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quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Temperos para se plantar em casa: Salsa

Salsa ou salsinha (Petroselinum sativum), de folha lisa ou crespa (menos comum), é uma das ervas mais versáteis. Seu sabor delicado, com toques sutis de anis, combina com quase tudo: bolinhos, ensopados, recheios de tortas, sopas. Os talos são indicados para aromatizar caldos. Já as folhas, por serem resistentes, podem ser muito bem picadas com uma faca afiada sem perder seu bonito tom verde escuro, uma delícia na finalização de pratos como filés grelhados, sopas quentes e frias, purê e salada de batatas.


Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Liliopsida
Ordem: Apiales
Família: Apiaceae
Género: Petroselinum
Espécie: P. crispum

Descrição

É uma planta bienal que, no primeiro ano, forma uma roseta de folhas muito divididas, alcança de 10 a 25 cm de altura e possui talos que podem chegar a exceder 60 cm, com floríferos de 1 a 3 cm e um tubérculo usado como reserva para o inverno. No segundo ano, desenvolve um talo de flor de até 75 cm de altura com folhas esparsas e umbela de topo plano com diâmetro de 3 a 10 cm, com várias flores verde-amareladas de 2 mm de diâmetro. As sementes são ovoides de 2 a 3mm. A planta normalmente morre após o amadurecimento das sementes.

Cultivo

O cultivo da salsa faz-se há mais de trezentos anos, sendo uma das ervas aromáticas mais populares da gastronomia mundial.

A reprodução é feita por sementes, num local ensolarado e em solo drenado que não seja demasiado compacto. Também pode ser cultivada em vasos fundos numa janela ensolarada. Desenvolve melhor entre 22 e 30 °C. A germinação é lenta, durando de quatro a seis semanas,  e, frequentemente, difícil, devido à furanocumarina que envolve a sua semente. Plantas cultivadas a partir dos talos são normalmente espaçadas em 10 cm, enquanto as cultivadas pela raiz são espaçadas em 20 cm para permitir o desenvolvimento da raiz. 

A salsa atrai alguns animais. Certas espécies de borboletas põem seus ovos na planta. Quando eles eclodem, saem lagartas pretas com listras verdes e pontos amarelos que se alimentam da planta por duas semanas, até formarem a pupa. As abelhas e outros insetos que se alimentam de néctar visitam as flores, enquanto pássaros, como o pintassilgo-comum, se alimentam das sementes.

No cultivo, a salsa é subdividida em vários grupos cultivares dependendo da forma da planta, que é relacionado a seu uso final. Elas são frequentemente tratadas como variedades botânicas, mas são seleções de cultivo, não de origem botânica natural.

Salsa de folhas
Os dois grupos principais de salsinha usados como ervas são as de folhas crespas (i.e.; P. crispum crispum group; syn. P. crispum var. crispum) e folhas lisas (P. crispum neapolitanum group; syn. P. crispum var. neapolitanum); desses, o grupo neapolitanum se aparenta mais com a espécie selvagem. Alguns preferem cultivar a salsinha de folha lisa por ser mais fácil, sendo mais tolerante à chuva e ao sol, além de ter o sabor mais forte (apesar de discutível), enquanto a salsinha de folhas crespas é preferida por outros devido à sua aparência mais decorativa. Um terceiro tipo, cultivado no sul da itália, tem galhos grossos, parecidos com o salsão.


Salsa de raiz
A variedade de salsa grande Petroselinum crispum tuberosum (P. crispum radicosum group, syn. P. crispum var. tuberosum) possui uma raiz engrossada axonomorfa, parecida com a cherovia, que se consome como hortaliça crua ou cozida. Esta variedade tem folhas maiores e mais rugosas que a salsa comum, mais semelhantes à espécie silvestre.

Uso na culinária 


Na culinária, é muito utilizada em saladas, sopas, guisados, peixe, refogados e outros pratos. É uma erva muito usada em guarnições. Ajuda a refrescar a respiração depois de ingerir alho. 

Contraindicações e efeitos colaterais da salsinha 

Grandes quantidades devem ser evitadas durante a gravidez, vez que a apiole é um estimulante uterino. Alguns pássaros se intoxicam com salsa, no entanto, a maioria dos outros animais se alimentam dela. Grandes quantidades de sementes devem ser evitadas. 

História e curiosidades 


Dioscórides, herborista grego, nomeou o gênero Petroselinum, onde petro significa “pedra” e selinon significa “aipo”. Os gregos antigos acreditavam que a salsa pulou do sangue de Archemorus, o Arauto da Morte e, por isso guerreiros evitavam comer a erva antes das batalhas. A erva já foi usada para fazer grinaldas para mortos e colocadas em suas tumbas. A salsa era associada com Persephone, a rainha do mundo dos criminosos. Romanos usaram guirlandas de salsa durante banquetes para prevenirem a embriaguez. Já foi utilizada para adornar atletas gregos vitoriosos nos Jogos de Nemeia. As sementes são plantadas tradicionalmente na sexta-feira. Durante a Idade Média, era usada como um antídoto para venenos.

A salsa como erva medicinal

A salsa possui vitaminas e minerais que são muito importantes e benéficos para ajudar a prevenir e combater um grande número de doenças. Os usos mais conhecidos da salsa são os seguintes:
  • A salsa é uma erva que tem a capacidade de proteger o fígado e os intestinos de diferentes tipos de câncer que podem chegar a afetá-los. Suas propriedades anticancerígenas encontram-se em um de seus componentes conhecido como miristicina. Além disso, protege o cérebro ao prevenir tumores que podem aparecer a qualquer momento.
  • A salsa possui grandes propriedades estimulantes da digestão, é antiflatulenta e carminativa. Ajuda a expulsar o excesso de gases evitando a sensação de peso, também favorece o organismo a eliminar as toxinas que estão acumuladas, e principalmente, protege os rins ao impedir a formação de cálculos renais.
  • Possui poderosos agentes antioxidantes que protegem as células do envelhecimento. Permite manter a pele saudável, posto que esta planta possui propriedades antibacterianas e anti-inflamatórias, sendo de grande ajuda para todas aquelas pessoas que sofrem de acne, manchas e outros problemas relacionados.

  • Também é um grande alimento, já que traz minerais como o fósforo, cálcio, ferro e enxofre, além de grandes quantidades de vitamina C e betacaroteno, o qual é muito importante para fortalecer o sistema imunológico.  

  • A salsa fresca é rica em vitaminas e a sua celulose ajuda o movimento intestinal. Além de seu largo uso decorativo, a salsinha provê vários benefícios à saúde. É uma boa fonte de antioxidantes (especialmente luteolina), ácido fólico, vitamina C e vitamina A. Entre os benefícios à saúde declarados estão propriedades anti-inflamatórias e melhora no sistema imune.

Entretanto, relembramos que a salsa não deve ser consumida em excesso por mulheres grávidas. É segura em quantidades normais de alimento, mas, em grandes quantidades, pode ter efeito indutor de parto, devido a um dos componentes do óleo essencial, o apiol.



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Fonte:
http://www.plantasmedicinaisefitoterapia.com/
https://pt.wikipedia.org/
http://www.meucantinhoverde.com/
https://melhorcomsaude.com










terça-feira, 19 de setembro de 2017

Temperos para se plantar em casa: Manjericão



Estamos começando hoje uma série que pretende mostrar coisas simples que a natureza nos oferece e que você pode ter em casa. Iremos começar pelos temperos. Então, com vocês o Manjericão.
Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Lamiales
Família: Lamiaceae
Género: Ocimum
Espécie: O. basilicum


O manjericão (também chamado de alfavaca, alfavaca cheirosa ou basilicão) é uma planta perene que mede aproximadamente 60 cm de altura, sendo originária da Ásia e África. O manjericão é uma planta herbácea, aromática e medicinal, conhecida desde a antiguidade pelos indianos, gregos, egípcios e romanos. Ele é envolto de cultura espiritual e simbologismos, sendo, inclusive, considerado sagrada entre alguns povos hindus, por representar Tulasi, esposa do deus Vishnu. Está relacionado com sentimentos de ódio, amor e luto, mas com certeza é mais amplamente conhecido pelos seus poderes culinários.

É uma planta conhecida pelos seus galhos com muitas ramificações, com suas folhas postas, com um formato oval, e pela sua cor verde clara. O manjericão tem flores brancas e um pouco rosadas. Uma das características das suas flores é a sua disposição tipo espiga. As suas sementes são pequenas e pretas. É usual serem retiradas as suas primeiras florações para aumentar o número de folhas e o ciclo da planta.

Culinária:

O manjericão é usado, principalmente, em molhos para massas e carnes, e no tempero de omelete, frango e salada. O manjericão é uma erva altamente nutritiva. Ele fornece cerca de 20 calorias por 100 gramas de seu consumo. Contém óleos essenciais, fornece aroma calmante e benefícios à saúde. Ele é uma fonte de fibra dietética, de proteína e contém principalmente água. Várias vitaminas como a vitamina A, vitamina B, vitamina C, vitamina E e vitamina K podem ser encontradas na mesma. Manjericão é também uma boa fonte de minerais, como zinco, cálcio, manganês, magnésio, ferro e potássio.

Variedades:

Existem entre 50 e 150 espécies diferentes de manjericão. Nem todas são comestíveis, mas algumas dezenas disso tudo são muito apreciadas na culinária.




Manjericão Miúdo (1): Tem folhas bem pequenas e delicadas flores brancas. Um sabor suave e delicioso. Eu fiquei com a língua levemente dormente depois de comer algumas folhinhas cruas.

Manjericão Comum ou Manjericão alfavaca (2): É um dos tipos mais fáceis de encontrar aqui no Brasil. A folha tem uma espessura fina e o sabor é de média intensidade. Igualmente delicioso. Este e o italiano são os mais conhecidos para fazer um bom molho pesto.
Manjericão Thai Sweet (3): De origem tailandesa, esse manjericão é intenso, com característico sabor e odor de anis. Refrescante, folhas mais carnudas que o manjericão comum. Floresce relativamente cedo, lindas flores roxas com branco. Comprei as sementes no Rare Seeds e todas germinaram super bem no RS.

Manjericão roxo (4): Suave e com fraco aroma. Ótimo para usar na decoração de pratos, já que a tonalidade arroxeada dá uma graça extra
Manjericão italiano (5): Odor intenso, folhas de espessuras mais grossa que o comum e curvadas. Levemente amargo quando cru e com leve sabor de cravo.

Cultivo:



Clima: o clima preferencial do manjericão é o clima subtropical, que se caracteriza por ser quente e úmido, pois esta é uma planta sem resistência a geadas. Em regiões em que o clima quente predomina, pode ser cultivado o ano todo.

Luminosidade: para florescer e revelar todo o seu esplendor, esta planta necessita de sol pleno. Além da temperatura, o manjericão precisa ser plantado em lugar com alta luminosidade, onde fique exposto a, pelo menos, 3 horas de sol por dia.

Solo: o solo ideal para o manjericão tem que ser abundante em matéria orgânica. Para obter um solo propício para a plantação da planta, são 3 Kg/m2 de composto orgânico.
O solo em que a muda for plantada deve receber irrigação diária e moderada.
 
Propagação: para a reprodução da planta, é necessário retirar alguns galhos e deixá-los mergulhados em água até surgirem raízes, altura em que se deve retirar os galhos da água e proceder à sua plantação.
O manjericão precisa ser cultivado em lugares com temperatura superior a 18°C.

Plantio: é necessário terra afofada e fértil (adubada). As sementes devem ser plantadas a pouca profundidade, cerca de 1 cm, contendo duas ou três sementes por buraco. O local para plantio (vaso, sementeira, solo) deve receber pelo menos quatro horas diárias de sol, pois o manjericão se dá muito bem com esta luz natural.
Regas: não são necessárias diariamente, afinal, o excesso de água pode encerrar a vida de nosso queridão manjericão. Sendo assim, devem ser efetuadas a cada dois ou três dias, ou então, quando a terra da parte superior estiver seca.


Adubação: a cada 40 dias é recomendada e necessária, podendo ser feita com cerca de 2 colheres de sopa bem cheias de húmus de minhoca. Dê uma afofada na camada superficial, espalhe o húmus e regue em seguida.

Vale lembrar que o manjericão não resiste a geadas, que gostam muito de sol e se adaptam bem em climas tropicais ou subtropicais. Caso o clima esteja frio ou chuvoso, observe o solo e diminua a quantidade de água.


Poda: é uma parte fundamental para o crescimento e desenvolvimento do manjericão. E é aqui que muitas pessoas acabam perdendo seu manjericão devido a falta de poda ou forma errônea de realizá-la. É necessário sempre (e aqui destacamos o sempre) cortar as flores do manjericão, pois isso mantém a planta jovem e saudável por mais tempo e ainda preserva o sabor das folhas. Pelo fato de flores funcionarem como um dreno nas plantas, acabam consumindo muita energia, por isso faz-se necessário a retirada das mesmas.


Recomenda-se que as folhas sejam colhidas quando a planta atingir 1,2 metro de altura. Isso ocorre geralmente após 60 dias do plantio. Porém, a primeira colheita é indicada somente após três meses de plantio.



Propriedades medicinais:

Na medicina tradicional, é usado como planta medicinal. As suas folhas e flores são utilizadas no preparo de chás, por suas propriedades tônicas e digestivas, sendo indicados ainda para problemas respiratórios e reumáticos.
O óleo essencial de manjericão (menos de 1%) tem uma composição complexa e variável, segundo o clima, o solo, a época da colheita, etc. Os mais importantes componentes aromáticos são cineol, linalol, citral, estragol, eugenol e cinamato de metila, embora não necessariamente nessa ordem. Outros monoterpenos (ocimeno, geraniol, cânfora), sesquiterpenos (bisaboleno, cario­fileno) e fenilpropanóides (metil eugenol) podem estar presentes, em concentrações variáveis, com forte influência sobre o sabor. 
As vitamina A e C são algumas das vitaminas mais abundantes na folha do manjericão. Sendo indicadas para o ardor ao urinar. As suas folhas são também fantásticas para produzir compressas, que devem ser aplicadas nos mamilos doloridos das lactantes. Outra das características da folha do manjericão é o auxílio à boa circulação e dores reumáticas, sendo também bom para tosse e resfriados. O manjericão favorece igualmente a digestão e reduz a fadiga. Uma outra utilidade que é reconhecida ao manjericão é o seu uso em pomadas antibacterianas.


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Fontes:
http://revistagloborural.globo.com
https://casa.abril.com.br
http://www.jardineiro.net
https://pt.wikipedia.org
https://blog.plantei.com.br 
http://comofazerhorta.com.br/

terça-feira, 12 de setembro de 2017

Tiririca - Cyperys rotundus

Classificação:

Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Liliopsida
Ordem: Poales
Família: Cyperaceae
Género: Cyperus
Espécie: C. rotundus

A Cyperus rotundus, mais conhecida como tiririca, ou junça, é uma planta pequena, de rápido desenvolvimento, pertencente à família Cyperaceae, e ao gênero Cyperus. Produz pequenos tubérculos de alto poder regenerativo (um único tubérculo cortado pode dar origem a várias plantas) ricos em fitormônios, sendo usado inclusive na produção de mudas de outras plantas por estaqueamento. É uma erva daninha de difícil controle no campo, quer seja por controle mecânico (capinas) ou mesmo por herbicidas.

Etimologia:



A origem do nome rotundus vem do adjetivo latino que significa "redondo", numa alusão aos tubérculos arredondados que se formam no solo. "Tiririca" originou-se do tupi tyryryka

Descrição:

É provável que o local de origem da tiririca seja a Índia. É considerada uma das espécies vegetais com maior amplitude de distribuição no mundo. Está presente em todos os países de clima tropical e subtropical e em muitos de clima temperado. No Hemisfério Norte ocorre a partir do sul dos Estados Unidos e da Europa, aumentando sua presença em direção aos trópicos.

No Brasil, ocorre praticamente em toda a extensão territorial.

Com enorme capacidade de multiplicação, Cyperus rotundus pode formar até 40 toneladas de matéria vegetal por hectare. Para isso, extrai o equivalente a 815 kg de sulfato de amônio, 320 kg de cloreto de potássio e 200 kg de superfosfato por hectare, calculados para 30 toneladas de massa vegetal.

Cyperus rotundus é uma planta perene, com reprodução por sementes, mas proporcionalmente pouco significativa, pois menos de 5% das sementes formadas são viáveis. A principal multiplicação é por tubérculos e bulbos subterrâneos. Em temperatura baixa, o seu desenvolvimento e multiplicação se dão com lentidão. Temperatura elevada é muito bem tolerada; na verdade não se conhece outra espécie vegetal que tolere temperaturas mais altas que Cyperus rotundus. Sua capacidade de sobrevivência em condições adversas é enorme. Períodos prolongados de seca ou inundação do terreno são suportados. Os tubérculos perdem a viabilidade se dessecados e o revolvimento do solo em época seca ajuda a diminuir o número de tubérculos viáveis na área. A parte aérea é sensível a sombreamentos, podendo-se até eliminá-la com sombreamento prolongado. A fotossíntese é efetuada pelo ciclo C4, altamente eficiente em regiões quentes.


Cyperus rotundus é uma planta herbácea com porte entre 15–50 cm nas condições brasileiras. Pelo intenso desenvolvimento de cadeias de pseudo-tubérculos no solo formam-se clones de considerável tamanho. Dos bulbos basais e tubérculos de tiririca formam-se extensos sistemas de rizomas que se desenvolvem horizontalmente e verticalmente que podem se aprofundar até 40 cm. Os rizomas em si não tem gemas, mas de espaço a espaço ocorre uma hipertrofia, semelhante a um tubérculo, no qual ocorrem gemas. Durante os primeiros meses de formação das plantas, o sistema vascular é contínuo através de rizomas e hipertrofias. Em plantas mais velhas, a continuidade dos rizomas é interrompida, o que explica a dificuldade de translocação de herbicidas sistêmicos. Quando os rizoma são rompidos naturalmente ou quando ocorre movimentação do solo causando corte dos mesmos, as gemas adicionais são estimuladas, causando alastramento da invasora. A maioria das hipertrofias que são responsáveis pela formação dos tubérculos se encontra a menos de 15 cm de profundidade, mas algumas podem ser encontradas até 30 ou 40 cm. Num hectare altamente infestado, podem ser encontradas dezenas de milhões de hipertrofias, sendo comum ocorrerem de 2 000 a 4 000 emergências por metro quadrado. 


Plântula: Sua diferenciação é difícil entre as espécies antes do florescimento; para a fazer a identificação é  preciso verificar a parte subterrânea, com seu conjunto de rizomas e tubérculos.

Distribuição: É uma das espécies vegetais com maior distribuição no mundo, presente em 92 países, som os mais variados tipos de clima e solo; no Brasil ocorre em todo o território, infestando as culturas mais importantes.
Folhas: Predominantemente basais, com bainhas membranáceas, echadas; ausência de lígula, com limbo linear plano, sukcado longitudinalmente, de ápice agudo e coloração verde-escura brilhante.

Caule: Triangulado, de superfície lisa e coloração verde ou verde-amarelada.
Inflorescência: Na parte apical dos caules, com raios em números de 3 a 9, de comprimento irregular; em cada raio encontra-se um conjunto de espiguetas lineares, de coloração vermelho escura  ou vermelho castanhada.

Flores: Presente nas espiguetas, variando em número de 10 a 40.

Importância Agrícola: Tida como a mais importante invasora do mundo, devido à capacidade de competição e agressividade, bem como pela dificuldade de controle e erradicação; possui efeito alelopático, afetando  a germinação, a brotação e o desenvolvimento de outras espécies, além de servir de hospedeira para fungos e nematóides.

Fontes:
http://panorama.cnpms.embrapa.br
https://pt.wikipedia.org/
www.roundupreadyplus.com.br

 

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