfeitamente drenável, neutro, arenoso, enriquecido com matéria orgânica e irrigado a intervalos esparsos e regulares. Não tolera o frio abaixo de 10ºC ou encharcamento. Apesar dessas exigências em drenagem não é bom deixá-la muito tempo sem regas. Em países de clima temperado e frio ela se torna semi-decídua e deve ser conduzida em estufas aquecidas no inverno.

Ainda que tolere meia-sombra, florações abundantes só serão obtidas sob sol pleno. Podas de formação devem ser criteriosas para não formar deformidas não naturais e cicatrizes feias na planta, e luvas, pois sua seiva é altamente tóxica. Multiplica-se por sementes e estacas.
Plantio – Como a maioria das suculentas, ela necessita de solos com drenagem radical. O vaso tem de ter furos: é bom preencher o fundo com pedras e areia e completar com substrato bem leve, composto de matéria orgânica descompactada e areia grossa. Dica preciosa: nunca deixe prato embaixo do vaso, para não correr o risco de ficar água acumulada.

Rega – A rosa-do-deserto abomina o excesso d’água. Mas, paradoxalmente, também não gosta da seca total. Conforme a época do ano, duas a três regas comedidas por semana estarão de excelente tamanho. Em épocas como o inverno,  quando ela tende a perder as folhas e entrar em dormência nas regiões mais frias, o volume de água deve ser reduzido ainda mais. Dica preciosa: na dúvida, enfie a ponta do dedo na terra para sentir o grau de umidade. O solo deve estar sempre ligeiramente úmido, nunca seco ou molhado demais.

Luz – Ela é uma planta de sol pleno e abrasador – imagine um ambiente das Arábias. Pode, no entanto, adaptar-se à meia-sombra bem iluminada, desde que tome pelo menos de 5 a 6 horas de sol direto. Dica preciosa: a rosa-do-deserto pode ser susceptível ao excesso de chuvas, mesmo estando plantada num vaso ou canteiro bem drenado. Procure colocá-la num ponto com proteção de outras plantas – e não hesite em mudar o vaso de lugar em períodos exageradamente chuvosos.
Cuidados – A rosa-do-deserto se beneficia de uma adubação química à base de fósforo, uma ou duas vezes ao ano – mas, atenção, faça isso sempre com comedimento. O adubo só deve ser aplicado após as regas, para não queimar as raízes. Dica preciosa: de vez em quando, vale conferir se o caule/raiz aérea está firme. Se estiver amolecido, é sinal de problemas: falta ou excesso de água, pragas ou podridão das raízes – o que às vezes pode ser sanado com uma poda radical das mesmas e o transplante para um vaso com novo substrato.

OUTRAS INFORMAÇÕES:

Um detalhe curioso é que as partes inchadas, que lembram o aspecto de uma pata de elefante, são compostas basicamente pelas raízes que se projetam para fora do chão. O culto à rosa-do-deserto fez surgir uma infinidade de técnicas que visam produzir combinações de cores inéditas, flores com design diferenciado e principalmente raízes nos formatos mais improváveis.
A rosa-do-deserto é uma planta que desperta aficcionados em todo o mundo, da mesma forma que orquídeas, bromélias, cactos, suculentas, carnívoras e bonsais. Há colecionadores dedicados à esta fantástica espécie, que produzem plantas com caules excepcionalmente esculturais e florações magníficas. Essa espécie ainda permite enxertia (garfagem), o que é bastante interessante para se produzir, uma mesma planta, flores de variedades diferentes. Plantas antigas, de variedades raras, e bem trabalhadas alcançam preços exorbitantes no mercado, assim como bonsais.
Um dos segredos para deixar a base do caule interessante é levantar um pouco a planta, deixando a parte superior das raízes exposta a cada replantio, que deve ser realizado a cada 2 ou 3 anos. A planta enraizará normalmente. Para obter um aspecto engrossado e florações intensas, a utilização de um fertilizante de boa qualidade é fundamental. Ela não é muito exigente em nitrogênio, portanto uma fórmula específica de floração, que contenha mais fósforo é indicada. Jamais fertilizar uma planta sem antes irrigá-la, sob pena de queimar raízes e provocar queda das folhas.

FONTES:

https://www.jardineiro.net
https://veja.abril.com.br

GALERIA:



















 

Blogger news

Nº de Visualizações

About