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quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Algumas flores encontradas no Nordeste.

Algodão
Batata-de-purga
Palma
Baba-de-sapo
Boa-noite
 Bromélia do sertão
 Catingueira
 Cabeça-de-velho
Cacto 
 Cajueiro
 Calliandra
 Crisântemos
 Esoerança

 Guarujá

 Helicônia
 Jurema D'água
 Jurema Preta
 Jurema
 Laelia purpurata
 Maracujá-do-mato
 Muçambê
 Papoilas
 Pente-de-macaco
Pinhão 
 Sena
Violeta-da-caatinga

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quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Buriti - Mauritia flexuosa L. f.



Nome científico: Mauritia flexuosa L. f.

Outros nomes populares: miriti (PA), moriti, muriti, boriti, coqueiro-buriti, carandá-guaçu, carandaí-guaçu, palmeira-dos-brejos

Características gerais: 
Palmeira robusta e elegante de 20-30 m de altura, com tronco (estipe) solitário e ereto, sem ramificação, liso e com anéis uniformemente espaçados, de 30-60 cm de diâmetro. No ápice do estipe encontra-se uma coroa de 20 folhas de até 4 m de comprimento. É uma planta dióica ou polígamo dióica, ou seja, existem indivíduos com flores masculinas e indivíduos com flores femininas e hermafroditas.


O fruto é uma drupa globoso-alongada de 4-7 cm de comprimento, constituída de epicarpo (casca mais externa) formado de escamas rombóides de cor castanho-avermelhada; mesocarpo (parte comestível) representado por uma massa espessa de cor alaranjada; endocarpo esponjoso que envolve a semente muito dura. Uma única planta pode conter até 7 cachos de frutos, com uma média anual de produção de 5000 frutos.


Regiões de ocorrência: 
Ocorre em toda a Amazônia, Nordeste, Centro Oeste e Brasil Central, atingindo seu limite austral no norte do estado de São Paulo. Também ocorre no norte da América do Sul. É a palmeira mais amplamente distribuída no país, formando populações naturais homogêneas tão amplas que chega a ser detectada por imagens de satélite. São famosos os "buritizais" das ilhas do estuário do Baixo Tocantins no Pará, ou as veredas ao longo de córregos no oeste da Bahia (Grande Sertão Veredas).


Utilidades: 
Inúmeros produtos úteis do buritizeiro são aproveitados pelas populações ribeirinhas de sua região de ocorrência, tanto na sua alimentação como em outras necessidades diárias: bebida natural ou fermentada, sabão caseiro, material para casa, óleo e doces dos frutos, fécula e um líquido potável e açucar do estipe, etc.

Sabonete de Buriti Natura Ekos

Da polpa ou mesocarpo prepara-se o "vinho de buriti" mediante o prévio amolecimento dos frutos em água morna; esta prática é necessária para completar o amadurecimento dos frutos que ao caírem ainda estão um tanto duros. Também é chamado em algumas regiões "vinho-de-buriti" o líquido adocicado e fermentado extraído pela incisão de sua inflorescência antes de desabrocharem as flores.


Com a polpa também prepara-se o tradicional "doce de buriti", principal produto derivado desta palmeira e já comercializado em vários estados. É presença constante em feiras da região norte, onde pode ser encontrado em pequenos pacotes como em latas de 20 kg. Os índios Huitotos do Peru e outras tribos amazônicas preparam dos frutos um suco e uma espécie de "chicha" (cozimento fermentado). 

















O buriti é fonte alimentar importante para os indígenas amazônicos. Da polpa ainda se obtém óleo comestível, empregado principalmente na fritura de peixes. Dos caroços ou sementes pode-se obter um carburante líquido obtido através de fermentação e destilação. Da medula do tronco obtém-se uma fécula amilácea semelhante ao "sagu" da Índia, empregada no preparo de mingaus.


A seiva do tronco do buriti é tão rica em açúcar que é possível extrair da mesma a sacarose cristalizada como da cana-se-açúcar. Para a sua obtenção, faz-se um furo no tronco e recolhe-se a seiva num recipiente, produzindo em média 8-10 litros por árvore. O produto cristalizado tem quase 93% de sacarose. Parece que apenas as plantas machos (que não dão frutos) possuem seiva açucarada.
As folhas novas do buritizeiro dão cordas resistentes. O pecíolo da folha fornece material leve e mole usado na fabricação de rolhas e no artesanato regional, como brinquedos, pequenas caixas, etc. O "doce do buriti" geralmente é acondicionado em caixas feitas com o pecíolo da folha. Os frutos in natura podem ser facilmente encontrados nas feiras das cidades da região Norte (Piauí, Maranhão e Pará) no período de dezembro a julho.

Bolsa-carteira feita da palha do buriti

A madeira do buritizeiro é moderadamente pesada e dura, porém de baixa durabilidade natural. Mesmo assim é muito utilizada regionalmente em construções rurais e construção de trapiches em beira de rios. A árvore é uma das palmeiras mais ornamentais e elegantes de nossa flora, contudo, totalmente ignorada por nossos paisagistas. O único que ousou usa-la pela primeira fez foi o famoso paisagista Roberto Burle Marx nos jardins do Palácio Itamarati em Brasília. 
A importância do buriti transcende a sua utilidade econômica, tornando-se uma das plantas mais estimadas pelas populações de muitas regiões do país, sentimento este traduzido pelo uso de seu nome para designar várias cidades no interior do país: Buritizal (SP), Buriti (MA), Buritis (MG), Buriti Alegre (GO), Buriti Bravo (MA), Buritama (SP), Buriti dos Lopes (PI), Buritirama (BA), Buritizeiro (MG),


Informações ecológicas: 
Ocorre exclusivamente em áreas alagadas ou brejosas, como em beira de rios, igapós, lagos e igarapés, onde é geralmente encontrado em grandes concentrações na forma de populações homogêneas, formando os chamados "buritizais". Geralmente parte do tronco fica imerso na água por longos períodos, sem que isso lhe cause dano. Á água tem importante papel na disseminação de suas sementes. É até possível encontra-lo em solo seco, contudo, em alguma época este local foi muito úmido ou encharcado. Para cultiva-lo em terreno seco deve receber muita água na sua fase juvenil.


Produção de mudas: 
Os frutos devem ser colhidos no chão após sua queda espontânea, o que ocorre a partir de janeiro, prolongando-se até julho. Em seguida os frutos devem ser deixados amontoados por alguns dias até o completo apodrecimento da polpa para facilitar a separação da semente (uma por fruo).


Um kg de sementes contém aproximadamente 35 unidades, cuja viabilidade em armazenamento é muito curta. Devem ser postos para germinação logo que colhidos e limpos em canteiros ricos em matéria orgânica, ou diretamente em embalagens individuais contendo o mesmo tipo de substrato. Em ambos os casos cobrir as sementes com uma camada de 1 cm de substrato e irrigar duas vezes ao dia. A emergência ocorre em 3-5 meses e a taxa de germinação é apenas moderada. As mudas estão prontas para plantio no local definitivo em aproximadamente 18 meses.
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terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Mucunã - Mucuna pruriens


A mucunã é uma planta pertencente à família Fabaceae. É conhecida popularmente como mucunã, mucunã-de-caroço e olho-de-boi, e encontra-se distribuída nas regiões de Planta proveniente da Índia, reconhecida pelas suas propriedades afrodisíacas. Estimula também a deposição de proteínas nos músculos e aumenta a força e a massa muscular. Aumenta os níveis de L-Dopa, um inibidor da somatostatina. O seu extrato é também conhecido por estimular o estado de alerta e melhorar a coordenação.


INDICAÇÕE/BENEFÍCIOS:
1. Para doença de Parkinson (contém L-dopa natural). 
2. Para impotência e disfunção erétil. 
3. Como afrodisíaco e para aumentar a testosterona. 
4. Como anabólico e androgênio, fortalecendo os músculos e ajudando a estimular o hormônio do crescimento. 
5. Ajudando na perda de peso.

Ayurveda é sem dúvida o sistema mais antigo de medicina no mundo - e a única medicina tradicional para estar baseada em princípios científicos. O uso da erva M.pruriens na medicina ayurvedica vêm de épocas de mais de 4500 anos atrás. M.pruriens tem um perfil bioquímico fascinante, contendo uma grande quantidade de ingredientes ativos como a nicotina, serotonina e L-dopa (ou dihidroxifenilalanina) - o precursor principal do neurotransmissor dopamina, isolado por cientistas índios em 1936. 

Quando a dopamina produzida pelos neurônios são afetados pela doença de Parkinson, resulta em tremores incontroláveis, rigidez dos músculos, dificuldades para falar, escrever e se equilibrar e lentidão de movimentos. A deficiência sub-clínica de dopamina é responsável pelo sentimento de depressão e falta de desejo sexual.

A Dopamina é considerado o neurotransmissor "feelgood", produzido pelo cérebro quando se quer "estar contente" ou der ao corpo uma "recompensa". É também um intermediário na produção de norepineprina (ou noradrenalina, o neurotransmissor que nos desperta do sono) e é efetivo a estimular a produção do hormônio de crescimento (HgH).

• Em um estudo comparativo com animal na doença de Parkinson na qual quantidades iguais de princípio ativo eram usadas, Mucuna pruriens extrato foi mostrado para ser duas a três vezes mais efetiva que o L-dopa sintético. Isto sugere que seja o perfil bioquímico da erva como um todo, e não só o princípio ativo, que é responsável por aumentar sua efetividade significativamente tratando sintomas da doença. Estudos humanos também mostraram benefícios neurológicos importantes para M.pruriens, e ao contrário do L-dopa sintético - tolerância excelente e quase nenhum efeito colateral. 
• É provável que quando se toma um extrato da erva juntamente com Tribulus Terrestris aumenta a quantidade de L-dopa que alcança o cérebro. Tribulus contém um inibidor moderado de monoamina oxidase, uma enzima degradante da dopamina. Este modo natural de melhorar os efeitos de M.pruriens foi reconhecido por médicos Ayurvedicos durante mais de 1000 anos. 

• Tomando Mucuna pruriens extrato padronizado em L-dopa estimula a secreção de hormônio de crescimento (Hgh) pela glândula pituitária. O Hormônio de crescimento é indubitavelmente o hormônio anti-envelhecimento mais poderoso: encoraja a massa muscular e desencoraja a gordura de corpo, melhora a força e nivela a energia, aumenta o senso de bem-estar e tem uma influência positiva em muitos outros aspectos de saúde. 
• M.Pruriens também é usado na medicina ayurvedica, para: restabelecer a libido (junto com Tribulus Terrestris) aumentar os níveis de testosterona (como mostrado em um estudo controlado) e dopamina; em casos de esterilidade masculina e feminina (aumentando a contagem de esperma e encorajando a ovulação), melhorar a agilidade mental, coordenação motora e tratar condições de apatia.


MECANISMO DE AÇÃO:
Estudos clínicos e pré-clínicos mostram que Mucuna pruriens tem grande importância no tratamento da doença de Parkinson. Foram tratados sessenta pacientes com a doença de Parkinson com Mucuna pruriens em um estudo aberto durante 12 semanas. Estatisticamente, houve reduções significantes na doença de Hoehn e de Parkinson unificado mostrando taxas de contagem do início ao término do tratamento.

Mucuna pruriens também mostrou estimular a testosterone-enantato induzido pela atividade androgênica observada em um grupo de indivíduos tratados. Estudos também mostraram que as sementes de M.pruriens podem provocar um aumento significante na contagem de espermatozóides, vesículas seminais e próstata dos ratos albinos tratados. Estudos farmacológicos mostraram sua utilidade como estimulante de SNC, anti-hipertensivo, estimulante sexual e mais.

EFEITOS COLATERAIS:
Doses elevadas de Mucuna pruriens pode causar superestimulação, aumento da temperatura corpórea e insônia.

CONTRAINDICAÇÕES:
• A semente pode causar problemas de nascimento e estimular a atividade uterina. Deve ser evitado por mulheres durante a gravidez. 
• Mucuna pruriens mostrou ter a habilidade de reduzir o açúcar do sangue. Aqueles com hipoglicemia ou diabetes devem usar somente sob supervisão médica. 
• É contra indicado em combinação com inibidores M.A.O. 
• Mucuna pruriens possui atividade androgênica, aumentando os níveis de testosterona; pessoas com síndromes andrógenas excessivas devem evitar o uso.
• Mucuna pruriens inibe a prolactina. Caso você tenha uma condição médica resultando em níveis inadequados de prolactina no corpo, não use a menos que sob supervisão médica.
• A semente contém alta quantidade de L-dopa. Levodopa é o medicamento usado para tratar doença de Parkinson. Pessoas com doença de Parkinson devem apenas usar sob supervisão médica ou um indivíduo qualificado.


USO NA AGRICULTURA:
A mucunã é também utilizada na agricultura, como filtro biológico, retirando poluentes do solo, podendo ter seu plantio consorciado ao de outras espécies.
Trabalhos científicos concluem que o plantio da mucuna em consórcio com o milho após os 75 dias do plantio deste (do milho) não interferem na produtividade do milho e nem atrapalham a sua colheita podendo esta ser mecanizada. Agricultores que plantam a mucuna em lavouras de milho com mais de 45 dias e que antecipam a sua colheita em 10 ou 15 dias não têm tido dificuldades na condução do processo.
O espaçamento normalmente recomendado é de 50 centímetros entre filas e com 6 a 9 sementes por metro de sulco. A mucuna pode ser plantada isoladamente ou em consórcio com outras culturas. Pelo fato de ser uma planta muito agressiva não tem sido recomendado o seu plantio em culturas muito adensadas.  Ao final do ciclo a mucuna preta seca formando um manto sobre o solo de alguns centímetros. Esta camada funciona como uma excelente cobertura morta. 


OUTRAS VARIEDADES:
1. Mucunã Preta:
É uma leguminosa de crescimento trepador (cipó) cujo ciclo, do plantio ao pleno florescimento, é de l40 a 180 dias. Plantios tardios antecipam o florescimento em algumas semanas. A mucuna preta produz entre 40 e 50 toneladas de massa verde, 6 a 9 toneladas de massa seca e fixa entre 180 e 350 kg de N por ha/safra. A mucuna preta já é usada pelos agricultores do Espírito Santo há mais de 50 anos para a adubação verde, principalmente na cultura do milho.  As recomendações de corte, citadas na literatura, vão dos 90 aos 150 dias após a semeadura (SOUZA, 1.993). Experiências de campo na região serrana do ES (950 m de altitude) dão conta de que, dos 90 aos 140 dias após a semeadura, há um incremento muito grande em termos de produção de massa seca e fixação de N (dados não publicados).  Por este motivo vale à pena esperar até ao 130º ou 150º dias para se proceder ao corte.



2. Mucunã Cinza:

O desenvolvimento da mucuna cinza é muito semelhante ao da mucuna preta.

3. Mucunã Anã:

A mucuna anã  é uma leguminosa de hábito de crescimento herbáceo, determinado e cujo ciclo, do plantio ao pleno florescimento, é de 90 a 120  dias. A mucuna anã produz entre 10 a 20 toneladas de massa verde, 2 a 4 toneladas de massa seca e fixa entre 60 a 120 kg de N por ha/safra.  É uma planta própria para consórcios com culturas plantadas em espaçamentos menores uma vez que não tem hábito trepador, não competindo assim por luz. Também é própria para áreas que terão um tempo menor de disponibilidade. O espaçamento normalmente recomendado é de 50 centímetros entre filas e com 10 a 12 sementes por metro de sulco.



Uma planta que pertence as brincadeiras tradicionais do antigo Brasil rural e semi-urbano é o pó-de-mico ou mucuna (Mucuna sp.). As crianças do passado conseguiam encontrar facilmente essa trepadeira nos lugares de Mata Altântica e, da sua grande vagem (legume) raspavam os pelos (tricomas) que a recobriam até acumular um pozinho fino.

O pó formado por esses pelinhos é extremamente urticante, e rendia muita coceira ao coitado que o recebesse. Era um passatempo usual nas salas de aula ou lugares de aglomeração humana, principalmente nas cidades menores. Essa coceira é graças a uma enzima de nome mucunaína,  presente nos frutos, e fazia a vítima se coçar que nem um macaco, daí o nome.

As sementes de várias espécies de mucunas são extremamente ornamentais, sendo usadas em diversos tipos de artesanato, principalmente nas cidades litorâneas com rios nas praias, que recebem as sementes duras e brilhantes carregadas dos rios que cortam a floresta em direção ao mar. Muita gente conhece essas sementes de encontros fortuitos na areia e as guarda, sem imaginar de que tipo de planta veio.


 

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